Cem dias, já passaram. É tempo de fazer a primeira avaliação do obama. O homem tinha dois problemas, a saber: o descalabro financeiro e a guerra do iraque. Desde cedo resolveu meter-se num terceiro, a guerra do Afeganistão, apontando-a como a guerra mais importante.
Para resolver problemas, utilizam-se recursos. O primeiro dos recursos é a equipa de que se rodeia. E quem tem à sua volta? Todos! O governo do Obama é a coisa mais parecida que já se viu com um governo de salvação nacional, o que também é um sintoma de qualquer coisa. É pois um governo cheio de estrelas. Lá estão estrelas que fizeram a guerra do iraque ao lado do bush. Lá estão financeiros comprometidos quanto baste. Lá está a estrela da hilária que o tratou abaixo de cão na campanha. Para uma campanha que prometia mudança, não está nada mal. Nunca uma administração se formou com tantas caras já familiares.
A pergunta óbvia é saber como é que obama lida com aquela gente, ou seja, que espaço é que lhes dá. A resposta vem nas entrelinhas. Quando se montou no lugar, a hilária levantou logo a questão do presidente não poder fumar na casa branca porque o tabaco a irritava. Já aí a gaja estava a amarinhar, e não era pouco, porque não sabe fazer outra coisa. Naquele momento, havia que ter dado uma resposta à altura. Não foi dada e isso foi um muito mau começo porque é inevitavelmente sintoma de coisas mais profundas.
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