Pezinhos de coentrada

Um prato típico do alentejo, e um clássico cá da casa. Apareçam pois hoje há pezinhos!

Parte 1

2 kg de pés de porco
1 cebola inteira descascada
6 cravinhos da índia
1 mão cheia de sal
1 colher de sopa de pimenta preta em grão
2 folhas de louro

Colocar tudo numa panela, cobrir bem com água, e levar ao lume. Coze durante 2h, até a carne começar a soltar-se dos ossos. Retirar do lume, tirar os chispes da água, deixar arrefecer, guardar a água da cozedura. Retirar os ossos maiores dos chispes.

Parte 2

6 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
1 cabeça de alho, ou 12 dentes grandes
1 colher de sopa cheia de farinha de trigo
50 ml de vinagre
1 molho de coentros

Descascar os alhos, e esmagá-los num almofariz, com um pouco de sal, até ficarem em papa.
Num tacho, ou frigideira grande, aquecer o azeite. Refogar a cebola picada e o alho em papa, sem deixar alourar. Juntar os coentros picados.
Dissolver a farinha no vinagre e juntar ao refogado. Adicionar 1/2 litro do caldo de cozer os pezinhos, previamente coado. Mexer até engrossar.
Juntar os pezinhos cozidos, misturar, tapar e deixar em lume brando por mais 15 minutos.

Sardinhas de escabeche, a última receita

Fritar sardinhas, enrolandas em farinha, no dia anterior.

Saltear uma cebola, em lume bem forte, cortada em meias luas, em azeite e uma pitada de sal – o chamado sal mágico, que chupa a água da cebola durante a cozedura.

Juntar uma folha de louro, pimenta moída no momento, e também grãos inteiros de pimenta preta.

Mexer sempre, para não queimar. A cebola tem que perder água duas vezes e tem que ficar mesmo mole. Juntar vinagre e continuar a mexer.

Retirar do lume e verter por cima das sardinhas.

Et voilà.

Choco frito rápido

choco a marinar

Usar choco fresco, congelado previamente durante, pelo menos, 3 dias, para amaciar.

Cozer o choco congelado inteiro (meio quilo por pessoa) durante 1h, com sal, pimenta, piri-piri, cravinho, alho, louro) em lume brando.

Escorrer a água, limpar o choco e cortá-lo às tiras. Pôr a marinar em limão, sal, alho picado, cravinho, louro, pimenta e piri-piri, durante 1 a 2h.

Fritar o choco passado por um polme de farinha de trigo.

Servir com batatas fritas, couves cozidas e vinho tinto.

NOTA: a receita tradicional diz para limpar o choco antes de cozer. Mas assim aproveito para cozer as vísceras (quase todas comestíveis) e faço um refogado logo à noite.

Frango na púcara

Comprei um daqueles frangos do campo, com um quilo e setecentas com o intuito de assá-lo no carvão. Mas os clientes estão cansados de grelhados nas brasas, por isso decidi fazer frango na púcara.

É uma receita de família, que vem para lá do tempo do meu antepassado Afonso I, que ao passar por Alcobaça, não passou sem lá voltar… e lá deixou os pergaminhos com os planos de elaboração deste prato, cuja origem se perde no tempo.

1 frango do campo, com 1,7 kg
2 cebolas grandes
5 tomates maduros
5 dentes de alho
1 dl azeite
1,5 dl de vinho branco
1,5 dl de bagaço
1 dl de vinho licoroso
1 folha de louro
2 colheres de sopa de mostarda caseira tipo Dijon, mas mais doce
pimenta preta moída no momento
meio molho de salsa
gengibre
1 dl leite de coco
um pedaço de presunto ou meio chouriço
sal

Num tacho grande, colocar o azeite, a pimenta moída, o sal, o louro, os alhos esmagados, as cebolas cotadas em cubos com 2,5 cm de lado, e os tomates, também cortados em cubos. Adicionar o vinho, o bagaço, o licoroso e a mostarda. Adicionar o presunto ou o chouriço cortado em pedaços pequenos. Colocar o frango cortado em pedaços. Juntar o leite de coco. Levar ao lume forte até ferver e depois baixar. Coze em lume brando, no tacho tapado, durante 1 hora. A meio da cozedura, juntar a salsa cortada em pedaços de 2,5 cm, assim como o sumo do gengibre ralado. Sirva numa púcara, acompanhado de arroz semibranqueado e batatas fritas.

