Há muito, muito tempo, um amigo meu trabalhava na polícia de choque. Eram os tempos da AD e tinham passado meia dúzia de meses das eleições que a AD tinha ganho. Sucediam-se então as manifestações contra a AD. E o trabalho desse meu amigo era lidar com os manifestantes, vulgo dar-lhes nos cornos. Homem de esquerda, no entanto, – a vida tem destas estranhas voltas – encontrou uma forma de conciliar as suas convicções políticas com o trabalho que desenvolvia.
Um dia sintetizou-me assim a sua posição: “O povo votou na AD. Agora não quer a AD. Se não sabe o que quer, tem que levar nos cornos”. Era impossível não simpatizar um bocado com o argumento dele. Se há coisa que me irrita é gente indecisa. Todos sabem o quanto irritam as pessoas que tão depressa querem uma coisa, como querem o contrário, como não querem coisa nenhuma, ou o contrário disso. Apetece-nos dar-lhes nos cornos, não é? Pois é. O homem via em cada manifestante um filho da puta que votou na AD e tratava-o em conformidade. Não se pode dizer que não tenha algures uma ponta de razão.
Short story: Um dia um turista andava pelos campos e encontrou um pastor num sítio deserto. Era tão deserto o sítio que o turista resolveu perguntar ao pastor como é que ele se satisfazia sexualmente. O pastor explicou-lhe que usava regularmente as suas ovelhas como produto substituto da mónica lewinsky. O turista estranhou e pediu para ver. O pastor lá pegou numa ovelhinha, fez o que tinha a fazer, e, no final, para ela parar de mamar, deu-lhe um murro na cabeça. Vendo que o turista estava visivelmente impressionado, o pastor perguntou: “quer experimentar?”. Ao que o turista amaricado respondeu: “…experimentar, até experimentava, mas não com o murro na cabeça”.
Deixe um comentário