lei de faltas por doença feita só para deputados

O nosso país merece um prémio pelas leis que inventa para os previligiados deputados da AR, é de arrepiar.

Quando se pensa que há empresas em que até para ir ás casas de banho os trabalhadores tem de pedir licença e muitas vezes essa licença lhes é negada e a outros tudo é consentido nem é  preciso estar escrito…..

É lamentável que as leis sejam feitas à medida… agora a palavra tem valor de lei. E nós, também nos podemos reger pela mesma lei ou isto é só para alguns?

veja-se a Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009que
Aprova o regime de presenças e faltas ao Plenário

1 — As presenças nas reuniões plenárias são verificadas
a partir do registo de início de sessão efectuado pessoalmente
por cada Deputado, no respectivo computador no
hemiciclo.

blá blá blá

7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por
isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado
o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado
médico caso a situação se prolongue por mais de uma
semana.

blá blá blá

leiam o dito….

Como dizia “o outro” …    grandes filhos da …….. fé

Cientista procura-se

Precisa-se de um cientista 5%

Procura-se cientista para escrever crónicas frequentes neste Chornal.

O nível de certeza das suas afirmações terá de ser pelo menos de 5%.

Os temas a tratar podem ir desde a angústia do guarda-redes no momento do penalty até à influência das feromonas na sexualidade feminina.

Vinhos de viagem

Vinha a caminho e decidi parar para almoçar. Comi uma bela sopa de cação, bastante bem confecionada, talvez a segunda melhor que já comi. A primeir foi no Redondo, há 23 anos atrás, numa taberna: estava excepcional, foi quase uma iluminação.

Para acompanhar bebi um Fonte Mouro, tinto Alentejo 2004, 13,5% de álcool, Trincadeira, Aragonez, Alfrocheiro, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon. Um vinho do falecido enólogo e gastrónomo António Saramago e de Ana Clemente. Não foi filtrado nem estabilizado, tem uma acidez q.b. para o meu gosto. Um vinho fantástico capaz de acompanhar sopa!

ciência e senso comum

É ponto assente que a ciência está uns degraus acima do senso comum. Um ponto assente porque somos ensinados por cientistas, ou aprendizes de cientistas. Não seria assim se os ensinantes fossem pessoas dotadas de sendo comum, mas há muito que se deixou de reconhecer o senso comum como habilitação.

Vejamos um estudo científico recente [1, 2]. Diz esse estudo, sobre os carecas, que o gene da carequice se propaga por via materna. O cidadão letrado desejoso de participar dos benefícios da ciência e de ser parte de uma comunidade de pessoas inteligentes apressa-se a aceitar e incorporar o conhecimento científico e, se possível, a divulgá-lo missionariamente. Armadilha, será ridicularizado. Diz o senso comum que filho de pai careca é careca. Todos os carecas sabem a verdade. Toda a gente sabe disso, menos os cientistas.

O pretenso estudo cientifico só poderá ter sido realizado num sítio com falta de carecas, por cientistas de cabelo farto. E reparem como protegemos a ciência chamando-o de pretenso estudo científico. Sempre que um estudo cientifico é porcaria chama-se esse estudo de pretensamente científico, para não o confundir com os outros, salvaguardando assim a imagem desses outros. Se fizéssemos isso com o bom senso também ele estaria em boa conta.

crédito

O crédito é apontado pelos cientistas do regime como um elemento central da nossa organização económica. Não compreender o papel do crédito na economia é atestado garantido de ignorância sem acesso a qualquer nova oportunidade. O crédito é assim um dos pilares do regime. Nas palavras de Schein, um antropólogo de guerra convertido a guru da gestão, a essência reside nos elementos inquestionáveis sobre os quais reina o silêncio. A natureza do crédito é, por isso mesmo, um dos pilares do regime.

