Reforma aos quarenta, ja’!!

Tia-avó! 🙂 Isso é fabuloso!!
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O governo procura convencer-nos a aumentar a idade da reforma. Tss, tss, tss. Atitude mesquinha e desprezível. Medíocre mesmo. A desculpa é a sustentabilidade da segurança social. Pois se ele há gajos com 30.000 de reforma…! Sustentabilidade, dizem eles. Cá para mim. em bom português, é outra coisa. Uma espécie de “Chupistas!, gatunos! A reforma da minha avó é que eles não aumentam”, como diriam os gatos.
Consideremos as perspectivas que se abrem com o prolongamento da vida activa. Se a esperaça de vida fosse quarenta anos e a reforma aos sessenta e cinco, tudo funcionaria bem. A proporção financeira (despesas com Seg. Social/receitas da população activa) garantiria a sustentabilidade do sistema, pois seria menor que um. Mas agora, com o prolongamento da esperança de vida, vamos todos procurar ser bisavós. A proporção financeira anterior ultrapassa o valor crítico de um. Fica insustentável. A solução medíocre é aumentar o tempo de vida activo, procurando baixar a dita proporção novamente para valor inferiores a um. Mas isso vai dificultar a entrada dos jovens no primeiro emprego. E aumentar as depesas com a Seg. Social, devido à quantidade de jovens que não conseguem o primeiro emprego.

O sistema actual está mal porque não consegue gerar riqueza suficiente às carências da sociedade.
Quanto mais cedo nos reformarmos, mais cedo podemos fazer uma segunda carreira, algo impensável quando a esperança de vida era 40 anos.
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Consideremos a reforma aos quarenta. Iria certamente contribuir para diminuir o problema social do inemprego, o desemprego juvenil antes do primeiro emprego. Quantos jovens, que terminaram os estudos, se sentem inempregáveis?
Por outro lado, quem se reformasse aos quarenta, não ia ficar inactivo. Ia inventar novos empregos, criar novas oportunidades. São pessoas com vitalidade, que não iam ficar no sofá. Quando chegassem aos sessenta, setenta, iriam reformar-se definitivamente.
Os que preferissem o sofá aos quarenta iriam sair do sistema, trocando com um jovem desempregado. Não agravariam a situação.
Os que preferissem trabalhar iriam contribuir, equilibrando com os seus proveitos activos a reforma que usufruíam, continuando a situação equilibrada.
Além disso, em muitos muitos casos, ao voltarem a trabalhar, iriam usar a sua experiência e capacidade para criar novas empresas, novas actividades, que fomentariam o desenvolvimento económico e a criação de riqueza.
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O sistema produziria assim mais riqueza, permitindo uma melhor sociedade, com menos carências.

2 comentários em “Reforma aos quarenta, ja’!!”

  1. Temos o já brilhante exemplo dos nossos governantes. Nas últimas eleições perfilavam-se perante o eleitorado 3 ilustres candidatos:
    Mário Soares: 2 reformas
    Manuel Alegre: 2 reformas
    Cavaco Silva: 3 reformas

    O povo votou em Cavado Silva proporcionando-lhe assim o acesso à sua 4ª reforma. Talvez tenhamos o título mundial do Presidente com mais reformas, o que é merecedor de ir para o Guiness.

    Deviam era ir trabalhar para as obras.
    Há muito para obrar, isso é que é!

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