ainda a loja do cidadão

A tal acção de formação na loja do cidadão de faro pode ter sido leccionada por simpatizantes de uma organização conservadora, avessos ao sexo e actividades vizinhas, bebés proveta na sua maioria, que prelam a abstinência sempre que possível e o sexo chato nas restantes ocasiões. Daí a aversão à sedução e seus instrumentos. Como sabemos, actividades como as de recursos humanos estão entre a ciência e coisa nenhuma, sendo por isso propícias a que os proprietários da ciência a misturem com as suas convicções pessoais. É assim que surge a ideia de que a funcionária não pode usar sapatos altos ou mostrar o que tem.

O chornal tem no entanto boas notícias, notícias de liberdade. Diziam os algarvios antigos: as algarvias assam sardinhas na barriga e na chocha até queima. A mulher algarvia sempre foi assim, mesmo antes do turismo lhe alargar as oportunidades e o resto. Não é, pois, fácil controlar as mulheres abaixo de Odeceixe. Mais ainda, sabemos de fonte segura que uma gajinha com arzinho bem comportado é tão capaz como qualquer outra de meter a boca ao pau como uma leoa. De pouco servem as recomendações dos técnicos de recursos humanos, excepto para garantir que no final lava os dentes. Resta uma única utilidade a essas recomendações, uma utilidade preversa. Quem não está de acordo com as regras vai-se embora. Assim, os serviços são apropriados por aqueles que apreciam ou toleram as regras dos anormais.

Vamos modernizar-nos, acabar com a agência, a tal agência para a modernização da administração. Somos pós-modernos, o contribuinte não tem que pagar uma agência fascista. Faz lembrar um banco que só dava emprego a homens e que era um banco muito bom, até se ver que era uma merda. As senhoras da agência que arranjem outro emprego, que não seja um às custas do estado. E que vão às entrevistas com os lábios por pintar, para a gente as conhecer melhor.


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Comentários

Um comentário a “ainda a loja do cidadão”

  1. Avatar de escrotinador
    escrotinador

    Vivam as algarvias de pau na boca!
    Vivam!

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