Branca de Neve

Passou na rádio ontem e agora apetece-me ouvir isto todos os dias. A Branca de Neve das Três Tristes Tigres. É fixe.

Um comentário em “Branca de Neve”

  1. Branca de Neve

    Durmos aos quatro ventos
    meu corpo é uma chama
    arreganho os dentes
    às flores e à ramona
    O sol é minha alma
    não há deus que me queira
    o mundo na cama
    o vento à cabeceira.

    Como uma quimera
    como um cavalo sem freios
    minha moto ruge entre os meus joelhos

    Branca de Neve, rola, mirrada
    com essa cara mansinha
    Branca de Neve, pomba anafada
    volta pr´á tua cozinha.

    Botas de pantera
    sou a mulher em brasa
    boca de cratera
    que deita fogo à casa
    Meus dedos parecem agulhas espetadas
    meus braços aquecem serpentes assanhadas
    minhas mãos são garras
    meus seios dois ninhos
    as coxas no ar brincam aos golfinhos

    Branca de neve, jovem, morcona
    com tua boca carmim
    Branca de Neve, linda, matrona
    vai besuntar o pudim

    Às vezes acontece gostar de bonitões
    faço-me gazela na jaula dos leões
    Gramo os brutamontes mais duros de roer,
    não tiram o chapéu nem mesmo para foder
    Quando acaba o amor
    jazem como mortos
    olhos sem côr, baços, cegos e tortos

    Branca de Neve, pura, sopeira
    sem nódoas no teu vestido
    Ó Branca de Neve, ave caseira, vai assoar teu marido

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