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1977? Talvez.

Fui a casa do meu primo pois a minha TV não tinha 2º canal, apenas 1º.
Ia ver uma loucura, uma gravação dos Genesis a tocar o Musical Box ao vivo. Nunca tinha visto nada assim.

O programa passou das 20h às 21h e tinha, na 1º parte uma gravação em vídeo que os Genesis fizeram na TV belga, do tema The Musical Box, do álbum Nursery Cryme. Não conhecia o disco nem a música – era fanático do The Lamb Lies Down On Broadway -, mas adorava a música daqueles tipos.

A TV era a preto e branco, as emissões também – a cor só começou em 1980 – e lembro-me de estarem todos sentados, exceto o PG, e do PG tocar flauta, o que foi uma surpresa para mim, assim como o cabelo comprido que ele afastava para o lado com um abanão de cabeça.

Fiquei desarmado. Aliás, já entrei assim…

Estavam mais dois tipos na sala. O Filipe – que tinha sido meu colega na 4ª classe – e um outro que eu não conhecia e de quem não me lembro. Nenhum deles tinha ido ver os Genesis; estavam lá todos pela 2ª parte do programa: os VDGG.

Eu ia completamente vidrado pelos Genesis, mas saí surpreendido com os Van der Graaf Generator. Foi uma atuação estranhíssima, arrasadora, viva, vívida, vivida e… honesta. Acho que foi a honestidade que me cativou neste gajo. O PH é o artista mais honesto que já alguma vez existiu, para além de ser o mais acutilante, estonteante, perturbador, inteligente e sincero.

Os gajos vibraram, cantaram em coro e uníssono com o Peter Hammill, e saíram tão extenuados quanto ele. Van Der Graaf Generator, A Plague Of Lighthouse Keepers, do álbum Pawn Hearts.

———————–
Estes foram os vídeos apresentados então. Foram gravados pela TV belga em 1972, são ambos originais de 1971. Não digam a ninguém que isto é um tesouro, para que não apareça alguém tentado a roubá-lo.

Bill Bruford e Annette Peacock

Adoro a Annette Peacock

Come and get it, rise and shine
This prison door is fabric all in the mind
Nature who made the lock
Always (…) to find the key
No use in running, wounded and lame
Shotgun ready, loaded again
Whatever, the deal is set, forget it
Or better just think about a way to grow

Racing engine, temperature high
Temptation fills you and you know you comply
I’d fight addiction’s grip
But I’m losing the will to try
Don’t know who’s winning, don’t know who cares
Come by and ask me in 70 years
Imagine one simple step, oblivion
Cnsider the devil or the deep blue sea

Slavery’s a state of mind, got little to do with chance
It creeps up close and lies in wait to anaesthetise your brains
No use making the same mistakes forever and ever amen
When we’re caught in a circle we can’t stop spinning back to the beginning again

Early morning, crack of dawn
One moment’s peace before the gathering storm
No man can rest assured
When his (dreaming?) is cracked and torn
Time slips (…)
Death comes (…)
Delivered, or so you think
But angels stay watching
While (…) come close for the kill

(…)
Demons use statistics to talk of (…)
So don’t (…) through the years
When you’re caught in a circle you can’t stop spinning back to the beginning again

No use making the same mistakes forever and ever amen
Caught in a circle and you can’t stop spinning back to the beginning again
No use making the same mistakes forever and ever amen
Caught in a circle and you can’t stop spinning back to the beginning again

Slavery’s a state of mind, got little to do with chance
It creeps up close (…) to anaesthetise your brains
No use making the same mistakes forever and ever amen
When we’re caught in a circle we can’t stop spinning back to the beginning again

No use making the same mistakes forever and ever amen
No use making the same mistakes forever and ever amen
But caught in a circle we can’t stop spinning back to the beginning again
Caught in a circle we can’t stop spinning back to the beginning again
Don’t keep making the same mistakes forever and ever amen

Requiem por Miquelina

Ela era muito discreta. Estava sempre ao pé do Access Point da sala 11. Notei a falta da Miquelina quando ela deixou de ser vista na sala de aula. A verdade é que ela estava sempre na aula, mas não gostava de todas as matérias.

Em Engenharia de Software, às vezes aparecia, mas era muito raro. Onde aparecia quase sempre era na aula de Informática para aprender HTML, CSS entre outras coisas. Chegou mesmo a ser vista pela Inês.

