Os aliados acordaram… tarde demais?

França, Inglaterra, Rússia e EUA.

Os aliados reunem-se
Está a tocar a acordar

Os aliados que venceram a II Guerra Mundial estão agora a unir-se contra os novos DDTudo, aqueles que acabaram de comprar o BCP?
You better take cover.

Neste momento há projectos activos relativos a duas estações orbitais tripuladas. Uma delas é chinesa. A outra é dos aliados.
https://en.wikipedia.org/wiki/Chinese_large_modular_space_station

https://en.wikipedia.org/wiki/Chinese_exclusion_policy_of_NASA

Veículos sem condutor

Autocarros sem condutor. Automáticos. Práticos.

De bicicleta e à chuva?
A pé ou de carro, ou de autocarro?

É também nos transportes públicos que o impacto do “self-driving vehicle” se vai fazer sentir. O mudar a estrutura de custos, de uma centrada nos motoristas para uma muito mais reduzida centrada na manutenção, permitirá que os autocarros pequenos e ágeis sejam muito mais competitivos.
Será então possível colocar muito mais veículos em circulação sem aumentar as despesas, levando ao declínio dos grandes autocarros actuais, lentos, desajeitados e criadores de dificuldades no tráfego.

Tal mudará a nossa percepção da qualidade de serviço, conduzindo à concomitante opção por este meio de transporte em detrimento do veículo individual. Também teremos protestos sociais, pois os motoristas estão bem organizados enquanto classe com interesses.

Chances…

Como traduzir a palavra “Chance”, sem ser à letra, como em “Ele não teve chance nenhuma”? O “não teve uma hipótese” tem perfil adequado, mas…
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A leading physicist of the XIX Century, Boltzmann, has suggested that the process of the whole physical universe is like that of a continuous shaking up of a hap-hazard or chance mixture of things, which thus gradually results in a progressively more uniform distribution. Since Duns Scotus, students of logic have known that every real entity has its individual character (its haecceitas or thisness) which cannot be explained or deduced from that which is uniform.
Every explanation, for example, of the moon’s path must take particular existences for granted.
Such original or underived individuality and diversity is precisely what Peirce means by chance; and from this point of view chance is prior to law.

Cohen – 1923 in Introduction to
Chance, Love and Logic
Philosophical Essays by Charles S. Peirce
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Fiquei na mesma, embora aprecie a ideia de que a chance é o aleos primordial, o caos genético antecessor de toda e qualquer obra. Todos devemos ter direito a um pouco dele, para podermos ser afortunados.

Ir a jogo sem ter chance é ser um deserdado da deusa da fortuna, um desafortunado.

A fortuna gira
Roda da Fortuna

Coisas que se vêm no hospital

Coisas que se vêm no hospital:
… e então estava à espera do elevador quando apareceu este grupo com o chinesito ao colo. Tinha 6, 7 anos. O rosto estava uma lástima. Olhos negros, sangue pisado, maçãs maceradas. Violência marcante e continuada.
Deu-me pena por ele, nojo pelos infrahumanos perpetradores de tais actos.
Incapaz de voltar a olhar, agucei o ouvido.
Eram de Segurança Social e estavam, a tomar conta dele. Por aquilo que ouvi e com um toque de imaginação juntei os pontos da história. Parece que tinha vindo para Portugal com um casal (gold?). Os documentos falsamente o davam como filho, mas que tinha sido comprado (como escravo?) aos pais verdadeiros.
Enfim… Nem sei se ouvi bem.
Mas que tinha a cara feita num bolo, lá isso tinha.
Este mundo é muito cão.

Que sorte

Que sorte!
… e então naquela época, depois da paixão ardente, da paixão suave, da fase dos altos e baixos, anestesiados pela rotina da existência atingimos a calmaria da indiferença.
A magia do casal estava extinta. Éramos mútuas múmias.
Qual terapia familiar, qual quê? Decidimos ir cada um à sua vida e foi o melhor que fizemos.
Retrospectivamente foi uma sorte termos ambos atingido em simultâneo o nirvana do desinteresse. Foi muito equilibrado.
Se tivesse surgido um desiquilíbrio, em que só um continuava, que tsunami de sofrimento poderia ter ocorrido.
Foi mesmo uma sorte.

Foi-se
O amor já não mora aqui

Sobre o ensino da matemática e a necessidade de emprego dos profs de matemática

Agora que a minha filhinha está sujeita aos desmandos de um prof. que tudo faz para desmotivar os alunos, resolvi investigar um pouco porque é que no ensino da matemática existe uma tão extensa fauna de quadúpedes.

E encontrei esta pérola:

Euclidean mathematics do help the mathematical establishment to protect their field from an onslaught of new voices and participants.
Mathematical rigor has an inward-looking role of shoring up the process of knowledge creation, but this shoring-up cannot be divorced from its necessary effect of limiting and regulating access both to the tangible institutional grounds of the discipline and to the epistemological grounds on which knowledge claims can be made.
The usual method is more than merely a restriction of cognitive possibilities.
It is also a restriction of participatory possibilities in general.

(ligeiramente editado)
Proof and its Putting: Mathematics, Rigor, and Testimony
Michael Barany – 2008

Rotundas

Luanda
Rotunda para quê?

