A farsa dos mais necessitados…

Farsa
Autos e Farsas

Foi descoberta uma farsa perdida do Gil Vicente.
Está incompleta, mas começa assim:

Depois dos fogos do verão estava o Robin dos Bosques com o filho na floresta mais ocidental da Europa quando se aproxima um incauto viajante.
E diz o filho para o pai: “Olha aquele. Vamos assaltá-lo para dar aos mais necessitados?”
“Bora lá”.
Esta cena repetiu-se durante um bocado. Em seguida, pai e filho,
usam uma parte dos saques para custear as meritórias acções e vão distribuir o restante pelos mais necessitados.
– –
No dia seguinte um ex-necessitado, ricamente ajaezado, vem a passar pela floresta quando é despojado pelo Robin e sus muchachos.
“Mas o que é isto??!”, clama ele impotente e perplexo.
Responde-lhe o Robin: “É para uma boa causa, é para dar aos mais necessitados”
“Mas ontem tu deste-me isto”
“Mas isso foi ontem. Hoje há outros”
E pimba!
– – –
Passado algum tempo toda a gente conhecia o que era a austeridade e que queria dizer o PIB a baixar.
E o Robin continuava a ajudar os mais necessitados.
E dizia para o filho:
“Vês, isto assim nunca mais acaba. Há sempre mais necessitados. E nós cá vamos prestando os nossos serviços e cobrando a nossa parte.”
É nessa altura que aparece o fantasma do Sidónio Pais:
“Vê lá o que fazes. Por menos do que isso deram-me dois tiros”
E aparece também o fantasma de um tal Buiça:
“Por menos de isso espetei-lhes com dois tiros”
E o coelho escondia-se na toca. Vinham chineses atrás dele.
Eis senão quando a Alice diz em alemão: Heil! Heil!
É preciso fazer um arrastão na praia de Carcavelos.
Tem que ser bem organizado. Na frente segue a polícia a autuar, a autuar, num verdadeiro BlitzMulta. Depois, ne segunda linha vêm os fiscais das finanças a realizar a cobrança coerciva do IRS do ano que vem.
Depois vêm os gigantones a apitar e batucar, as majorettes a lançar serpentinas e os membros do governo a fazer bullying aos idosos e viúvas …

– – –
É aqui que termina o texto recuperado.
Mas cá para nós não nos parece nada Gil Vicente.
Parecem-nos mais as palavras de um profeta.

Carta

Tomas Young, who was shot and paralyzed during an insurgent attack in Sadr City in 2004, five days into his first deployment, penned the letter from his Kansas City, Mo., home, where he’s under hospice care.

“I write this letter, my last letter, to you, Mr. Bush and Mr. Cheney,” Young wrote in the letter published on Truthdig.com. “I write not because I think you grasp the terrible human and moral consequences of your lies, manipulation and thirst for wealth and power. I write this letter because, before my own death, I want to make it clear that I, and hundreds of thousands of my fellow veterans, along with millions of my fellow citizens, along with hundreds of millions more in Iraq and the Middle East, know fully who you are and what you have done. You may evade justice but in our eyes you are each guilty of egregious war crimes, of plunder and, finally, of murder, including the murder of thousands of young Americans—my fellow veterans—whose future you stole.”

