Estrumeira

É um planeta que é uma estrumeira total e completa.
Os seres vivos estruturantes da ecologia vivem com a boca enterrada e com as partes pudibundas ao léu, a apanhar luz e a exalar gases tóxicos, como o oxigénio.
Tudo isto copiosamente banhado com água liquida.
Uma autêntica mixórdia.
É claro que surgiu uma população oportunista, de seres incapazes de serem biológicamente autónomos e que se alimentam dos primeiros e que também se comem entre si. Uma selva imunda, cheia de água líquida e de tóxicos perigosos como o oxigénio. Um quinto da atmosfera é oxigénio livre!! Livra.
Até é possível um fenómeno extraordinário: a combustão, o fogo!
É claro que é um planeta a evitar.

Infelizmente, as estrumeiras têm tendência a espalhar-se.
Parece que umas coisas, emergentes daquele antro, já conseguem comunicar via rádio e até já chegaram ao satélite natural lá deles.
Qualquer dia aparecem por aqui.
Felizmente que não suportam o nosso querido cloro.

In: Manual do Protozunido, edição Bromo-Arsénio

Carne…

Carne enlatada

– Carne??!
– Sim, de carne. E da boa!
– Mas como é isso possível? A carne é perecível, apodrece, coze, é frágil.
– Sim excelência, mas temos boas razões para suspeitar que
estes organismos são baseados em carne.
– Mas em carne??! Mesmo carne?? Toda a gente sabe que a carne
não aguenta o voo interplanetário.
Que não suporta as temperaturas do espaço sideral.
Que se desmembra quando a pressão tende para zero.
Como é que eles podem viajar pelo espaço se são feitos de carne??
– Usam carapaças feitas de alumínio e outros metais.
Instalam sistemas de controle de pressão e temperatura e depois
vivem lá dentro.
– Então é para isso que vocês querem o financiamento??!
Para poderem afirmar tamanhos disparates! Onde é que já se viu uma coisa dessas?
Como é possível??
Organismos feitos de carne a fazerem carapaças de alumínio para poderem sair do planeta e e viajar pelas estrelas até aqui?
E como é que a carne é feita??
Dentro de fábricas de alumínio e cobalto inoxidável, todos nós sabemos.
Se eles têm a tecnologia para fazerem carne, usavam-na logo para
viajarem.
Ficava-lhes muito mais barato que essa história da carne.
Isso é um absurdo. Se têm carne a bordo, é com outro propósito.
Se calhar querem vendê-la por aqui, pois nem em todos os mundos se
consegue produzir.
Mas quem é que quererá comprar carne? Para quê?
O que é que vocês sabem sobre isso?
– Excelência, receio que a verdade seja ainda mais inacreditável.
Eles são a CARNE. O que eles vendem é o alumínio.
– Isso é um absurdo. Não sei o que vocês têm andado a fazer, mas
não serve para nada. Inúteis!! Tanto que o estado gastou com vocês,
para vocês se divertirem a inventar essas histórias.
– Mas…
– Nem quero ouvir mais nada. Que desperdício.
Eu bem que já suspeitava.
Vocês não vão gastar mais dinheiro nessas ideias absurdas.
Vou dar instruções para deslocar as verbas sobre a exo-investigação
do carbono e reinvestir tudo Bromo-Silício. Mas que burro que eu fui.
– Então e os investigadores? E o instituto?
Deram o seu melhor. São dedicados.
-Pois que encarem isto como uma oportunidade para fazerem coisas como deve ser. E quem não quiser pode optar por reformar-se.
Vivemos tempos apertados. Não podemos desperdiçar a investigar inutilidades absurdas.

Alice no país de Chipre

AliceTRial

… e eis senão quando a rainha gritou: Cortem-lhe a cabeça!

Impelida pela sua candura, Alice perguntou: Então, e o julgamento?

-Primeiro a sentença, depois o veredicto e o julgamento!
Foi a resposta pronta que obteve do Eurogrupo.

– – –
Mais tarde, muito mais tarde, Alice lembrou-se destes sábios quando legislou:
-No caso de um banco ir à falência, todos os ocupantes de conselho de administração dos últimos 10 anos
serão imediatamente mortos. Depois serão julgados, e ilibados se for caso disso.

– – –
Por todas as galáxias habitadas a medida fez escola.
Menos num certo terceiro planeta, que teima em ser ingovernado e ingovernável.

O devastador meteoro já foi.

Descoberto homem que não descende de Adão

Ora aqui está uma coisa inacreditável:
Um homem que não descende do pai Adão!
Afinal havia outro…

Porque é que isso não me surpreende?

– – –
Parece que se chamava Albert Perry. O Alberto, claro! O irmão do Perry. Que tinha ido para os Estados Unidos e nunca mais se soube nada dele. Agora é famoso. Vem nas capas e tudo.

Tinha ascendência da zona da Guiná Bissau – Camarões – Senegal
Só podia.
Ainda vão descobrir que o irmão vive em Portugal.

E agora? Que vão fazer as religiões monoteístas que fazem fé no Chornal do ìncrível mais antigo que há memória (um tal chornal que dá pelo nome de Antigo Testamento e que está cheio de histórias incríveis e inacreditáveis. Como a do pai Adão…. )?
Esperemos pelo próximo papa.

Só mesmo neste planeta…

Human stupidity

For Profit prison systems, For Profit Political systems, For Profit Healthcare Systems…..I’m starting to see a pattern here.

What is this “For Profit” mantra that has captured the public’s attention so?

For Profit: I lie cheat and steal from YOU and I get rich, RICH!!! And you let me get away with it (JP Morgan, Chase–anyone?) because you are so stupid you think you want the chance to lie cheat and steal too?

