Os americanos acabaram de descobrir uma coisa fantástica. Quando os coreanos estão a desenvolver um satélite podem estar a desenvolver de facto um míssil. A tecnologia é a mesma! Os americanos descobriram isso agora mesmo! Esta é uma descoberta que muda a face do mundo. Da mesma forma, os iranianos que colocaram um satélite em órbita podem ter desenvolvido de facto um míssil. Aterrorizador. O que é grave é que não se trata de uns mísseis quaisquer. Basta olhar para a carinha deles e percebe-se logo que estamos a falar de mísseis de longo alcance. Naitemére. Estamos no terreno dos mísseis de longo alcance. Preocupante.
Antigamente o mundo não era assim. A tecnologia espacial que americanos e russos desenvolveram não tinha nada a ver com os ICBMs que durante muitos anos lhes garantiram a supremacia militar. Não, nada mesmo. A semelhança no aspecto era apenas uma coincidência, provavelmente derivada do fascínio dos dirigentes de ambas as superpotências por supositórios. É, sem dúvida, uma daquelas coincidências notáveis.
Não é de mais realçar que a coincidência na forma, no tamanho e na tecnologia é isso mesmo, uma coincidência. Só isso pode explicar que, ainda hoje, à frase de Kennedy, “poremos um homem na lua”, se atribua o significado literal recusando-lhe outras interpretações. E isso ainda que o programa espacial americano tenha surgido em resposta ao Sputnik, esse sim uma ameaça, visto na altura como um potencial vector capaz de colocar uma bomba atómica em cima da cabeça de qualquer americano.
P.S.: Ao longo de toda a década de 60 assistimos na TV ao lançamento de foguetões americanos. Eles eram lá mísseis. Era o que faltava, nem pensar.
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