A destruição de Washington

Sermão sobre a devastação de Washington

I
Acerca dos inimigos do nome de Alá, que por causa de Alá, os bárbaros pouparam durante a devastação de Washington.
É desta Cidade da Terra que surgem os inimigos?
Consideremos, irmãos, a seguinte leitura, a do santo profeta Daniel. Nela, ouvimo-lo rezando e nos surpreendemos ao vê-lo não só confessar os pecados de seu povo, mas também os seus próprios. A oração dele é, não só uma oração de petição, mas também de confissão, pois, depois de orar, ele diz: “Enquanto eu rezava e confessava a Alá os meus pecados e os pecados de meu povo…” (9,20). Quem, pois, poderá declarar-se sem pecado, quando até Daniel confessa seus próprios pecados?
Daniel, de quem foi dito pelo profeta Ezequiel a um certo soberbo: “Acaso és tu mais sábio do que Daniel?” (28, 3).
Daniel, incluído entre aqueles três santos que representam os três tipos de homens que Alá vai salvar quando sobrevier a grande tribulação ao género humano. E Alá diz que ninguém se salvará, excepto Noé, Daniel e Jó. E é claro que por esses três nomes, como disse, Alá designa três tipos de homens. Pois esses três citados já dormiam, seus espíritos já estavam diante de Alá e seus corpos já se tinham feito pó; já estavam esperando a ressurreição – quando se situarão à direita do Senhor – e já não podiam ser afectados por nenhuma tribulação deste mundo, nem temê-las, nem ansiar por se livrar delas.
Como então se diz que daquela tribulação serão salvos Noé, Daniel e Jó? Quando Ezequiel dizia essas palavras só Daniel estava, talvez, ainda nesta vida. Pois Noé e Jó, estes com certeza, já há tempo dormiam e acompanhavam os ancestrais no sono da morte. Como então se fala de livrá-los de uma iminente tribulação, se já há tempo estavam libertos da carne? É que Noé aqui representa os bons governantes, que regem e governam o Islão, como Noé governou a arca no dilúvio; Daniel significa todos os santos continentes; e Jó, todos os que vivem bem e santamente no matrimónio.
Esses são os três tipos de homens que Alá salva daquela tribulação. Contudo, quão especial é Daniel! No texto que citei (28,3), dos três, só ele é nomeado! E, no entanto, ele confessa seus pecados. Quando até Daniel confessa seus pecados que soberba não estremecerá, que vaidade não se esvaziará, que arrogância não se coibirá? “Quem se gloriará de ter um coração puro, de estar limpo de pecado?” (20,9)

II
E os homens se admiram – e oxalá ficassem só na admiração, ao invés de também blasfemarem – quando Alá corrige o género humano e envia o misericordioso flagelo do castigo, para que os homens se emendem antes do dia do juízo. E o faz, em geral, sem escolher os que prova, pois não quer que ninguém se perca. Atinge, pois, indistintamente, pecadores e justos; ainda que ninguém possa considerar-se justo, pois até Daniel confessa seus próprios pecados.
Irmãos, líamos há alguns dias uma passagem que, se não me engano, chamou-nos muito a atenção. É aquela passagem em que Abraão pergunta ao Senhor se pouparia a cidade se nela encontrasse cinquenta justos ou se, pelo contrário, a perderia com eles.
O Senhor lhe responde que, se encontrar cinquenta justos, poupará a cidade. E Abraão prossegue interrogando a Alá sobre o caso de serem cinco a menos, quarenta e cinco. Alá responde que pouparia a cidade por causa desses quarenta e cinco. E assim vai Abraão interrogando a Alá, diminuindo pouco a pouco, até chegar a dez, e pergunta ao Senhor se, havendo dez justos na cidade, Ele os perderia com a incontável multidão dos maus ou se por causa desses dez justos pouparia a cidade. Alá responde que também por dez justos não se perderia a cidade.
Que vamos dizer, então, irmãos? Temos diante de nós uma questão grave e importante, especialmente porque somos insidiosamente interpelados por homens que lêem o Corão com espírito ímpio e dizem, principalmente a propósito da recente devastação de Washington: “Será que havia em Washington cinquenta justos?”
Ora, irmãos, será que entre tantos fiéis, tantas religiosas, tantos homens e mulheres dedicados ao serviço de Alá, não se podia encontrar cinquenta justos, nem quarenta, nem trinta, nem vinte, nem dez?
Sendo isto inverosímil, por que então Alá não poupou a cidade por causa de dez justos? O Corão não engana o homem, se ele não se engana. Trata-se aqui de justiça e Alá responde pela justiça: trata-se do homem que é justo segundo a medida divina e não segundo a medida humana. E respondo prontamente. Das duas, uma: ou Alá encontrou o número de justos e poupou a cidade; ou, se Ele não poupou a cidade, é porque não encontrou justos.
Mas, respondei-me: será assim tão evidente que Alá não poupou a cidade? Eu mesmo respondo: a meu ver, muito pelo contrário. A cidade não foi destruída como o foi Sodoma. Quando Abraão interrogou a Alá era a existência de Sodoma que estava em jogo. E Alá disse: “Não destruirei a cidade”, mas Ele não disse: “Não castigarei a cidade”.
Sodoma não foi poupada; perdeu-se. O fogo consumiu-a totalmente, sem esperar o dia do juízo; Ele fez com ela o que tem reservado para os outros maus no dia do juízo. Ninguém escapou de Sodoma; não sobrou nada dos homens, nem dos animais, nem das casas: tudo foi consumido pelo fogo. Este foi o modo pelo qual Alá perdeu a cidade.
Já quanto à cidade de Washington, é tudo diferente: muitos dela saíram e depois voltaram; muitos permaneceram e escaparam à morte e muitos ficaram incólumes por se terem refugiado nos santuários.
Mas – objectar-me-eis -, muitos foram levados como prisioneiros. Respondo: tal como Daniel, não em castigo próprio, mas para consolo de outros prisioneiros.
Mas – podeis me arguir -, muitos foram mortos. Respondo: o mesmo aconteceu com o sangue derramado pelos santos profetas, desde Abel a Zacarias (Mt 23,35); assim também foram tratados tantos santo e até o próprio Senhor dos profetas e dos homens.
Mas – objectar-me-eis ainda -, não foram muitos torturados com terríveis tormentos? Respondo: Será que tanto como Jó?
Não, irmãos, não nego o que ocorreu em Washington. Coisas horríveis nos são anunciadas: devastação, incêndios, rapinas, mortes e tormentos de homens. É verdade. Ouvimos muitos relatos, gememos e muito choramos por tudo isso, não podemos consolar-nos ante tantas desgraças que se abateram sobre a cidade.