Quando começaram as aulas do 2º semestre deixei de a ver. Fui perguntando a todas as turmas: “Viram a Miquelina?”

Mas a resposta era invariavelmente a mesma: “Não, professor. Porquê? Não a tem visto”.

Em vão eu olhava para o Access Point, na esperança renovada que um dia aparecesse. Mas não apareceu. Nem nunca mais iria aparecer. Tive a certeza quando perguntei a um dos contínuos:

“Oiça lá, viu a osga que estava na sala 11, atrás do Access Point?”

Ao que ele respondeu

“Não era para matar?”

R.I.P. Miquelina

A Miquelina
A Miquelina

Internet dos Pensamentos

Empty
Hell

Às vezes parece-me que o meu pensamento habita uma simples toca numa imensa e cavernosa gruta onde habitam também todos os pensamentos dos outros.

E que pensar é escutar o que todos os outros dizem e ao pensar estou a dizê-lo para todos os outros.

O ambiente geral é o de uma festa com a sua cacofonia multicolorida onde algumas ideias se ouvem bem e outras são fragmentos momentaneamente perceptíveis no meio do marulhar geral.
Pensar é escutar uma em particular, e ao fazê-lo estou a repeti-la e a ressoá-la para todos.

Nenhuma ideia é verdadeiramente minha. Nenhum pensamento é verdadeiramente meu.

Shakespeare:There are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy. – Hamlet (1.5.167-8), Hamlet to Horatio.

(Se o meu referencial cultural fosse outro diria que esta é a intemporal gruta das almas, um grande oceano de onde tudo provèm e regressa, mas não é bem isso, é mais uma Internet global e transversal aos eons.)

Stress report

Isto é um stress report da análise de dados.

Chegámos a 1 de Maio e não há resultados conclusivos.
Lá fora é feriado o sol brilha e apetece espairecer…

Chegámos a 1 de Maio e não há resultados conclusivos!
Os dados são HUGE, e manipulá-los é um exercício de equilíbrio com mastodontes.
Só as pastas com os dados do FC juntas já ultrapassam os 6GB.
E o Matlab ainda não conseguiu passar para lá do slide 40 (são 71)
porque rebenta sem apelo nem agravo.
Ainda não percebi se é o Windows ou o Matlab mas mudei do
Matlab2012/win7/4GB para o Matlab2013/Win8/8Gb e o erro nem se mexeu.
Roadblock.

Lá fora é feriado o sol brilha e apetece espairecer…

É preciso ir por outro lado. Mudar o código.
E já é um de Maio. E os dados do FN não são utilizáveis, porque
o sinal dos phototransistores não chegou, porque o ecran entrou em poupança de energia…

E os resultados com os dados do FC começam a falhar a partir do slide 10…
“Estava muito cansado e quase a dormir…” referiu ele.
Será disso? Será do método? Será do código? Doutra coisa?
E é preciso recomeçar e ver se está tudo bem calculado.
E já é um de Maio.

Mas é preciso mudar todo o código, que está a rebentar a partir do slide 40.
E explorar outros métodos. Outro indicadores.
Mais código. Mais código. Mais código. Tanta coisa para fazer.

Não é o DataMining.
É o organizar os dados para o datamining que é pesado, demorado e sujeito a erros e dasatenções.
Depois é necesário voltar atrás e verificar tudo outra vez.
E após isto tudo… E se o código de processamento e data mining tiver bugs?

Aaaahhhh. Isto tem de funcionar!
Tanta coisa depende disso.
E já é um de Maio. Que sufoco.

E depois ainda ainda há mais os dados dela para processar.

Recomenda-se

E então dei-lhe boleia.
Era uma antropóloga autraliana e já andava por cá, a estudar os nativos, fazia mais de um ano.
Palavra puxa palavra e vai daí descaiu-se a dizer que tinha um blog onde escrevia sobre os portugueses.

Recomenda-se.

http://popanth.com/article/ten-things-ive-learned-about-the-portuguese/

O cérebro, esse continente …

Está a passar na TV uma série sobre os segredos do cérebro.
Num dos programas dessa série afirma-se que percepcionamos o mundo sempre com um atraso
da ordem dos 0,1 s. Impressionante! Inacreditável.