Choco à lagareiro

Hoje estou a fazer um choco à lagareiro.

Batatas:

Lavar e descascar batatas pequenas. Se forem grandes, corte-as ao meio. Colocá-las num pirex e envolvê-las em sal marinho moído no momento. Levar ao forno forte durante 40 min. Se o forno for de gás natural, são precisas 2h, ou então coza-as primeiro.

Choco:

Convém congelar o choco previamente por 2 ou 3 dias, para ficar mais macio. Cortar o choco em pedaços a gosto – corpo e tentáculos – e cozinhar durante uma hora, em lume brando, com alho pisado, louro, cravinho, pimenta, sal. Retirar o choco do lume, limpá-lo dos temperos e colocar os pedaços, juntamente com as batatas assadas, alho esmagado e pimenta moída no momento, num tabuleiro, regados com azeite, que vai ao forno para alourar.

Servir com salsa picada.

Caril de choco

Na semana passada fiz um caril de choco.

Choco:

Convém congelar o choco previamente por 2 ou 3 dias, para ficar mais macio. Cortar o choco em pedaços a gosto – corpo e tentáculos – e cozinhar durante uma hora, em lume brando, com alho pisado, louro, cravinho, pimenta, sal. Retirar o choco do lume, limpá-lo dos temperos e adicionar os pedaços ao caril como indicado abaixo.

Caril:

Alho, cebola, gengibre em partes iguais; pimenta e malagueta. Açafrão das índias e leite de coco.
Colocar azeite no fundo de um tacho, e fritar a pimenta e a malagueta esmagadas no momento.
Adicionar o alho, a cebola e o gengibre picados finamente.
Saltear, em lume forte, até a cebola perder água pela primeira vez. Juntar o leite de coco, adicionar o açafrão, baixar o lume, colocar uma tampa no tacho e deixar cozer durante 15-20 minutos. Retirar do lume, moer com a varinha mágica, e voltar ao lume brando, com tampa, por mais 5-10 min.
Juntar o choco cozido e deixar cozinhar por mais algum tempo.

Alhada de Choco

Tenho o congelador cheio de chocos e, por isso, preciso de criar receitas novas, ou utilizar os chocos em receitas que, tradicionalmente, usam outro ingrediente de base.

Já fiz arroz de choco malandrinho, e não se distinguia do tradicional arroz de polvo.

Também grelhei choco na chapa, regado com gengibre e shoyu, como fazem os orientais com as lulas.

Projetei fazer – ainda não fiz – salada fria de choco, com choco cozido, em pedaços pequenos, salsa e cebola picadas, azeite e vinagre.

Desta vez, recuperei um prato típico das regiões costeiras, a alhada de raia, e estou a prepará-lo com choco. Retirei as entranhas do choco e aproveitei apenas o corpo e a cabeça. Cortei-o em pedaços e cozi-o como se fosse para choco frito. Usei bastante sal, grãos de pimenta branca e preta, malagueta, uma cabeça de alhos esmagados e louro. Cozeu durante 20 minutos.

Coei a água da cozedura, provei-a e ajustei o sal (tive que juntar água). Entretanto tinha as batatas a cozer noutra panela. Após cozidas, coloquei-as numa terrina, juntei o choco, adicionei uma cabeça de alho picado e meio molho de salsa (deviam ser coentros mas não havia). Juntei 1 dl de azeite e 1 dl de bom vinagre, e verti a água coada da cozedura do choco. Repousou 10 minutos antes de servir.

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Entretanto, enviaram-me o endereço de uma página com várias receitas de chocos, para o caso de me faltarem as ideias: https://www.saborintenso.com/chef/caderno-17/
Mas reparem que não está lá a alhada de choco. 🙂

Caril de miudezas

Com os churrascos de quarta feira, os miúdos de frango vão-se acumulando no congelador. Pensei fazer um guisado com eles, ou um fricassé, ou uma canja, mas acabei por fazer um caril de miúdos de frango.

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O caril foi feito com uma receita que me foi dada por um indiano, num restaurante onde almocei um dia: cebola salteada, com malagueta, pimenta moída no momento, alho e gengibre; depois junta-se o leite de côco, ferve, mói-se, e volta a ferver para apurar. Quem gostar do caril amarelo, pode juntar açafrão das índias.