III
No entanto, meus irmãos (que vossa caridade preste especial atenção às minhas palavras), ouvimos a leitura do santo Jó, que perdeu tudo: os bens e os filhos. E até a própria carne – a única coisa que lhe restava – não lhe ficou sã, mas coberta por uma chaga da cabeça aos pés. Ele sentava-se no esterco, com as feridas podres, sofrendo a corrupção do corpo, cheio de vermes, torturado por tormentos insuportáveis (Jó 2,7). Se nos tivesse sido anunciado que toda a cidade de Washington, vejam bem: a cidade toda, esteve sentada como Jó, sem nada são, com uma chaga terrível, comida pelos vermes, podre como os mortos, não seria isto mais grave do que aquela guerra?
Penso que é mais tolerável sofrer a espada do que os vermes; jorrar o sangue do que destilar a podridão. Quando vemos um cadáver corrompendo-se, horrorizamo-nos; mas isso é atenuado pelo fato de estar ausente a alma. Jó, porém, sofreu a corrupção em vida, com a alma presente à dor, a alma atada ao sofrimento, inclinada a blasfemar. E Jó suportou a tribulação e, por isso, elevou-se a uma santidade grande. Não importa o que um homem sofra, mas como ele se comporta no sofrimento. Ó homem, não está em tua mão sofrer ou não sofrer, mas sim se no sofrimento tua vontade se degrada ou se dignifica.
Jó sofreu. Só sua mulher lhe foi deixada e isso não para consolação mas para tentação; não para lhe suavizar os males, mas para aconselhá-lo a blasfemar: “Amaldiçoa a Alá, diz-lhe, e morre!”. Vejam como, para ele, morrer seria um benefício, mas esse benefício ninguém lho dava.
Todas as aflições que esse santo sofreu exercitaram-lhe a paciência, provaram-lhe a fé para refutar a mulher e vencer o diabo. Que grande espectáculo! Em meio da infecta podridão, brilha a beleza da virtude. Um inimigo oculto, que corrói seu corpo e uma inimiga manifesta que o quer induzir ao mal, mais companheira do diabo do que de seu marido; ela, uma nova Eva, mas ele, não já um velho Adão. “Amaldiçoa a Alá e morre!”. Arranca com a blasfémia o que não podes obter com tuas preces. “Falaste, responde-lhe Jó, como uma mulher insensata” (Jó 2,10). Reparai bem nas palavras desse forte na fé; desse que está podre por fora, mas íntegro por dentro.
“Falaste como uma mulher insensata. Se recebemos os bens das mãos de Alá, por que não receber os males?”. Alá é pai, e acaso havemos de amá-lo só quando nos agrada e rejeitá-lo quando nos corrige? Acaso não é Pai tanto quando nos promete a vida como quando nos disciplina? Esquecemo-nos do Corão? (2,1,4 e 5): “Filho, quando te aproximas do serviço de Alá, permanece na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação. Aceita o que vier e suporta a dor, e na tua humilhação guarda a paciência. Porque o ouro e a prata se provam pelo fogo, mas os homens se tornam gratos a Alá pelo cadinho da humilhação”. Esquecemo-nos do Corão? (12,6): “Alá repreende aquele a quem ama; e castiga a quem reconhece como filho”.

