O útero ou a vida

Associações de luta pelos direitos das mulheres alertam para o número anormalmente alto de remoção de úteros de cortadoras de cana num distrito central da Índia. As ONGs denunciam inclusive um acordo financeiro entre o setor médico e os responsáveis das explorações canavieiras.
“Os cortadores de cana vivem em condições miseráveis, sem agua potável ou sanitários, em locais improvisados”, explica a rede em um comunicado. Entre eles, “as mulheres são especialmente vulneráveis, seus corpos são não só explorados, como controlados. Nota-se um aumento do número de histerectomias realizadas em cortadoras de cana, com um pico pouco antes do início da colheita”.
As vítimas alegam que as intervenções forçadas custam o equivalente de $250 a $500, que é aproximadamente o salário de uma temporada inteira. “Elas endividam-se com os empregadores e ficam à mercê deles”, concluem as ONGs.

Ciência Médica

Aqui está a história toda sobre a Ciência Médica. E notem bem: isto é a Ciência Médica. A Ciência Médica é feita, em grande parte, pelas farmacêuticas; raramente é feita num âmbito exclusivamente médico. O motivo é óbvio: os custos.

Portanto, os médicos que nós conhecemos – dos consultórios e hospitais – são meros técnicos que aplicam receitas. Como um mecânico de automóveis, por exemplo, que aperta um parafuso com um torque de 120 Nm, tal como está descrito no manual do automóvel.

Pfizer denies report it hid possible Alzheimer’s breakthrough

A team of researchers inside Pfizer made a startling find in 2015: The company’s blockbuster rheumatoid arthritis therapy Enbrel, a powerful anti-inflammatory drug, appeared to reduce the risk of Alzheimer’s disease by 64 percent.

The results were from an analysis of hundreds of thousands of insurance claims. Verifying that the drug would actually have that effect in people would require a costly clinical trial — and after several years of internal discussion, Pfizer opted against further investigation and chose not to make the data public, the company confirmed.

Pfizer had clues its blockbuster drug could prevent Alzheimer’s. Why didn’t it tell the world?

The Washington Post noted that Enbrel was near the end of its 20-year patent life and financial incentives for further research into the drug were “diminishing”.

Relatividade Geral

Enquanto a Relatividade Geral não for ensinada na Escola Primária – com o atual nome provisório de 1º ciclo do ensino básico – não saímos da cepa torta.

Já toda a gente sabe que o Einstein estava errado: a teoria da relatividade não se aplica em espaços de elevada densidade, como os buracos negros, por exemplo. Mas é um ponto de partida para pôr os putos a pensar e chegar mais longe.

Ponham os putos a pensar.

A teoria de Einstein é festejada no Príncipe e no Brasil

Hibernação no Windows

Costumo pôr o Windows a hibernar, em vez de o desligar completamente. Há uns anos atrás, acontecia muitas vezes, o sistema acordar a meio da noite, sem eu saber porquê. Resolvi esse problema várias vezes. Lembro-me que os motivos foram: o teclado e os Updates do Windows. Não me lembro se alguma vez o motivo tinha sido o rato. Mas nos últimos dois dias, acordou porque toquei no rato: eu ou o meu gato. Seguem-se as instruções para detetar o problema e resolver, se a causa for o rato.

Correr a consola como administrador

Ver se foi acordado e quantas vezes
powercfg -lastwake

Quem acordou o sistema e quantas vezes
powercfg -devicequery wake_armed

Ver se há timers programados para acordar o sistema
powercfg -waketimers

Microsoft Windows [Version 6.1.7601] Copyright (c) 2009 Microsoft Corporation. All rights reserved.

C:\Windows\system32>powercfg -lastwake
Wake History Count – 1
Wake History [0]
  Wake Source Count – 0

C:\Windows\system32>powercfg -devicequery wake_armed
HID-compliant mouse (002)

C:\Windows\system32>powercfg -waketimers
There are no active wake timers in the system.

C:\Windows\system32>eventvwr.msc

C:\Windows\system32>

Abrir o Event Viewer
eventvwr.msc
Selecionar Windows Logs > System from no menu de navegação à esquerda.
Depois, no menu de topo: Action – Filter Current Log
Aparece uma janela
Em Event sources, selecionar: Power-Troubleshooter
Premir OK
Aparece a lista de eventos relacionada com o ligar e desligar o PC, hibernação, etc.
Escolher o evento pretendido, na lista, e ver os detalhes

No meu caso era o rato o causador do sistema acordar

Como resolver
No Painel de Controlo, selecionar Mouse Properties, ou então, em Janela+R, correr mouse
Na janela de Mouse Properties, no separador Hardware, premir Properties
Premir Change settings
Selecionar o separador Power Management
Remover a marca da opção Allow this device to wake the computer

Para outros motivos, ver: How to find out why your PC wakes up, and how to stop it

Hábitos

Esta história conta-se num instante. Há muitos anos, na posse já duma coleção de discos senão invejável, pelo menos numerosa, os amigos que ia a minha casa, admiravam-se do facto de, cada vez queria ouvir determinado disco, sabia com uma precisão, quese milimétrica onde esse disco se encontrava. O resto, do meu quarto, excepto os livros, também ordenadinhos, primava por um certo caos (Sim, ontem, como hoje passo meia hora à procura do raio da chaves antes de sair de casa).

