Vencidos pelo cansaço

A greve dos transportadores de combustíveis era para fazer estragos ao país, mas o Governo estudou bem o problema e preveniu-se: exigiu serviços mínimos à altura e avisou o país para armazenar o combustível que pudesse. Com estas duas medidas, conseguiu minimizar os efeitos da greve durante uma semana. E ao fim de uma semana, os motoristas estavam exaustos. Os poucos membros do piquete de Aveiras de Cima, que ainda não tinham desistido, choraram hoje em direto na TV: eu vi com os meus olhos.

Pensei que iria haver um “acordo de cavalheiros” para que nenhuma das partes perdesse a face. Mas os patrões quiseram ver o sindicato cair ao chão. Obrigaram o sindicato a cancelar mesmo a greve, e não apenas suspendê-la.

No entanto, o Pardal Henriques, no seu estilo rocambolesco de sempre, saiu airosamente da situação com mais uma mentira: anunciou que o sindicato cancelava a greve, porque o Governo tinha mudado de atitude.

Ninguém está preparado para uma greve por tempo indeterminado, a não ser que lhe paguem o ordenado para ficar em casa. O Steve Bannon podia ter feito isso. Mas deve achar que Portugal é um país insignificante.

Com este revés, os motoristas não aprovam mais nenhuma greve enquanto se lembrarem disto. Pelo menos nos próximos 6 anos.

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