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Patas de frango e outros miúdos lacados com uma mistura criada no momento. Guarnecer com rodelas de laranja e flores de alho francês.

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Eis a receita da laca. Azeite e sal no fundo de um tacho, ao lume. Depois, coloco os miúdos, com o lume baixo e tapo. Deixo entalar (meia cozedura) sem água, vou mexendo de vez em quando, mas tapo sempre o tacho para não perder humidade.
Junto, então as especiarias e temperos: pau de canela, anis estrelado, uma malagueta, funcho, tomilho, alecrim, cravinho da índia, uma folha de louro, vinho tinto, vinagre de arroz, duas colheres de sopa de melaço e sal a gosto. Deixar cozinhar bem. No final da cozedura, o molho deve ficar espesso e pode ser aproveitado como tempero.

Choco frito

Depois de muitas tentativas – umas com melhores resultados, outras com resultados menos bons e num caso, até, péssimos – decidi tentar mais uma vez cozinhar um prato de choco frito, com batatas fritas.

Voltei a ler algumas receitas na net@, para me guiar, enquanto o choco de 4kg que tinha comprado no mês passado, estava a descongelar dentro de água quente.

Um dia, durante o casamento do Pedro Dingle, celebrado na igreja de Cacilhas, fomos todos para a tasca em frente – que está hoje fechada e à venda – comer choquinhos com tinta à algarvia, enquanto a cerimónia decorria. Ainda não era meio dia, e o empregado não estava à espera de servir chocos àquela hora, mas não se fez de rogado: mandou-nos sentar e foi tratar dos chocos. Retirou uma bola de choquinhos congelados, do tamanho de um garrafão de vinho de 5 litros, do congelador e, debaixo de água quente corrente, ia descolando e retirando os chocos um a um, com a ajuda de uma espátula de pintor. O homem era um artista, e ainda é, ainda por lá anda, um gordinho que circula por aqueles restaurantes do Peralta de Cacilhas, restaurantes medalhados com uma placa Prestige, que lhes foi atribuída por servirem sardinha negra congelada e rançosa. Suava as estopinhas enquanto descascava a bola de chocos, com mais precisão que um cortador de quebabe, mas não se atrapalhava: enxugava o suor com as mangas da camisa branca, enquanto a espátula pingava tinta de choco que escorria pela camisa abaixo e ia pintando uma faixa negra pelos botões abaixo. Quem olhasse distraído, poderia pensar que as nódoas eram uma gravata preta e poderia até confundir o empregado com um dos convidados do casamento… Apesar de tudo, os chocos ficaram saborosos.

À medida que o choco ia descongelando, a casa ia ganhando um cheiro que me fez lembrar o Ginjal, em Cacilhas, no início da década de setenta: um cheiro a cabeças de peixe-espada podre, que usávamos nos camaroeiros, para apanhar carangueijos. Abri o choco com uma faca, extraí-lhe as entranhas, que coloquei no lixo, e cortei-o às tiras. O choco costuma ser branco, mas este não era. Ou, pelo menos, algumas partes não eram: tinham um ar esverdeado.

Lembrei-me de dois pratos que se comem podres: salmonete e perdiz. Frescos não prestam, se não estiverem já em início de decomposição não sabem a nada. “Porque não o choco?”, pensei.

Então aqui vai o “resto” da receita:

  • 3 kg de choco limpo
  • 10 dentes de alho
  • 4 folhas de louro
  • 1 ou 2 malaguetas
  • sal
  • vinho branco
  • 3 limões
  • pimenta moída

Amanhar o choco e cortá-lo às tiras. Cozinhá-lo com água, sal, uma malagueta, 2 folhas de louro e 4 dentes de alho picado ou esmagado, em lume brando, durante 15 minutos.
Depois de cozido, escorrer o choco e pô-lo a marinar, durante 2 ou mais horas, no sumo e casca dos limões, vinho branco, pimenta, restante alho picado ou moído e 2 folhas de louro.
Fritar, em óleo quente, passado por farinha de trigo, depois por ovo, e por fim por farinha de milho ou pão ralado.

