INEM, esses heróis

A Maria ligou para o 112 às 4h07m. Eu ainda não estava seguro de que isso era necessário. Passou-me o telefone às 4h09m, pois não sabia transmitir onde estávamos.
“Morada”, perguntaram-me.
“Boa Hora”, respondi.
“Rua e número?”
“Não tem.”
“Tem que me dizer mais qualquer coisa, pois tenho que transmitir dados precisos à equipa que se vai dirigir ao local.”
“A equipa vem de Loulé?”
“É provável. Ou de Loulé, ou de … (não me lembro do local que disseram), mas deve ser Loulé.”
“Se vêm de Loulé isso é suficiente. Eles sabem onde é.”
“OK, então eu vou passar…”
Passaram. Voltaram a perguntar-me mais ou menos o mesmo. E depois de umas hesitações minhas, porque ainda não estava seguro de que fosse necessária uma ambulância – tive que perguntar à Maria se era mesmo preciso – lá confirmei com o meu interlocutor.
“Quem vai na estrada do Parragil para Alte, são cerca de 600 metros a partir do Parragil.”
“E é junto da estrada?”
“Não, mas eu fico na estrada à espera.”
Desliguei o telefone às 4h13m.
Às 4h20m tinha a ambulância lá ao fundo, na estrada. Demoraram 7 minutos a comunicar internamente, a entrar na ambulância e a percorrer 8 km, por estradas com rotundas e, em parte, na serra e cheias de curvas. Eu não faria melhor.

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