Armas e Tanços

O roubo de Tancos aconteceu há mais de um ano. A notícia foi dada a 28 de junho de 2017. Quase quatro meses depois, a 18 de outubro, a PJ Militar anunciou a recuperação do material roubado. Todo? Não. As munições de 9mm tinham-se extraviado, e havia uns monos a mais, para além da lista do material supostamente roubado.

Entretanto, o Parlamento – essa inutulidade democrática – rabeou em intermitências de insatisfação, o grupo de militares que recuperou o armamento foi detido, o ministro da Defesa caiu e o CEME demitiu-se. Tudo faits divers.

O que eu quero saber é quem roubou, e quem ajudou a roubar. Isso é que é importante, mas parece que ninguém se preocupa com isso. Fica a ideia, de que todos os responsáveis do país estão feitos com os ladrões: o Exército, a Assembleia da República, os partidos, o Governo, o Presidente, a Procuradoria. É uma vergonha.

Vão-nos presenteando com resultados extemporâneos, na esperança de que esqueçamos o essencial: quem roubou, como, e com que cúmplices. E nós, os alicerces da República, vamo-nos esquecendo do mais importante.

O armamento foi furtado de Tancos, mas os Tansos somos nós.

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