Bobó de camarão

Mais um prato novo: bobó de camarão. As meninas adoraram!

bobo

Camarão

  • 1 kg de camarão médio limpo
  • Sumo de um limão
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 dente de alho picado
  • Sal a gosto

Molho

  • 3 colheres de chá de azeite
  • 2 colheres de sopa de óleo de palma
  • 2 dentes de alho picado
  • 1 cebola picada
  • 1 batata doce cozida e esmagada
  • 1 lata (400ml) de leite de coco
  • 2 tomates sem pele e sem sementes picados
  • 1 pimenta dedo de moça picada sem sementes
  • 4 colheres de sopa de salsa ou coentros picados
  • Gengibre (sumo de um pedaço)
  • Sal

Caldo de peixe

  • 2 cubos de caldo de peixe dissolvidos em água

Acompanhamento

  • Arroz branco
  • cebolinho picado

Camarão
Tempere o camarão com limão, alho e sal. Num tacho, aqueça o azeite e refogue o camarão rapidamente. Reserve.

Molho
Numa panela, aqueça o azeite e o óleo de palma. Acrescente o alho, a cebola e refogue. Adicione a batata doce, o leite de coco e misture. Coloque o tomate, a pimenta, o sumo de gengibre, o sal e a salsa, misture bem. Acrescente o camarão, o caldo de peixe e mistura. Sirva com arroz branco e cebolinho picado.

 

Ouriços

A Ouriceira está em festa: o 2º festival do ouriço do mar com mostra gastronómica, workshops, etc., está a decorrer neste fim de semana. Vai daí, decidi dar uma festa gastronómica de pratos de ouriço do mar. Convidei os grandes amigos que deram um apoio fundamental às caminhadas do alex: o tao e o carnide.

Os pratos foram:

  • Sopa de ouriços
  • Paté de ouriços com natas
  • Arroz de ouriços

Acompanhámos com pés-de-burro e burgaus cozidos, e lapas na brasa.

Paté de ouriços
  • 300 ml de natas
  • 12 ouriços-do-mar
  • 3 colheres de sopa de aipo selvagem cortado em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de cenouras cortas em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de alho francês cortado em cubinhos
  • 1 chalota picada
  • 1 colher de chá de concentrado de tomate
  • sumo de 1 limão
  • 100 ml de caldo de peixe
  • 1 colher de sopa de vermute
  • sal
  • pimenta

Partir os ouriços com cuidado , recolher e líquido e filtrar por um passador. Retirar o coral alaranjado (gónadas) com uma colher de chá.
Reduzir até metade o suco do ouriço-do-mar, as gónadas dos ouriços, com os legumes em cubinhos, as chalota picada, o concentrado de tomate, o caldo de peixe e o Vermute.
Acrescentar as natas, o sal e a pimenta e deixar cozer em lume brando durante 10 a 15 minutos, de modo a que as nuances de sabores individuais se liguem.
Rectificar os temperos e adicionar o sumo de limão.
Servir em cima de pequenas tostas ou retângulos de pão tradicional.

Sopa de ouriços
  • 20 ouriços
  • 2 tomates
  • 1 pimento verde
  • 4 cebolas
  • 1 colher de sopa de alho picado
  • 100ml de leite de côco
  • 2 caldos de legumes
  • 3 colheres de sopa de vinagre
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 10 pimentos pequenos compridos (pimentos dedo-de-moça, no Brasil)
  • 1/2 kg de batata cozida
  • sal
  • coentros e cebolinho
  • cubos de pão frito no momento

Numa panela, colocar água, 1 cebola e os ouriços a cozer. Ferver 10 minutos.
Coar o caldo da cozedura dos ouriços e reservar.
Colocar 1/2 litros de água no copo misturador, com o vinagre e as restantes cebolas. Misturar até ficar líquido. Juntar os tomates e o pimento verde. Misturar de novo. Adicionar os pimentinhos compridos e misturar de novo até ficar líquido.
Tirar as gónadas dos ouriços cozidos.
Numa panela nova, colocar o azeite, o alho picado, refogar um pouco e depois despejar o conteúdo do copo misturador. Quando levantar fervura, adicionar os caldos de legumes, as gónadas dos ouriços e o leite de coco. Deixar ferver uns minutos.
No copo misturador, entretanto desocupado, colocar 1/2 litro do caldo dos ouriços, as batatas cozidas, e misturar até ficar líquido. Adicionar à panela anterior, temperar com sal, e deixar ferver mais 10 a 15 minutos para apurar.
Para servir, colocar a sopa no prato, o pão frito por cima, e guarnecer com coentros e cebolinho picados.

