De repente, surgem montes de financeiros, reguladores e gestores desonestos. É grave, porque até aqui eram honestos. Não se percebe muito bem o que terá levado essa gente com uma vida de décadas de práticas honestas a, de repente, enveredar por isto que se vê.
Uma hipótese, atendendo ao espantoso sincronismo à escala global da sua conversão à desonestidade, é considerarmos a existência de um ataque por um vírus. Sim, aquela gente foi sempre honesta até 2008, ano em que, pelo ataque de um vírus, se converteram a comportamentos desonestos que puseram em causa a estabilidade financeira e os mercados mundiais. É uma espécie de vírus ético, um vírus que ataca algumas zonas do cérebro levando a mudanças de comportamento. Um vírus que podia ter putificado a população portuguesa, ou mundial, em poucas semanas. Um vírus malvado e perigoso. Uma hipótese perfeitamente plausível.
Outra hipótese é a de não acreditar no tal sincronismo da desonestidade dos financeiros à escala global. Acreditar simplesmente que eles nunca tenham sido honestos. Longe de nós pôr tal hipótese. Hipótese que significaria que durante décadas teriam andado a mamar à nossa conta. Eventualmente emprestando dinheiro dos bancos a eles e a amigos que o faziam desaparecer em offshores e em empresas falidas sobre as quais se faziam poucas perguntas.
They live é um filme do carpenter. Uns extra-terrestres tomam conta do planeta e vivem entre nós, mas são vistos como pessoas normais. Os problemas começam quando um gajo qualquer encontra uns óculos no meio da rua. Com esses óculos ele consegue ver claramente quem são os extra-terrestres.
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