Para que serve o crédito? O crédito serve para disponibilizar mais recursos às empresas. Que por ele pagam um juro, ou seja, o preço do dinheiro, ou seja, a expectativa de valorização do mesmo dinheiro. Tudo aponta para um jogo de soma nula, pelo menos em média. Nada de especial, a não ser que ande por aí muito míope, ou seja, muita gente enganada, ou a ser enganada, quanto às expectativas de valorização do mesmo dinheiro. Para que serve o crédito? O crédito serve para antecipar recursos a toda a sociedade, ou seja, para disponibilizar hoje o dinheiro de amanhã. Aumenta a massa monetária, M3, cria inflação, é pois um buraco negro. Para que serve o crédito? O crédito serve para disponibilizar mais recursos aos consumidores. A todos eles, os que concorrem pelo mesmo bem. Digam a verdade, o crédito serve para aumentar os preços ao consumidor.

Mas o que é o crédito? É uma antecipação do dinheiro a um A por um B que não o tem. Digam a verdade, é uma vigarice.

ecstasy of gold, EM with Orietta Manente

ecstasy of gold, EM with Susanna Rigacci

inflação

A inflação existe como mecanismo que obriga o cidadão poupante a relacionar-se com os bancos. Sem a inflação, o cidadão pouparia para comprar uma casa. Com a inflação, se não se socorrer(?) de um banco estará cada vez mais longe do seu objectivo porque existe um patamar de poupança a partir do qual a desvalorização do dinheiro que acumulou ultrapassa rapidamente o seu influxo actual. Assim, quanto mais tempo passa mais longe se encontra do objectivo. É o paradoxo de Senão: senão recorrer a um banco não consegue poupar dinheiro para uma casa.

E justificações para a existência de inflação? Qual a origem do fenómeno? Porque é que o nosso dinheiro é comido? O que justifica isso? O dinheiro não pode estar todo a ser comido, é a lei da conservação da massa, de lavoisier. Se o dinheiro está a ser comido, é porque está a emergir algures, do outro lado do buraco negro. Vocês sabem de quem eu estou a falar.

P.S.: A taxa de inflação zero é o pânico de alguns. Os outros não percebem porquê. Nem têm motivo para perceber.

Prova de fogo

Piratas na Somália: mais um barco capturado no Golfo de Aden

Já nos habituámos às notícias dos ataques dos piratas somalis, mas desta vez há uma novidade: o barco é americano e o capitão também.

Aí está a primeira prova de fogo do Obama. Nem deixaram passar os 100 dias de graça. O Obama andou por aí a passear e a dizer coisas do senso comum como: “Se mantivermos as nossas políticas, a crise há-de passar”, até parece um médico a receitar aspirinas para a gripe, como se a gripe não passasse por ela própria.

Mas enfim. A graça terminou. Agora tem que agir. E a Somália foi a vergonha mais recente que os americanos passaram, com militares americanos a serem arrastados de jipe pelas ruas de Mogadíscio. Vão querer passar por essa vergonha outra vez? Ou o Obama é melhor que o Clinton?

quimonstra

Transferência de 150 milhões de euros para a Alemanha, a título de empréstimo. Empréstimo à empresa-mãe que faliu de seguida. Dizem que a quimonstra nacional faliu, não sei se é verdade. Então é possível e legal emprestar dinheiro a poucos dias da falência, ou seja, de não se estar em condições de cumprir os compromissos com os seus próprios credores?

Não seja por isso, o governo não é sovina. Sabendo disso ou não, dispôs-se publicamente a dar-lhes mais 100 milhões de euros. O governo seguiu a situação, atentamente. Foi o governo que o disse. Era a sua obrigação. Mas parece que seguiu atentamente com cara de bêbedo, só pode ser. Então saem 30 milhões de contos à papo-seco do suposto maior exportador nacional e o governo nada faz ou nada sabe? Então governa o quê? Vigia o quê, vigia o caralho? Da quimonstra ficam os salários dos trabalhadores para o contribuinte pagar, para nós pagarmos. Mas é falência ou fecho? Se é fecho, tudo bem, têm o direito de fazer ao dinheiro o que quiserem incluindo enviá-lo para a Alemanha. Mas se é falência fica por saber se foram acautelados os interesses dos credores, ou se os credores, maioritariamente nacionais (?) ficaram a arder por os 150 milhões terem sido transferidos para um buraco negro. E isso é importante? É lá importante…