SopaOuricos

Arroz de ouriços
  • 1 litro de caldo de marisco (líquido de cozer camarão ou outro marisco) feito em casa (usei caldo de burgaus e percebos)
  • 5 colheres de sopa de azeite
  • 1 cebola roxa picada
  • 1 cabeça de alho picada
  • 10 ouriços do mar
  • 400g de arroz
  • 150ml de vinho branco seco
  • sumo e raspa de um limão
  • 100g de parmesão ralado
  • 5 colheres de sopa de mascarpone, ou natas espessas
  • sal e pimenta a gosto

Aqueça o caldo de marisco e reserve.
Noutra panela, refogua a cebola e o alho no azeite.
Adicione o arroz e refogue por 2 ou 3 minutos. Junte o sal (se o caldo de marisco for salgado, pode não ser necessário) e a pimenta. Acrescente o vinho e deixe ferver, para reduzir bem.
Vá despejando o caldo de marisco, mexendo em intervalos regulares, para o arroz não pegar. Deixe o arroz absorver o caldo antes de adicionar mais.
Cerca de 17 a 20 minutos depois, o arroz está pronto. Adicione o sumo e as raspas de limão, o parmesão e o mascarpone.
Desligue do lume, junte os ouriços e mexa suavemente, obtendo uma textura cremosa.

Caril de safio

Preparei este prato para a passagem de ano 2015/2016. No dia 30, quando fui ao mercado, o único peixe decente que havia era um safio e por isso ficou caril de safio.

Receita para 10 pessoas. Tempo de preparação 5h. Podem diminuir este tempo, se decidirem usar máquinas nalguns passos do processo.

Ingredientes

  • 1 safio com 3,5 kg
  • 6 cebolas grandes (1kg)
  • gengibre (um pedaço grande)
  • alhos (4 cabeças ou mais)
  • duas latas de leite de côco (400g cada)
  • sementes de coentros
  • sementes de funcho (erva doce)
  • sementes de cominhos
  • sementes de mostarda
  • anis estrelado (3 estrelas)
  • sementes de pimenta
  • piri-piri seco ou fresco
  • azeite
  • sal
  • 1 kg de arroz carolino

Desossar o safio: retirar a espinha e separá-lo em dois lombos longitudinais. Depois, cortar cada lombo em pedaços quadrados. (1h)

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Envolver os pedaços de safio em sal e curcuma, ou açafrão das índias. Colocar de lado a ganhar sabor.

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Entretanto, moer as especiarias secas: sementes de coentros, funcho (erva doce), cominhos, sementes de mostarda, anis estrelado, pimenta, piri-piri. (1h)

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Picar as cebolas, o gengibre e os alhos. Demorei quase 1h a lavar, descarcar e picar isto tudo.

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Fritar o peixe numa frigideira grande, com um pouco de azeite no fundo.

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Aspeto do peixe já frito.

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Entretanto, refogar as cebolas, alhos e gengibre num tacho grande, com um pouco de azeite e sal, com lume forte e mexendo sempre.

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Quando as cebolas estiverem bem cozinhadas, juntar as especiarias secas moídas, o leite de côco, sal e mexer e deixar cozinhar até homogeneizar. Depois, moer com a varinha mágica e voltar a colocar no lume mais uns minutos para apurar. Juntar o peixe frito e deixar cozer em lume brando até que a cor da curcuma se espalhe por toda a superfície do caril.

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Entretanto, cozer um 1kg de arroz carolino com água e sal. Eis o aspeto final do caril no prato.

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Cozido de bacalhau à portuguesa, com arroz de limão

Mais um prato criado no momento e imaginado a partir de uma receita tradicional portuguesa: o cozido à portuguesa. Mas, neste prato, as carnes principais (vaca, frango, borrego) foram substituídas por bacalhau. Correu bastante bem. Segue a receita para 8 pessoas.

  • 5 postas de bacalhau demolhado
  • 1 pedaço de chispe de porco
  • 1 chouriço de sangue ou 1 morcela
  • 1 chouriço de carne
  • 1 farinheira
  • 1 kg de batatas pequenas
  • 2 nabos grandes
  • 5 cenouras médias
  • 2 cebolas
  • 1 couve portuguesa pequena
  • 1 repolho pequeno
  • 1/2kg de arroz carolino branco
  • meio limão
  • sal
  • cominhos
  • 2 malaguetas
  • 2 cravinhos da índia
  • grãos de pimenta
  • sementes de coentros
  • azeite

Lavar as carnes e os chouriços e colocá-las, com o bacalhau, numa panela grande com água ao lume, sem sal. Juntar as malaguetas, os cravinhos da índia, as sementes de coentros, os grãos de pimenta e o azeite. Cozer 1/2 hora, em lume baixo, depois de levantar fervura. Tirar as carnes e o bacalhau para uma travessa e aproveitar a água para cozer os vegetais.

