Em tempos já fomos pequeninos. Nesse tempo os outros eram grandes. Quando somos pequeninos acreditamos que os que são maiores percebem alguma coisa do mundo em que vivem. Ser pequenino é sobretudo isso. Somos por isso tentados a acreditar que aqueles gajos que falam na TV e que escrevem nos jornais e que têm opiniões percebem alguma coisa do que estão a dizer.
Depois ficamos adultos. Quando crescemos tudo à nossa volta fica mais pequenino. E nós ficamos grandes. Olhamos para os que falam na TV e para os que escrevem nos jornais e começam a parecer-nos pequeninos. Raramente se encontra um do nosso tamanho.
Até os que antes pareciam grandes agora nos parecem pequeninos. Antigamente existiam gajos como o medeiros ferreira que davam aquela impressão de saber do que falavam. O que é feito deles hoje? Mais valia não saber, estão pequeninos também. Veja-se o retrato que o medeiros faz do obama e das suas vitórias diplomáticas:
“Nem teve de ocupar-se da ideia chinesa de uma nova moeda internacional. Obama sabe que o maior credor dos EUA, a China, é um aliado objectivo.” Um aliado objectivo? A china? A china é um adversário objectivo, porra. “Aproveitou ainda a presidência checa da UE para ir a Praga afirmar o apoio a esses países do Leste europeu”. Porventura prometeu a esses países apoio económico? “Isolou a Alemanha renitente num maior esforço de relance económico”. Mas os alemães mudaram de posição? Vão dar dinheiro a alguém? “Entendeu-se com Gordon Brown no essencial das medidas financeiras a tomar.” Então mas alguma vez estiveram desentendidos? “Cortejou com sucesso o presidente Lula, do Brasil, um dos maiores críticos do papel passado do FMI”. Então mas o Lula ainda era marxista? Basicamente, um chorrilho de disparates.
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