Gosciny criou o Juiz, um personagem para um livro do Lucky Luke. O Juiz é, tal como algumas coisas deste chornal, uma versão romanceada da realidade. Efectivamente, o personagem existiu e muitos dos pormenores mais mirabolantes são tirados directamente do personagem real.
Quando o LL encontra o juiz, é surpreendido pois este é de facto um marginal. É um marginal que se apoderou do cargo e que exerce o seu poder total numa cidade que governa. Quando o Juiz leva LL a julgamento, LL, como seria de esperar, defende-se: “mas sr. Juiz, eu não fiz nada”. Nesse momento, Gosciny tem uma das suas melhores tiradas de sempre. O juiz responde: “Não precisa de fazer nada. Este tribunal trata de tudo.”
Estamos pois perante um juiz fantástico. O julgado não precisa de fazer nada. O tribunal trata de tudo, quer dizer, convoca-o e atribui-lhe uma pena porque tem poder para tal. Não porque o julgado tenha feito o que quer que seja para merecer o que quer que seja. O juiz trabalha em Londres e foi convocado para a reunião do G20.
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