Coelho em vinha d’alhos

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades

O coelho deixou se ser um prato apetecível nos tempos que correm. Muitos preferem vê-lo a apodrecer no lixo. Mas há solução para tudo.

Para o caso do Coelho, uma solução de vinhos diversos funciona na perfeição.

Encostas do Tua, Douro tinto 2007 Reserva, 14% de álcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, 12 meses em carvalho francês. Um vinho bem encorpado, com um travo q.b. a madeira, doce, acre e adstringente numa combinação fantástica. Bem melhor que o mesmo 2007 que abrimos há 2 anos atrás.

Tellu’s, Douro tinto 2010, 13,5% de álcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca. Um vinho mais leve que o anterior, acre, com um toque ligeiro a madeira, mas também doce e com um pouco de acidez. Ligeiramente encorpado, mas bastante bom. Uma surpresa!

Vinha Grande, tinto Douro 2010, 13,5% de álcool. Um vinho de confiança, uma pomada com sabor seco e a fruta, e com um toque de madeira. Um standard do Douro.

Trincadeira, Tejo tinto 2008, 13,5% de álcool, Trincadeira, com estágio em madeira nova de carvalho francês. Uma surpresa. Um vinho ligeiramente encorpado, com um sabor agridoce típico da região, bastante macio. Aprovado.

Ameias, Palmela tinto 2010, 13,5% de álcool, Aragonês. Com um sabor ácido que parece extrato de frutos tropicais: fez-me lembrar um picles de manga que comi num restaurante indiano. Quase igual ao 2009. Uma bomba para o estômago. Mas ao fim de dois dias fica mais suave e já se nota a honestidade do vinho.

Alvarelhão, Beira Litoral tinto 2012, 12,5% de álcool, Alvarelhão. Não sei o nome do vinho, portanto para já fica com o nome da casta. Em 2012 foram produzidas 2800 garrafas de 0,75l na casa Campolargo. O vinho, de início tem um sabor forte a pipa enxofrada, mas no segundo dia já se nota a frescura suave dos vinhos do centro. Apesar de ser um vinho novo, não tem aquele sabor enjoativo caraterístico da fruta imberbe. Se não fosse tão caro até comprava mais umas.

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