o chornal sempre à frente

Dar dinheiro aos bancos não leva a lado nenhum. Há muito que peritos do chornal o disseram. Na altura, só no chornal os peritos diziam coisas destas. Era uma heresia. Deixou de ser.

Nos EUA, o plano Paulson foi suspenso, na prática, 5 escassas semanas depois da sua turbulenta aprovação. O plano Paulson ia dar 700 milhões às instituições financeiras. Já não vai. Os bancos que se desenrasquem. Na europa as tendências são contraditórias. O governo alemão já definiu limites para o gasto. Concluíu que o dinheiro que estava a meter nos bancos não chegava à economia. Ha hega. Educados num marco forte, os alemães sempre custaram a engolir o euro. Não estão nada satisfeitos com as brincadeiras que afectam o valor da moeda comum. O governo alemão está muito zangado com os parceiros da UE.

Em Portugal continua-se a dar dinheiro aos bancos. Num primeiro momento, toda a esquerda se acanhou. A máquina de propaganda ameaçava de descrédito intelectual quem se opusesse. Dos políticos, só o Louçã se opôs abertamente desde o início. Os peritos de esquerda tiveram medo do descrédito intelectual. Só gradualmente perderam o medo. Agora, a máquina de propaganda dos assaltantes encravou. A revolta contra o assalto do século já não é exclusiva das esquerdas. É o presidente da CIP que vem dizer que o dinheiro deve ir para apoios sociais e para os desempregados. Um autêntico sindicalista. É o Belmiro que vem dizer que se 2 ou 3 bancos fossem para o caralho não faziam falta nenhuma. Ou, nas suas palavras, “Se caíssem dois ou três bancos não se notava”. Um país com o desemprego a aumentar em flecha não lhe interessa. Um país em rebelião à moda da Grécia nem pensar. Um país hipotecado por causa dos bancos não lhe dá dinheiro. O Belmiro respeita o dinheiro. O dinheirinho merece respeito.

R-E-S-P-E-C-T


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