Uma vez quando era criança tive essa sensação/suspeita.
Nas férias de verão, no largo de S. Francisco em Faro, que na altura era um enorme terreiro onde se podia correr à larga e não o actual e alcatroado parque de estacionamento, estávamos a atirar pedras uns aos outros e, como é evidente, tínhamos de as fintar. A certa altura vinha uma pedra a voar na minha direcção mas um pouco para o lado. Nesse momento estava a levar a mão ao bolso para tirar outra pedra, num movimento tipo asa de galinha em que o cotovelo fica saliente como se tivesse a mão na anca.
Tudo muito rápido. Estava atento à pedra, ainda a vê-la a vir quando a senti a bater no cotovelo.
Por um momento a confusão abalou-me, mais do que a pedrada e o azar de ter sido atingido exactamente na ponta do cotovelo.
Tinha tido a nítida e clara percepção de que a pedra que aí vinha tinha aparecido de repente a bater no cotovelo enquanto ainda a estava a ver a vir.
Curioso…

Ah, estas memórias quase-esquecidas recuperadas por programas interessantes…

Carne…

Carne enlatada

– Carne??!
– Sim, de carne. E da boa!
– Mas como é isso possível? A carne é perecível, apodrece, coze, é frágil.
– Sim excelência, mas temos boas razões para suspeitar que
estes organismos são baseados em carne.
– Mas em carne??! Mesmo carne?? Toda a gente sabe que a carne
não aguenta o voo interplanetário.
Que não suporta as temperaturas do espaço sideral.
Que se desmembra quando a pressão tende para zero.
Como é que eles podem viajar pelo espaço se são feitos de carne??
– Usam carapaças feitas de alumínio e outros metais.
Instalam sistemas de controle de pressão e temperatura e depois
vivem lá dentro.
– Então é para isso que vocês querem o financiamento??!
Para poderem afirmar tamanhos disparates! Onde é que já se viu uma coisa dessas?
Como é possível??
Organismos feitos de carne a fazerem carapaças de alumínio para poderem sair do planeta e e viajar pelas estrelas até aqui?
E como é que a carne é feita??
Dentro de fábricas de alumínio e cobalto inoxidável, todos nós sabemos.
Se eles têm a tecnologia para fazerem carne, usavam-na logo para
viajarem.
Ficava-lhes muito mais barato que essa história da carne.
Isso é um absurdo. Se têm carne a bordo, é com outro propósito.
Se calhar querem vendê-la por aqui, pois nem em todos os mundos se
consegue produzir.
Mas quem é que quererá comprar carne? Para quê?
O que é que vocês sabem sobre isso?
– Excelência, receio que a verdade seja ainda mais inacreditável.
Eles são a CARNE. O que eles vendem é o alumínio.
– Isso é um absurdo. Não sei o que vocês têm andado a fazer, mas
não serve para nada. Inúteis!! Tanto que o estado gastou com vocês,
para vocês se divertirem a inventar essas histórias.
– Mas…
– Nem quero ouvir mais nada. Que desperdício.
Eu bem que já suspeitava.
Vocês não vão gastar mais dinheiro nessas ideias absurdas.
Vou dar instruções para deslocar as verbas sobre a exo-investigação
do carbono e reinvestir tudo Bromo-Silício. Mas que burro que eu fui.
– Então e os investigadores? E o instituto?
Deram o seu melhor. São dedicados.
-Pois que encarem isto como uma oportunidade para fazerem coisas como deve ser. E quem não quiser pode optar por reformar-se.
Vivemos tempos apertados. Não podemos desperdiçar a investigar inutilidades absurdas.

Озеро Восток

Я был на озере Восток, когда все пошло не так.
Я увидел спасательную команду отправиться в меня, как я упаду в обморок в полной холодной метель,.
Потом я проснулся в больнице.
Тысячу лет прошло.

Vostok lake
озере Восток

Métrica, separação, área, sobreposição, colinearidade

Caso 1D
Uma separação é uma função ‘s’ de MxM para R, tal que:
1a) s(x,y) >= 0
1b) s(x,y) = s(y,x)
1c) s(x,z) <= s(x,y) + s(y, z) Se a nulidade da separação implicar a sobreposição, 1d) s(x,y) = 0 => x=y
então a separação é uma distância.

