Vinhos de Natal

Este Natal foi profícuo em vinhos novos e velhos. Para além do bacalhau e do peru, beberam-se vinhos até fartar.

Venâncio Costa Lima, Palmela tinto 2009 Reserva, 14% de álcool, Castelão, 6 meses em pipa. Um vinho agreste, acre e meio doce, como é usual nesta região. Bebe-se bem.

Álvaro Castro, Dão tinto Reserva 2007, 13% de álcool, Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Um vinho redondo, com um sabor típico desta região do Dão, meio doce e menos enjoativo que o usual, de complexidade e corpo médios, muito bem elaborado. Mais um vinho excelente do Álvaro Castro.

Pasmados, Setúbal tinto 2011, 13,5% de álcool, Syrah (49%), Touriga Nacional (37%) e Castelão (14%), 9 meses em carvalho francês. Complexo, equilibrado entre o acre, o doce e o ácido. Mediamente encorpado. Belo vinho.

Vale dos Barris, Palmela tinto 2011, 14% de álcool, Syrah. Achocolatado, abafado, denso, como todos os Syrah. Falta-lhe frescura, mas estava em saldo e trouxe-o. Nada mau.

Quinta do Infantado, Douro tinto 2006 Magnum (1,5l), 13,0% de álcool, 16 meses em carvalho. Só fizeram 202 magnum e esta foi uma. Bela pomada, a metade do preço da Magnum 2005. Envelhece depressa por isso tive que a guardar no frigorífico até acabar. Encorpado, doce e ácido, com um toque a envelhecido. Bela pomada. Deixei umas gotas para engraxar as botas.

Ermelinda Freitas, Setúbal tinto 2011, 14,5% de álcool, Syrah, 12 meses em carvalho. Demasiado alcoólico e demasiado abafado e fechado, com um sabor a chocolate preto, típico dos Syrah. Bebe-se bem mas é demasiado pesado para acompanhar comida pesada.

Monte da Ravasqueira, Alentejo tinto 2011 Reserva, 14,5% de álcool.Touriga Nacional (54%) e Syrah (46%), com estágio em carvalho francês. Mais fresco que o anterior, apesar do álcool, o que já permite acompanahr pratos pesados de Natal. Fresco, doce e achocolatado.

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