Cognição e Motricidade

Pelo Glória, qualquer animal do planeta Terra é um esófago que evoluiu a procurar comida.
Cognição, filosofia, motricidade… Qual é primordial?

Passa um homem.
Os seus passos vão com “ele” na mesma realidade, mas são duas coisas.
O “homem” vai andando com as suas ideias científicas, filosóficas, importantes, condicionantes…
E os passos vão com o sistema antigo que faz pernas andar.
Olho-o de longe sem opinião nenhuma.
Que perfeito que é nele o que ele é – o seu corpo, a sua verdeira realidade que não tem desejos nem esperanças…
Mas músculos e a maneira certa e impessoal de os usar
– – –
Alberto Caeiro era um dos nossos…

Esta humanidade

Esta humanidade não pára de me surpreender.
Já não chega a política.
Então não é que a própria lei da gravitação universal não foi inventada por Newton???
Parece-me que o Newton e os seus apaniguados são (eram) uns grandes trocatintas e espoliadores intelectuais, à boa maneira inglesa. Uns verdadeiros piratas, hackers da comunidade scientifica do sec. XVII.

Eis a história:
Como lei da gravitação, a lei do inverso do quadrado da distância foi sugerida em 1645 por Ismael Bullialdus. Mas Bullialdus não aceitou nem a segunda nem a terceira lei de Kepler, nem aderiu à solução de Christiaan Huygens para o movimento circular (movimento em linha reta puxado de lado por uma força central).

De facto, Bullialdus mantinha que a força do sol era atraente no afélio e repulsiva no periélio.

Tanto Robert Hooke como Giovanni Alfonso Borelli expuseram a gravitação em 1666 como uma força atrativa (palestra de Hooke “On gravidade” na Royal Society, em Londres, em 21 de Março de 1666, “Theory of the Planets” Borelli, publicada posteriormente).

Em 1670 Hooke, na palestra Gresham, explicou que a gravitação é aplicada a “todos os corpos celestiais”, e acrescentou o princípio de que o ”poder” gravitacional diminui com a distância e que, na ausência de qualquer ”poder” os corpos se movem em linha reta.

Por volta de 1679, Hooke elaborou o argumento de que a gravitação tinha uma dependência com o inverso do quadrado da distância e refere tal facto numa carta a Isaac Newton.
Hooke ficou muito desapontado (para ser moderado) com Newton quando este alegou a invenção deste princípio.

– – –
Parece que o Leibniz também teve problemas deste género com o mesmo hacker.

Um pequeno planeta azul

Um pequeno planeta azul está a morrer. De morte lenta, definhando radioactivamente.
Mais de metade da produção de arroz do sudeste asiático deste ano está radioactiva, por cortesia de Fukushima.

Por toda a Galáxia, já ninguém quer investir nesse planeta de aprendizes de feiticeiro.

Os vendilhões do Urãnio vomitam postas de pescada, afirmando que Tchernobyl é que foi mesmo o pior e que a probabilidade de um desastre nuclear é inferior a ganhar o euromilhões.

Para esses é aconselhado um tratamento termal com águas de Fukushima e lamas de Tchernobyl.

A fome generalizada espreita. O preço do arroz não pára de subir.

Not good…

Classe Média

Na Terra, tal como em muitos ouros planetas habitados, a Classe Média é um mito. Não existe.
O que existe é a malta que paga IRS e a malta que vive à conta dos impostos dos outros, os indigentes e os políticos.

Porque é que os governos actuais não gostam de taxar o trabalho independente, as mais valias do capital?
Porque sabem que o capital deslocaliza-se facilmente. Ou seja: Pira-se.

Porque é que os governos actuais gostam de taxar a dita classe média, o trabalho escravo?
Porque sabem que os trabalhadores não se podem deslocalizar.

A crise tem as costas largas. À conta da crise todos (menos uns muito poucos) têm de trabalhar mais e empobrecer alegremente. A alterntiva é a sub-vida, é a Treblinka social.

Bem vindo aos tempos do Socialismo Universal, em que todos são escravos soviéticos excepto alguns (muito poucos) que são Nababos!

O avozinho e o BPN

Andava eu disfarçado a passear na baixa quando o avozinho veio ter comigo e disse:
– – –
Olha lá, já viste esta pulhice?
5000 milhões de euros a dividir por 10 milhões de tugas são 500 para cada um.
Eu e os meus filhos e netos pagámos vários milhares de euros.
Para quê? Para engordar meia duzia de corruptos?
Não foi para isto que a minha geração fez o 25 de Abril. Se tivesse a tua idade, REVOLTAVA-ME!
– – –
O avozinho com aquela idade anda a ver mal. Confundiu-me com uns dos netos, de certeza.

Praia da Luz

É só para dizer que a praia é a praia da Luz.
Os cães tratam-se bem.
E é claro que as nossas sondas intergaláticas sabem escolher o melhor.
– –
Agora, os nossos sábios estáo é perplexos com os rituais de fim de vida recentemente descobertos na zona.
Casos nunca vistos, nem documentados.
As nossas sondas descobriram que, naquelas águas remexidas, traiçoeiras e com fendas profundas, junto ao sopé da falésia que se extende da Luz para o Burgau, num sítio que faz uma espécie de reentrância profunda, foi lançado lá de cima um saco contendo outro saco e mais outros, com pedras e os restos mortais de uma criança com uma cruz cristã e um peluche.
Que coisa tão estranha e pouco habitual.
Via-se que quem fez isso gostava muito dela, mas a cerimónia é desconhecida dos nossos astroetnólogos.

Quem seria? Que desgosto profundo, que segredo, que tragédia …