Isso continuou mesmo durante o casamento em que, sendo dada importância a alguma ordem em casa, esta mania de ter ordem nos discos e livros eram, de certa forma, uma bizarria do gajo, respeitada e com vantagens, mas uma bizarria.

Tudo ia bem até ao momento em que, estando mais em Almada, se alugou a casa onde “residiam” os discos. Estes, assim como os livros e outro recheio da casa foi passar uma temporada a uma arrecadação onde, escusado será dizer, toda e quelquer esperança de ordenação se perdeu.

Entretanto a coleção crescia, o casamento acabava, a colecção mudava de arrecadação e a minha resposta a “e o disco tal?” passou a ter como resposta, “não faço a mínima ideia”.

Caos instituído

Mas um outra forma de lidar com a coleção surgiu. O critério que passou a rodear a selecção de um disco para ouvir, um livro para ler, começou a ter uma grande dose de aleatoriedede, deixando de dominar a regra da novidade. A seleção resulta quse sempre num reencontro. Reencontros que trazem alegrias (“Grande disco”, “grande disco”), incredulidades (“Olha… Tenho isto…”) e alguns amargos.

O que é certo é que o critério predurou, se entranhou, passou a ser um hábito digo de orgulho. Ao mesmo tempo, muito lentamente, mas mesmo muito lentamente, livros e discos iam ganhando o seu lugar num espaço onde a ordem impera.

Agora, devido a ter que juntar tudo num mesmo espaço, urge colocar tudo por ordem, de novo. A obra já começou, mas ainda se irá prolongar por umas semanas.

Sinto já uma nostalgia do imprevisto apesar de que não será tão cedo que tal deixará de acontecer, mas que irá acontecer em breve. Quando, mais uma vez, conseguir localizar à primeira um qualquer disco de cumbia.

O principio da arrumação

Mãe II

Foi sempre muito apegada à mãe; e, com o tempo, esse apego só piorou.
Quando a mãe morreu, ficou com as cinzas, para continuar próximo dela.
Mas isso não lhe chegava.
Foi então que teve uma ideia: engolir as cinzas e conseguir o que, em vida, não tinha conseguido: uma união perfeita.

Encostou o copo aos lábios e sugou um golo daquele leite malhado de cinzento.
A mãe completara-a em vida e completava-a, agora, em morta.
O sabor estranho da mistura fê-la recordar momentos antigos – tão antigos quanto opacos – que se foram, aos poucos, tornando evidentes.
Estava sentada numa mesa, em frente a um prato de sardinhas assadas. Detestava sardinhas, mas naquele dia a mãe obrigou-a a comê-las. Chorou, fez birra, empurrou o prato, mas, por fim, lá colocou um lombo de sardinha na boca.
Era isso: o leite com cinzas fazia lembrar-lhe sardinhas assadas…

A cremação tinha sido de manhã, mas só levantou as cinzas à tarde, depois dos trolhas que pintavam o muro do cemitério terem almoçado e despejado as cinzas do almoço num outro monte que por ali estava e ainda fumegava. Sardinhas assadas em lenha ficam muito mais saborosas do que em carvão.

Mãe I

Em miúdo, desfolhava os cravos dos canteiros da minha mãe até ficarem nus.
Eram cor-de-rosa com traços brancos ocasionais e, cada folha que arrancava, deixava o ar saturado de perfumes.
Despia-os das folhas, até chegar ao ovário – sempre fresco – na esperança de encontrar grãos para semear e espalhar aqueles cheiros por todo o lado.
Hoje, acabaram-se os cravos e acabou-se a mãe.

Bélinha

A Bélinha era uma mulher com as carnes bem organizadas.

Conheci a Bélinha muito antes de a ver pela primeira vez. Toda a gente – os homens – falava dela e eu vivi meses de desespero até que a vi, pela primeira vez, num corredor do IST, enquanto aguardava na fila da secretaria.

Alta, de minissaia, blusa quase transparente, assente sobre o volume imenso do peito. Lábios bem vermelhos, cabelo preto escorrido, e um andar pausado – de manequim – sobre um par de sapatos altos, tão altos, quase tão altos como ela.

