Dubai

Sobre o Dubai, nem me passa pela cabeça passar por lá. Aquilo é o expoente maior de um “Não Lugar”, tal como Marc Augé o definiu e descreveu. É um sítio que não tem nada. É um amontoado de clichés, ou seja, de nada.
Tem alguma tasca típica, com 50 ou 100 anos? Consegue-se ver, e falar com, algum residente tradicional? Consegue sentir-se e viver o ambiente tradicional e histórico da região?
Claro que não. Repito. Claro que não.
Aquilo é um amontoado de clichés. Um conto de fadas até. Um cliché.
Nunca comentei as visitas dos meus amigos ao Dubai, porque eles fazem publicações com um ar tão feliz, que me custa desancar em cima de todo aquele deslumbramento. Não o farei.
Mas nunca me vão ver no Dubai.
Se me quiserem encontrar, procurem-me numa tasca das ruas mais pobres de Yaoundé ou Bamako.

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