bora que se faz tarde…

ainda a loja do cidadão

A tal acção de formação na loja do cidadão de faro pode ter sido leccionada por simpatizantes de uma organização conservadora, avessos ao sexo e actividades vizinhas, bebés proveta na sua maioria, que prelam a abstinência sempre que possível e o sexo chato nas restantes ocasiões. Daí a aversão à sedução e seus instrumentos. Como sabemos, actividades como as de recursos humanos estão entre a ciência e coisa nenhuma, sendo por isso propícias a que os proprietários da ciência a misturem com as suas convicções pessoais. É assim que surge a ideia de que a funcionária não pode usar sapatos altos ou mostrar o que tem.

O chornal tem no entanto boas notícias, notícias de liberdade. Diziam os algarvios antigos: as algarvias assam sardinhas na barriga e na chocha até queima. A mulher algarvia sempre foi assim, mesmo antes do turismo lhe alargar as oportunidades e o resto. Não é, pois, fácil controlar as mulheres abaixo de Odeceixe. Mais ainda, sabemos de fonte segura que uma gajinha com arzinho bem comportado é tão capaz como qualquer outra de meter a boca ao pau como uma leoa. De pouco servem as recomendações dos técnicos de recursos humanos, excepto para garantir que no final lava os dentes. Resta uma única utilidade a essas recomendações, uma utilidade preversa. Quem não está de acordo com as regras vai-se embora. Assim, os serviços são apropriados por aqueles que apreciam ou toleram as regras dos anormais.

Vamos modernizar-nos, acabar com a agência, a tal agência para a modernização da administração. Somos pós-modernos, o contribuinte não tem que pagar uma agência fascista. Faz lembrar um banco que só dava emprego a homens e que era um banco muito bom, até se ver que era uma merda. As senhoras da agência que arranjem outro emprego, que não seja um às custas do estado. E que vão às entrevistas com os lábios por pintar, para a gente as conhecer melhor.

não precisa de fazer nada

Gosciny criou o Juiz, um personagem para um livro do Lucky Luke. O Juiz é, tal como algumas coisas deste chornal, uma versão romanceada da realidade. Efectivamente, o personagem existiu e muitos dos pormenores mais mirabolantes são tirados directamente do personagem real.

Quando o LL encontra o juiz, é surpreendido pois este é de facto um marginal. É um marginal que se apoderou do cargo e que exerce o seu poder total numa cidade que governa. Quando o Juiz leva LL a julgamento, LL, como seria de esperar, defende-se: “mas sr. Juiz, eu não fiz nada”. Nesse momento, Gosciny tem uma das suas melhores tiradas de sempre. O juiz responde: “Não precisa de fazer nada. Este tribunal trata de tudo.”

Estamos pois perante um juiz fantástico. O julgado não precisa de fazer nada. O tribunal trata de tudo, quer dizer, convoca-o e atribui-lhe uma pena porque tem poder para tal. Não porque o julgado tenha feito o que quer que seja para merecer o que quer que seja. O juiz trabalha em Londres e foi convocado para a reunião do G20.

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publico
chornal

Sangue de Cristo

Hoje bebi um vinho da Páscoa, sangue de Cristo, para acompanhar cão no forno. O cão estava bom, mas o vinho estava melhor. Nestes casos deve beber-se um vinho forte para desinfectar a raiva e matar a leishmaniose.

Maritávora, tinto Douro 2005, 14% de álcool, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, 12 meses em barricas de carvalho francês. Agreste, acre e ácido, mas corta muito bem o sabor forte do cão no forno. Também há um Reserva. Bom para acompanhar ratas de esgoto.