Vi-a uns meses depois, no Rossio, numa tarde em que o trânsito parou – por segurança – para a Bélinha passar.

Era uma estátua grega; na versão feminina, porque os gregos antigos eram uns maricas.

Os anéis de Saturno

Saturno está a perder os seus anéis

No início, quando o sol se começou a formar, e ainda era um planeta, tinha esse aspeto: uma massa central, cincundada por um disco de detritos, poeiras e gases.

Depois, à medida que atraía mais poeiras do anel, começou a aumentar de massa, a fundir hidrogénio em hélio, a produzir energia, e transformou-se numa estrela.

As poeiras continuaram a rodar em torno do sol, e foram-se aglomerando dando origem a planetas, que continuaram a rodar em torno do sol.

Alguns planetas mais afastados, que, por estarem afastados, eram mais gasosos e maiores, atraíram algumas dessas poeiras, que se mantiveram na sua órbita, em forma de discos e anéis. É assim que o nosso universo funciona.

Mas esses anéis, mesmo nos planetas gasosos e distantes, vão dando origem a pequenos planetas (os chamados satélites) que continuam a rodar em torno do planeta mãe.

Foi assim que a Lua se formou também. A Lua não se formou a partir de um bloco de massa que se escapou da Terra, como “a Ciência” afirma atualmente, numa imagem quase bíblica de maternidade astronómica. Que ideia mais medieval… Que vergonha de raciocínio, diria eu.

E, assim, Saturno vai perder os “anéis” todos. Mas vai ganhar mais planetas satélites.

Justiça de elites

Não há justiça em Portugal.

A justiça que existe – e vai com minúscula porque não é universal – é apenas para as elites. As pessoas comuns não têm acesso à justiça. E não têm acesso porque esse acesso foi-lhes cortado, estrategicamente, com custas exorbitantes e inalcançáveis.

Há uns anos, uma operadora de telecomunicações mudou de mãos e, no meio de papeladas perdidas, recebi um processo em casa. Não havia motivo nenhum para aquele processo, onde me acusavam de uma dívida de umas centenas de euros.

Telefonei para a empresa – do Belmiro – e não consegui que me ouvissem. Para poder apresentar defesa em tribunal – em minúsculas pelo motivo anterior – tive que pagar 97 euros. Caso contrário, era considerado um processo sumário e eu passava automaticamente a condenado.

Depois de quase trezentos euros pagos ao tribunal, telefonou-me a advogada do Belmiro a perguntar porque é que eu me queria defender. Expliquei-lhe e eles retiraram o processo.

Telefonei, depois, para o Tribunal e disseram-me que me iriam devolver o dinheiro. Já passaram 10 anos.

Onde está a Isabel do Carmo?

B12 e agriões

Aparentemente, a vitamina B12 pode ser fornecida por plantas (Lepidium sativum, garden cress, comestível e geneticamente parecida com o agrião e a mostarda). Na realidade, um estudo publicado pela revista Cell defende que a vitamina B12 é sintetizada por bactérias, ao invés de ser produzida por animais (de maior porte) como era pensado até agora.

A ver vamos.

Pelo sim, pelo não, vou passar a criar agrião aqui em casa. 🙂

Remover um serviço no Windows

É muito fácil 🙂

Mas vamos por passos. Saquei a informação deste sítio.

  1. Ir a: Control Panel -> System and Security -> Administrative Tools -> Services
  2. Sobre o serviço pretendido, premir o botão direito do rato
  3. Escolher Properties
  4. Copiar o nome do serviço
  5. Abrir uma consola (cmd) como administrador
  6. Executar o comando sc delete <nome do serviço>
  7. Por exemplo: sc delete AdobeARMservice

Et voilà, acabaram-se os updates da Adobe!


PS: Se se enganarem e removerem um serviço importante… chamem os bombeiros. 🙂

Azeitonas

As azeitonas em água e sal, até março.

A guerra que foi, para fazer esta foto. Escolher o ângulo para tirar o brilho no vidro; tapar a luz com um guardanapo preso na mão esquerda e nos dentes, enquanto fotografava com a direita; escolher um filtro que salientasse as azeitonas, pois a melhor das fotos estava uma merda…

Mas lá consegui que, em metade da foto, se vissem as azeitonas.

Na serra…

Visto de cima, isto parecia uma tampa de garrafa, no chão, ao lado de uma raiz de pinheiro. Fiz pelo menos 10 fotos até conseguir esta aldrabice. Tive que enterrar o telemóvel no chão e pôr flash, senão via uma mancha preta com o céu azul lá em cima.

Parece uma coisa maravilhosa, não parece? Mas, para quem fosse a passar – distraído – era só uma mancha castanha no chão… que é castanho também.