Como se perde uma guerra?

O Pardal já perdeu. Amanhã ou depois isto termina. Já se veem sinais.
Hoje já apelou à reconciliação entre as partes.
Ele pediu. Só é preciso, agora, que alguém com discernimento, consiga levá-lo à mesa das negociações, sem perder a face. E, provavelmente, o porta-voz da Antram não é a pessoa mais indicada para isso.

O Pardal passou o dia a dizer disparates: incitar os motoristas à desobediência, que não iriam cumprir os serviços mínimos, que não iriam acatar a requisição civil, dizer à comunicação social que a GNR tinha prendido motoristas em casa…
Estaria a tentar forçar o Governo a estender a requisição civil ao país todo? Não conseguiu. Felizmente o Governo é sereno.
O país parece estar a aguentar-se – apesar de haver empresas que já tiveram que mandar os trabalhadores todos para férias, por falta de combustível – e, ao mesmo tempo, o salário dos motoristas em greve está a decrescer: muitas perdas por nada.
Portanto, agora, ao fim do dia, já sem trunfos na mão, o Pardal quer voltar à gaiola, ou melhor à mesa das negociações.
Não o deixem perder a face, para ver se isto vai a bom porto, embora me apetecesse partir-lhe o focinho.

Há pouco, após o acordo conseguido entre a ANTRAM e a FECTRANS, o Pardal deu mais uma conferência a partir de Aveiras de Cima, e, em metade do discurso, acusou o Governo de corrupção, interferência, conluio, etc. Aparentemente, o Pardal tem uma agenda muito bem definida. Está a usar os camionistas para conseguir ser eleito pelo partido do Marinho Pinto em outubro. É um criminoso. Não olha a meios: alguns motoristas vão ser presos, e o custo para o país é enorme.
Depois das eleições, nunca mais se ouvirá falar em greve.

Um comentário em “Como se perde uma guerra?”

  1. Como é de há muito norma cá no burgo, os autóctones olham para a árvore e vêem nela a floresta – a questão é que o petróleo barato (ERoEI>5) já chegou ao fim, e Portugal é um dos crash test dummies para ver como reagem as populações ao fim da religião do progresso (a/k/a/ civilização industrial). Tudo o mais é mero fogo-de-vista (pun intended) p’ra plebeu ver e tartamudear àcerca.

    Melhores cumprimentos.

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