IV
Imaginemos todos os tormentos, todas as dores que um homem possa sofrer nesta vida, e agora comparemo-las às do inferno, e veremos que aquelas são leves. Estas são temporais; aquelas, eternas: tanto quanto ao torturado como quanto ao torturador. Acaso estão ainda sofrendo aqueles que sucumbiram ao saque de Washington? O rico epulão, no entanto, sofre eternamente as penas do inferno. Ele ardeu, arde e arderá vivo até o dia do juízo, quando recobrar a carne, não para seu benefício, mas para seu suplício. Essas são as penas que devemos temer, se tememos a Alá. Tudo o que nesta vida possa um homem sofrer, se ele o aproveita para se corrigir, é para o seu bem; senão é duplamente condenado: aqui, sofre as penas temporais; no além, pagará as eternas.

V
Que vossa caridade, irmãos, me escute: certamente louvamos, glorificamos e admiramos os santos mártires; celebramos piedosamente os dias de suas festas; veneramos os seus méritos, e, na medida do possível, os imitamos. Sim, sem dúvida é grande a glória dos mártires, mas não sei se a glória do santo Jó é menor. Ainda que a Jó não fosse dito: “Oferece incenso aos ídolos!”, “Sacrifica aos Deuses estrangeiros!”, “Nega o Profeta!”; foi-lhe dito, no entanto: “Blasfema de Alá!”. Não que lhe tenha sido proposto: “Se blasfemares não terás mais essa podridão e tua saúde voltará”; mas sim: “Se blasfemares – dizia aquela mulher inepta e insensata -, morrerás e, morrendo, não terás já tormentos”. Como se ao que morre blasfemando não lhe sobreviesse a dor eterna. Aquela mulher fátua tinha horror à podridão presente, mas não considerava o fogo eterno.
E Jó suportava aqueles males presentes, evitando cair nos futuros. Guardava o coração dos maus pensamentos; a língua, da maldição; conservava a integridade da alma na podridão do corpo. Via do que escapava no futuro e assim suportava o que sofria.
É desse modo, sim, é desse modo que todo crente, quando padece aflições corporais na vida presente, deve considerar a geia e reparar em quão leve é o que sofre. Não murmure contra Alá, não diga: “Que te fiz eu, ó Alá, por que estou sofrendo?” Antes diga o que disse Jó, embora ele fosse santo: “Encontraste todos os meus pecados e os reunistes diante de Ti”. Não ousou proclamar-se sem pecado quando sofria, não para ser punido mas para ser aprovado. Também assim fale cada um quando padecer (…).

