Os ex são políticos profissionais. Um dia mudam de partido. Por vezes após décadas de estar num partido. O cidadão fica de certa forma perplexo. Nuns casos é alguém que tinha conseguido destaque no partido original e depois surge no novo partido. Mais raramente, é alguém que se destaca num novo partido mas afinal já tinha tido um outro primeiro amor.
Normalmente é gente a quem nunca se conheceu outra profissão que não a de político. Fica-se com a impressão de uma profunda aldrabice. Uma aldrabice hoje, ou uma aldrabice ontem. Afinal de conas, à idade do primeiro amor já não eram meninos nenhuns. Os ex-qualquer-coisa podem vir de qualquer parte. Do PCP, da UDP, do MRPP ou do PSD. E podem aterrar em qualquer lado. No PS, no PSD, na Comissão Europeia ou no PS.
Os ex-qualquer-coisa são fenomenais máquinas de fazer carreira. O que espanta não é que façam carreira, o que espanta é a facilidade com que chegam lá acima. Medite-se nos porquês. Os votantes no partido actual não confiam nele, os votantes no partido anterior também não. Mas o votante não é para aqui chamado, como se sabe. Por mais voltas que se dê, um ex-qualquer-coisa não é uma coisa boa. É como se um fundador da JSD fosse para chefe do PS. E fosse para lá fazer políticas de extrema-direita.
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