Num filme de que não me lembro o nome uns americanos são apanhados na américa latina por um grupo de guerrilheiros chefiados por uma espécie de che semi-decadente interpretado pelo james coburn. Não percebendo muito bem a situação em que estavam, um dos americanos perguntou a um dos guerrilheiros o que é que eles eram afinal. O guerrilheiro respondeu, um bocado triste: “antigamente éramos revolucionários, agora somos só bandidos.”
A frase profunda permite muitas leituras. Uma das leituras considera que ser bandido sempre esteve presente. Antes como parte do espírito revolucionário. Depois per se. Outra leitura alerta para o caminho das organizações e das intenções. Começa-se com um ideal qualquer, ideal esse que entretanto esmorece dando lugar ao que vier que normalmente pouco mais é do que banditismo. Um banditismo generalizado que atinge qualquer organização humana antes veículo de uma forma qualquer de humanitarismo: religioso, misericordioso, fraterno, ideológico, partidário, sindical, etc. Todos sem excepção são candidatos a ter sido algures revolucionários e hoje apenas bandidos.
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