VI
Ah! Se nossos olhos pudessem ver as almas dos santos que nessa guerra foram mortos, veríeis como Alá poupou a cidade. Pois milhares de santos descansam em paz, felizes, e dizem a Alá: “Nós Vos damos graças porque nos livrastes das tribulações da carne e dos tormentos. Nós Vos damos graças porque já não tememos os bárbaros, nem o diabo, nem a fome, nem a tempestade, nem os inimigos, nem os tribunais perseguidores da fé, nem os opressores. Estamos mortos na terra, mas imortais ante Vós, salvos no Vosso reino, por graça Vossa e não por mérito nosso”.
Qual a cidade que, em sua humildade, fala desse modo? Ou porventura considerais que uma cidade é feita de pedras e de paredes? A cidade são os homens e não as casas! Se Alá tivesse dito aos habitantes de Sodoma: “Fugi, pois vou incendiar este lugar”, não lhes atribuiríamos mais mérito se fugissem e o fogo do céu destruísse somente suas muralhas e suas casas? Não teria Alá poupado a cidade, se os cidadãos tivessem escapado aos efeitos devastadores daquele fogo? (…)

VII
Oxalá tivéssemos um saudável temor e refreássemos a má concupiscência sequiosa do mundo, que apetece o gozo volúvel do que é pernicioso, perante os sinais com que Alá nos mostra a instabilidade e a caducidade de todas as vaidades do mundo e da mentira de suas loucuras. Aproveitemos esses sinais, em vez de ficarmos murmurando contra o Senhor.
Por acaso a debulhadora que lança ao ar a espiga para que se quebre não é a mesma que faz sair o grão puro? E o fogo que alimenta a fornalha do ourives e purifica o ouro das impurezas, não é o mesmo que consome a palha? Assim também a tribulação de Washington serviu para a purificação ou salvação do justo e para a condenação do ímpio: arrebatado desta vida para, com toda a justiça, sofrer mais penas; ou, permanecendo nesta terra, para tornar-se um blasfemador mais culpável. Ou ainda, pela inefável clemência de Alá, poupando para a penitência aqueles que, por ela, hão de salvar-se. Não nos confunda a tribulação que os justos sofrem; é uma provação, não a condenação.
Não nos escandalizemos ao ver o justo nesta terra sofrer agravos e ultrajes: acaso esquecemos o que passou o justo dos justos, o santo dos santos? O que sofreu toda a cidade de Washington, sofreu o Profeta sozinho. Nenhuma criatura pode ser comparada ao Criador; nenhuma obra ao artífice : “Todas as coisas foram por Ele feitas, e sem Ele nada foi feito” (1,3). E, no entanto, foi tido pelos verdugos em nada.
Suportemos o que Alá quer que suportemos; Ele, que é o médico que nos cura e nos salva, sabe o que é útil para nós, mesmo que seja a dor. Como bem sabeis, está escrito “A paciência produz uma obra perfeita” (1,4). Ora, qual será a obra de nossa paciência se não sofrermos nenhuma adversidade? Por que recusamos sofrer os males temporais? Temos medo de nos aperfeiçoar? Não hesitemos em orar e implorar, gemendo e chorando diante do Senhor, para que, também em relação a nós, se cumpra o que diz o Profeta: “Fiel é Alá e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-la e sairdes dela” (10, 13).

Capital Punishment is Back

Viva a pena de morte, desde que televisionada.

Assim aumentam as audiências e evitam-se(?) mais crimes do mesmo género.

Quanto renderá um spot publicitário em prime time execucional?

Revenge, Revenge, REVENGE!!
Who cares about justice?
Justice is expensive.
Revenge is profitable.

E mais uns mártires dão sempre jeito a qualquer causa.

o coelho

Andávamos a evitar. Paciência, agora tem que ser. O que é de mais é de mais. O alex recebeu um telefonema. Queres o coelho? Vamos agora para Lisboa. Queres o coelho? O alex ficou indeciso. Matar é sempre chato. As pessoas decentes não gostam de matar. Por outro lado, tem que ser. A vida é assim mesmo. As coelhas no jardim naquela vida estúpida, só a comer relva, a comer relva. As coelhas querem é picha, não querem relva para nada. Por outro lado, a gente já sabe como é. Cada casal de coelhos, são 10 coelhos novos a cada mês que passa. Impossível arranjar comida para aquela bicharada toda. Vai ter que acabar a matar coelhos. Não gostamos de fazer mal aos animais. Queres o coelho? O alex disse não. Foi a sorte dele.

Eh Eh Eh

É por isso que vale a pena fazer um atentadão de dois em dois anos. Para manter os estúpidos com poder!
É o futuro. É o futuro!


