Folhas caídas

Caiu-me uma folha, de vinhos bebidos outrora, em cima da mesa e por cá ficou. Hoje dei com ela e decidi passá-la a limpo.

Evel, Douro tinto 2010, 13,5% de álcool. Doce, não exuberante, quase seco, fumado, quase whisky velho.

Pontval, Alentejo tinto 2011, 13,5% de álcool, Touriga Nacional e Tincadeira, com estágio em barricas de carvalho. Uma mistura bem polarizada entre a madeira e a fruta. Lá no fundo tem um toque a especiarias(1) iodadas, rebuçado e caramelo.

Outeiro, Dão tinto 2007, 13% de álcool, Alfrocheiro, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Mais frutado que os anteriores. Framboesa quando bebido após o Evel.

(1) Esta “conversa” das especiarias sempre me deixou intrigado. De que especiarias é que estão a falar? Alho? Ou cardamomo?

4 comentários em “Folhas caídas”

  1. Nem tudo o que tempera é especiaria!
    Alho näo é especiaria, é um… legume. E a salsa é uma erva.

    Já o coentro dá para os dois lados: o lado de cima (folha) é erva aromática, o lado de baixo (semente) é especiaria. Vidas!

    Mas na família do pimento… se moído já é especiaria, mesmo se inteiro mesmo seco… é legume.
    Ai com a breca!

    O cardamomo é uma especiaria, sim. Mas também o é o cominho e o cravinho e a pimenta. Os “aromas a especiarias” presentes no vinho deveriam ser especificadas… ou entäo é sinal que a pinga cheira a… caril!

    Mas especiarias… iodadas? Como assim, de sal de iodo? Entäo será um bom vinho para fazer molhos, que já vem temperado! Ai senhores… vira mas é para cá o Evel, anda.

  2. Maquiavel, obrigado pelo comentário.

    Já agora, o Alma do Tejo acabou ontem. E acabou bem! Acompanhou uns belos petiscos e quando acabou abri uma de Cantanhede, barato mas fantástico.

    Quando voltares avisa que eu compro umas para provares.

  3. Como poderei eu recusar tal convite? 🙂
    Mas olha, depois de escrever aquele tratado sobre especiarias, ofereço-me para ser eu a cozinhar quando for essa prova vínica, assim provo que näo sei apenas a teoria! 🙂

    Agora por coisas, häo dois vinhos à venda na Friolândia que queria submeter ao teu inexcedível palato:
    – Terra de Lobos Tinto (Castelão, Trincadeira, Cabernet Sauvignon) 2010, 13,5%, Vinho Regional Tejo – quando li no rótulo CB fiquei de pé atrás, mas depois de provar… tornou-se a pinga oficial da Lusofin!
    http://cdn.alko.fi/ProductImages/Scaled/457547/product.jpg?md5=6bc316793c9e548f15dc01b094108da5

    – NBCN Tinto 2011 14%, IG Lisboa – o rótulo é um grafito todo modernaço e tem cápsula, logo também fiquei de pé atrás, mas valeu a pena o salto no escuro
    http://viniportugal.se/wp-content/uploads/2012/10/2533-120×480.jpg

    O Terra de Lobos já o vi à venda em Portugal, o outro talvez seja só para exportar.

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