Grécia, Euro e Turquia

Krugman diz que “Grécia sairá do euro no próximo mês”

A Grécia vai sair do Euro. Ninguém quer, nem os gregos – nem o povo grego -, mas vai.
O povo grego não quer sair do Euro, mas, como todo o povo de todo o mundo, votou sem saber ao que ia e agora está nas mãos de uns papalvos que vão fazer desmoronar (ainda mais) a economia do país.

Daqui a três meses, em Agosto, vai ser possível fazer férias na Grécia por 1 ou 2 euros por dia, com alojamento em hotel de luxo incluído. Os gregos vão passar a andar apenas de bicicleta e a comer pistácio, carangueijos e beber retsina. Não vai haver dinheiro para produtos importados. O turismo de Portugal vai-se ressentir.

Mais a leste, a Turquia não vê com bons olhos a saída da Grécia do Euro. Se a Grécia sai, a Turquia nunca mais entra. Os turcos vão fazer tudo para que a Grécia não saia, inclusivé pagar-lhes a dívida. Mas duvido que tenham sucesso.

12 comentários em “Grécia, Euro e Turquia”

  1. Felizmente para nós, o Louçã nunca vai ser o mais votado, senão estávamos à beira do suicídio coletivo.

  2. “Daqui a três meses, em Agosto, vai ser possível fazer férias na Grécia por 1 ou 2 euros por dia, com alojamento em hotel de luxo incluído. Os gragos vão passar a andar apenas de bicicleta e a comer pistácio, carangueijos e beber retsina. Não vai haver dinheiro para produtos importados. O turismo de Portugal vai-se ressentir.”

    Entäo e como será quando sair do Euro? >:D

  3. A resposta é:

    Se a grécia sai do euro os preços do turismo deles caem e os nossos têm que acompanhar, a não ser que aquilo lá descambe em porrada a sério no meio da rua, o que é provável.

    Mais, se alguns países periféricos saem do euro, todas as poupanças são desviadas para bancos na alemanha e na suiça, ajudando a rebentar com os bancos dos países periféricos. Só não será um movimento mais brusco porque em muito boa parte já aconteceu.

    Finalmente, a única opção (reparem que é tão problemática que nem lhe chamo solução) é a saída da alemanha do euro.

  4. Chornal sempre à frente.
    Escrito há dois anos atrás:

    “Se o euro desaparecer, desaparece também a nossa dívida em euros. Vai com os porcos. Antes isso que ter uma dívida em euros e uma moeda que se desvaloriza face ao euro. Afinal há esperança. A esperança vem donde menos se espera”

    em
    http://www.inacreditavel.pt/?p=13696

  5. Se o euro desaparecer, desaparece também a nossa dívida em euros, que passa a ser denominada em marcos alemäes. É uma diferença do caraças!

  6. Ó alex, o Chico Loiças näo é o mais votado mas estamos na mesma à beira do suicídio coletivo. Em que ficamos?

  7. Isto está muito difícil, não tenho dúvidas. E ajudado pelos comentários estúpidos do Passos sobre as vantagens do desemprego, fica pior ainda.
    Mas há uma esperança: as exportações estão a crescer. E com o crescimento das exportações – que é uma coisa onde devíamos ter apostado desde sempre, podemos importar petróleo, charutos e outros bens essenciais. E podemos discutir taco a taco com a Alemanha.
    Mas não há dúvida que é caminhar sobre o fio da navalha.

  8. Ó mutante, se o euro desaparecer, ou se sairmos do euros, mais vale deixarmos de pagar a dívida, caso contrário nunca mais somos livres.

  9. As exportaçöes estäo a crescer… e as importaçöes?

    O meu Prof. de Macroeconomia estadunidense descobriu um fenómeno “interessante” nos EUA. Quando toda a gente começou a embandeirar em arco com “ena ena as exportaçöes voltaram a subir!” ele notou que… “ah pois, mas as importaçöes também subiram”… Ah com um raio! O que interessa é: o saldo da Balança Comercial está a ir para valores positivos ou…

    (A Qimonda também era o maior exportador português, mas o valor do que produzia valia ZERO para o PIB português… o valor acrescentado ia todo para outro sítio. Matemáticas!)

  10. Óbvio. O pessoal aqui deixou de ter dinheiro para luxos. As vendas de automóveis cairam, a venda de combustíveis caiu, televisores daqueles grandes também já ninguém os compra. Infelizmente continuamos a comprar batata espanhola e francesa porque é a metade do preço da portuguesa.

    Mas isso tem que ser tudo corrigido. Temos que gerir bem o país. Não podemos gastar mais do que consumimos.

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