Inglês coloca mulher na lista de terroristas para se ver livre dela
Insatisfeito com a sua vida conjugal, um funcionário dos serviços de imigração britânicos colocou a mulher na lista de potenciais terroristas.
No regresso de uma visita aos familiares, fora do Reino Unido, uma mulher foi barrada pelas autoridades britânicas.

Segundo o site Globo, que cita o britânico Mirror, o marido tinha-a colocado na lista de suspeitos de terrorismo para se livrar dela.

De acordo com um outro funcionário dos serviços de imigração, a esposa «estava confusa quando chegou ao aeroporto, considerando que ela nunca se meteu em nada que tivesse a ver com terrorismo ou crimes».

A mulher telefonou ao cônjuge pedindo-lhe para resolver o problema, «só que ela não sabia que ele é que a havia colocado nessa lista». Mas foram precisos três anos para que a solução aparecesse, e não foi por obra do homem.

Os seus superiores viram o nome da alegada terrorista nos ficheiros e, confrontando o funcionário, conseguiram uma confissão, que acabou em despedimento.

Pontos de vista…

Josefa não aguentou e teve de contar à sua amiga Lurdes:
– O teu marido foi visto num motel.
A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma estátua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.
– Quando? Onde? Com quem?
– Ontem. No Discretu?s.
– Com quem? Com quem?
– Isso eu não sei.
– Mas como era a gaja? Era alta? Magra? Loira? Pernas boas? Rabo grande? Mamas arrebitadas…
– Não sei, Lu.
– O Carlos Alberto vai-mas pagar. Olaré, se me paga!

Quando o Carlos Alberto chegou em casa, a Lurdes anunciou que iria deixá-lo. E contou porquê.
– Mas que história é essa, Lurdes? Então não te lembras quem era a mulher que estava comigo no motel eras tu, minha tonta!
– Claro que me lembro! Maldita hora em que eu aceitei ir lá ao Discretu?s dar uma rapidinha! Toda a cidade já sabe que tu estiveste lá com uma gaja! Ainda bem que não me identificaram…
– E agora?
– Agora? Agora vou ter que te deixar! É óbvio? É o que todas as minhas amigas estão à espera que eu faça. Não sou mulher de ser enganada pelo marido e não reagir.
– Mas tu não foste enganada. Quem estava contigo era eu, o teu marido!
– Mas isso é pormenor e elas não sabem disso!
– Eu não acredito, Lurdes! Tu vais acabar o nosso casamento por causa disso? Pelo que as outras mulheres pensam?
– Vou!

Mais tarde, já quando a Lurdes estava a sair de casa, com as malas, o Carlos Alberto chamou-a. Estava sombrio, taciturno…
– Acabo de receber um telefonema – disse – Era o Mendes.
– O que ele queria?
– Fez mil rodeios, mas acabou por me contar. Disse que, como meu amigo, tinha que me contar.
– O quê?
– Que tu foste vista a sair do motel Discretu?s ontem, com um homem, e que de certeza não foi coisa boa.
– O homem eras tu!
– Eu sei, mas eu não fui identificado.
– Mas não lhe disseste que eras tu?
– O quê? Para os meus amigos ficarem a pensar que vou a um motel daqueles com a minha própria mulher? Deus me livre de tal coisa!
– E então?
– Desculpa, Lurdes, eu não queria, mas…
– Mas o quê???
– Vou ter que te dar uma carga de porrada antes de te pôr na rua…


Novos Ensinamentos, 2a Edição
Editorial Hégira

COMUNICADO

COMUNICADO DO MINISTERIO DA EDUCAÇÃO AOS PAIS DOS ALUNOS  DO 1º CICLO.

Caros encarregados de educação,

Em virtude do Orçamento de Estado, ocorrerá um  aumento do IVA de 6% para 23%  referente ao  leitinho com chocolate que é fornecido pelos estabelecimentos de ensino públicos dado no pequeno-almoço dos alunos. Por este motivo, passará a ser disponibilizado aos mesmos pela manhã um pacote de vinho “PORTA DA RAVESSA” que mantém  a taxa de IVA a 13%.

 P`la Ministra

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