Rotundas (Marquês, Relógio, outras…):
Nas rotundas (um mal necessário) o trânsito deve:
a) Ter o escoamento de saída de facilitado? R: SIM!
b) Ter a circulação dificultada? R: NÃO

As rotundas são feitas para que os carros possam circular em segurança e sem acidentes mas evitando o cego pára arranca dos semáforos, descongestionando assim a circulação e melhorando o tráfego em geral, diminuindo também a poluição.

No entanto, quando há demasiado tráfego para o escoamento natural da rotunda, o engarrafamento instala-se. Nesta situação, que deve o projectista fazer?
a) Dificultar aos carros o entrar (colocar semáforos nas entradas)?
b) Dificultar aos carros o circular (colocar semáforos nas faixas circulantes)?
c) Dificultar tudo, transformando a rotunda num supercruzamento, com semáforos por todo o lado, nas entradas e nas faixas circulantes?

A resposta certa dependerá das comissões pagas pelos gajos que colocam os semáforos? Se existirem comissões, a resposta certa será a c) que maximiza o número de semáforos instalados.
Se não existirem comissões, a resposta certa é a a) que facilita o trânsito e diminui a poluição.
Se se estiverem nas tintas a resposta certa é a d): Nenhuma delas, não fazer nada, deixar o engarrafamento em paz.

Uma observação experimental das rotundas deste país mostra que as soluções aplicadas são: Ou a d), (tão-se nas tintas) ou a c) (tão à caça de comissões?). Dá que pensar, não dá?

Caro leitor: Na próxima rotunda com semáforos veja lá bem se estão só nas entradas ou se também estão nas faixas de circulação….

PS: Fui informado que a c) tem uma “razão”: >>Assim nunca engarrafa. É chato, mas não engarrafa.<< Mas isso também se consegue controlando as entradas, sem atrapalhar o escoamento de saída e garantindo dessa forma a possibilidade de um maior fluxo médio. PS2: Fui também informado que assim evitam-se acidentes. Mas então agora as rotundas precisam de semáforos para evitar acidentes? PS3: Um link interssante. John van Rijn é professor emeritus de estradas e afins na Eindhoven University of Technology http://www.indevelopment.nl/PDFfiles/CapacityOfRroads.pdf

O interesse dos merdia

Que fiz eu para merecer isto?
O que lhes interessa é a palhaçada

O interesse “ao lado” é uma forma de censura pior que a censura.
Pois eles são domesticados para estar “interessados ao lado” por um pérfido mecanismo de selecção pseudo natural: Se te esticas, és despedido. Se a linha editorial não interessa, o jornal é reestruturado.
E assim se mantém vivo o enganador mito da liberdade (Ou da Europa, ou da idoneidade da banca). Eu prefiro outros mitos como o do Adamastor. Esse pelo menos já não engana ninguém.

Os novos recrutas do exército Ucraniano

Andam suásticas à solta na Ucrânia
Suásticas na Ucrânia

Mais uma vez a suástica chama a atenção.
Desde que este símbolo indiano foi apropriado por Hilter e seus apaniguados que, por aqui,
só se pensa nele como querendo dizer: HITLER!

Mas e noutras latitudes?
Quererá dizer o quê?
Se calhar quer apenas dizer: Não gosto de RUSSOS!

No entanto é preciso cuidado. O extremismo anti-Russo pode conduzir
à aceitação de outros extremismos, que também pululam à sombra da suástica poluída por Hitler.

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Por outro lado, dá que pensar….
E se a CEE foi tomada de assalto pelos NAZIS que a transformaram em UE e agora querem impor o totalitarismo económico?

O aumento do PIB

Juros da dívida de Portugal a descer em todos os prazos
Os juros da dívida de Portugal estavam hoje a descer em todos os prazos em relação a terça-feira, depois do “chumbo” do Tribunal Constitucional e alinhados com os juros da Irlanda, Itália e de Espanha…

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Pois então se a decisão do TC faz aumentar o PIB e concomitantemente baixa o rácio dívida/PIB…
Os “mercados” são conhecidos por não apreciarem altos rácios dívida/PIB.

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Por outro lado este é mais um prego no caixão do Euro. Vamos ver se ele morre, se fica zombie, ou se medra.

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Outra coisa: Qual é a palavra que vem à cabeça quando se trata do verbo medrar?
http://www.dicio.com.br/medrar/

Internet dos Pensamentos

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Hell

Às vezes parece-me que o meu pensamento habita uma simples toca numa imensa e cavernosa gruta onde habitam também todos os pensamentos dos outros.

E que pensar é escutar o que todos os outros dizem e ao pensar estou a dizê-lo para todos os outros.

O ambiente geral é o de uma festa com a sua cacofonia multicolorida onde algumas ideias se ouvem bem e outras são fragmentos momentaneamente perceptíveis no meio do marulhar geral.
Pensar é escutar uma em particular, e ao fazê-lo estou a repeti-la e a ressoá-la para todos.

Nenhuma ideia é verdadeiramente minha. Nenhum pensamento é verdadeiramente meu.

Shakespeare:There are more things in heaven and earth, Horatio, than are dreamt of in your philosophy. – Hamlet (1.5.167-8), Hamlet to Horatio.

(Se o meu referencial cultural fosse outro diria que esta é a intemporal gruta das almas, um grande oceano de onde tudo provèm e regressa, mas não é bem isso, é mais uma Internet global e transversal aos eons.)