Caso 2D
Uma área é uma função ‘a’ de MxMxM para R, tal que:
2a) a(x,y,z) >= 0
2b) a(x,y,z)= a(x,z,y) = a(y,x,z)= a(y,z,x) = a(z,x,y)= a(z,y,x)
2c) a(x,y,w) <= a(x,y,z) + a( y,,w,z) + a(x,z,w) Propriedade de enlace 2D > 1D:
Para um conjunto M, estando definidas as funções ‘s’ e ‘a’,
se a nulidade da área implicar a igualdade em 1c) então os pontos são colineares numa mesma recta.
Aliás, torna-se assim possível definir recta de uma maneira muito melhor que a de Euclides,
que não tem ponta por onde se pegue:

Uma linha recta é uma linha que assenta igualmente entre as suas extremidades.

Ou então:
Linha recta é aquella, que está posta egualmente entre as suas extremidades.

Além disso, estas definições admitem generalizações para o caso 3D, 4D, …
Fixe!

Agora as conjecturas-intuições, mais ou menos plausíveis:
Finalmente as primitivas e o cálculo de integrais definidos podem desencaixar.
Pois num espaço métrico, se área não estiver enlaçada com a distância ….
Piu! Não faz sentido fazer integrais definidos.

E é possível falar da integração por áleas, ou por demãos como na pintura de paredes, para “funções” multívocas.

Ah, se eu fosse três ou quatro, em vez de apenas um indíviduo.

Teses de Abril

Assim como há um Benfica B e um Porto B, agora também há um PCP B.
Que tristeza…
Volta Louçã, estás perdoado.
– – –
Quanto às teses revolucionárias:
a) TSU – Qualquer máquina que ao ser introduzida suprima um posto de trabalho, deve pagar TSU.
Portagens automáticas devem pagar TSU. Bombas automáticas devem pagar TSU. Bilheteiras
automáticas, … sei lá quantas mais.
Se a rentabilidade acrescida que a máquina proporciona não chega para pagar a TSU de quem foi despedido,
a introdução do equipamento não é socialmente rentável. Para quê então pôr o país todo a pagar o desemprego de um português, para que outro enriqueça?
Não tenho nada contra o facto de ele enriquecer por aumentar a produtividade, mas sem ser também à custa dos outros.

b) Serviço militar voluntário – obrigatório.
É jovem? Tens menos de 25 anos? As Forças Armadas têm um lugar para ti. E pago. Em vez de se pagar subsídios de RSI e habituar os jovens à inacção, as FA incorporam-nos e pagam-lhes decentemente. Mas só para voluntários. Ninguém é obrigado, mas para quem quiser há sempre lugar.

c) Extinguir o Euro e salvar a Europa.
Antes que seja tarde de mais e o Euro acabe com a Europa.

d) Baixar a idade da reforma e promover o emprego jovem.
Explicar melhor??! Só se for com um desenho.
Os jovens têm de ter esperança e possibilidades materiais para constituir família.
Senão que futuro irá acontecer? O futuro é nosso, é da nossa responsabilidade, das nossas acções.
Não existe nenhuma divina providência que o determine para nós.

– – –

Aproxima-se o dia 22 de Abril, dia em que faria anos (se fosse vivo) quem elaborou pela primeira vez uma compilação de teses de Abril.

Lenin nasceu a 22 de Abril de 1870
Lenine

Descoberto homem que não descende de Adão

Ora aqui está uma coisa inacreditável:
Um homem que não descende do pai Adão!
Afinal havia outro…

Porque é que isso não me surpreende?

– – –
Parece que se chamava Albert Perry. O Alberto, claro! O irmão do Perry. Que tinha ido para os Estados Unidos e nunca mais se soube nada dele. Agora é famoso. Vem nas capas e tudo.

Tinha ascendência da zona da Guiná Bissau – Camarões – Senegal
Só podia.
Ainda vão descobrir que o irmão vive em Portugal.

E agora? Que vão fazer as religiões monoteístas que fazem fé no Chornal do ìncrível mais antigo que há memória (um tal chornal que dá pelo nome de Antigo Testamento e que está cheio de histórias incríveis e inacreditáveis. Como a do pai Adão…. )?
Esperemos pelo próximo papa.

Só mesmo neste planeta…