Por mais voltas que se dê guantamamo foi uma coisa muito feia. Com o objectivo de fugir às leis dos seu país, os americanos optaram por dois estratagemas: primeiro, exportar os prisioneiros para países que não respeitassem os seus direitos; segundo, colocá-los em prisões fora do território americano, nomeadamente em guantanamo e em locais secretos na sempre democrática e humanista UE.
Sabido é que o tratamento dado em guantanamo foi contrário a todas as normas internacionais de tratamento de prisioneiros. Sabe-se agora, por documentos da CIA, que um dos prisioneiros foi submetido 186 vezes à tal tortura do water qualquer coisa. O que diriam os americanos se os seus soldados fossem submetidos a semelhante tratamento? A CIA destruíu ilegalmente gravações vídeo, provavelmente porque o conteúdo das gravações seria inaceitável. Dos prisioneiros enviados para outros sítios não se espera que tenham tido muito melhor sorte.
Posto isto, o hábito de capturar cidadãos de outros países, noutros países, continua de boa saúde. Os EUA capturam agora menores piratas somalis e levam-nos para o seu território para os condenarem a prisão perpétua. Os tribunais internacionais servem para limpar o cú. O condado de nova Iorque tem jurisdição universal. Osama enviará os jovens somalis para prisões de delito comum onde criminosos farão os trabalhos de guantanamo e de abu ghraib. Agora a UE junta-se ao movimento. A Alemanha também captura piratas somalis que exporta para um guantanamo qualquer [1] para que outros façam o trabalho sujo. O próximo chanceler terá bigode, reconheceremos facilmente o bigode.
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