Lavar os vegetais todos. Descascar as batatas e cortá-las em 2. Cortar as cenouras em pedaços grandes. Cortar os nabos em 4. Cortar o repolho em 8 pedaços (setores circulares, com o talo central para não se desmancharem). Cortar as folhas da couve portuguesa ao meio, ao alto. Cozer os vegetais todos na água de cozer as carnes. Não juntar sal. Os vegetais cozem todos em 15 minutos. As batatas podem precisar de 20 minutos.

Cozer o arroz com água, sal, um fio de azeite, sumo de meio limão e 3 ou 4 cascas de limão.

 

Frango na púcara

O nome do prato é de um clássico da gastronomia portuguesa, mas a confeção foi toda criada no momento. E correu bem.

  • um frango ou galinha biológica, ou criado no campo sem rações, com um mínimo de 4-6 meses de crescimento e 2kg de peso
  • 1kg de batatas pequenas biológicas
  • 200g de rabanetes
  • 200g de cogumelos marrom
  • 250g de espargos verdes
  • 1 molho de salsa
  • 1 malagueta (piri-piri)
  • 25cl de vinho branco
  • 1 garrafa de cerveja 25cl
  • aguardente
  • sal
  • pimenta em grão moída no momento
  • 2 cebolas
  • 3 dentes de alho
  • azeite
  • 1 molho de grelos

Cortar o frango em pedaços pequenos (aproximadamente com 5 cm de comprimento), e colocá-lo num recipiente com o vinho branco, o sal e a pimenta. Deixar ganhar sabor durante meia hora.

Aquecer o azeite num tacho grande e fazer um refogado com a cebola e alho picados. Verter o frango com o vinho sobre o refogado, adicionar as batatas (pequenas) inteiras, a cerveja, juntar a malagueta e temperar com sal.  Quando levantar fervura,  deixar cozer em lume brando durante 1 hora. Nos últimos 15 min, juntar os rabanetes inteiros lavados com pele, os cogumentos cortados em metades, e os espargos em pedaços de 5cm de comprimento. Juntar a aguardente. No fim, juntar a salsa picada.

Cozer os grelos à parte, previamente cortados em pedaços de aproximadamente 7cm  de comprimento, e servir com o frango.

Arroz de Polvo Malandrinho à Minhota

Eis a receita que eu saquei agora da net@ e que vou experimentar para ver se funciona.

O polvo, acabei de o apanhar. O arroz é vaporizado para não empapar. Outras alterações à receita original, faço-as mais abaixo…

polvo

Ingredientes :

1 kg de polvo ;
100 gr de chouriço de carne ;
1 dl de azeite ;
2 cebolas ;
2 dentes de alho ;
1 ramo de salsa ;
1 folha de louro ;
1 dl de vinho branco ;
400 gr de arroz ;
Azeitonas pretas ;
Sal e pimenta q.b.

Confeção :

Limpe o polvo retirando-lhe toda a viscosidade e bata-o com um maço de madeira para o amaciar.
Lave-o bem em água corrente e deite-o numa panela com água já a ferver, juntando uma cebola, para que coza.
Depois de cozido ( verifique se ficou macio ), corte-o em pedaços pequenos e reserve a água da cozedura ( devidamente coada ).
Num tacho faça um refogado com o azeite, o alho e a cebola, picados.
Quando a cebola começar a alourar deite o louro ( sem a haste do meio ) e a salsa.
Junte então o vinho e 3,5 partes de água por cada parte de arroz.
Quando começar a ferver junte o arroz, tempere da sal e pimenta a gosto, junte as rodelas de chouriço e mexa tudo bem deixando cozer em lume brando durante 15 minutos até abrir.
Quando retirar do lume conserve tapado alguns minutos, retire-lhe a salsa e o louro.
Junte então o polvo já cortado, misture bem e sirva, em recipiente aquecido, decorado com uns pés de salsa e as azeitonas.