Cartões de Crédito

A minha prima foi trabalhar para o CC Vasco da Gama para tentar vender Cartões de Crédito.

Aparentemente, aquilo é um subserviço qualquer, ou um frachising, pois há um dono e uma irmã do dono que não faz nada, passa os dias encostada à parede e no fim do mês é a melhor vendedora da seita. (Não sei porquê, mas isto lembra-me a seita Santos de Angola.)

A minha prima estava lá havia duas semanas e passei para ver como iam as coisas. Acabou por me impingir um cartão e, vim a saber, era a melhor vendedora daquele mês e do ano todo: mais de 40 cartões vendidos.
Ah! Mulher…

Dois ou três dias depois, recebi um telefonema duma gaja com voz de garrafa de bagaço a propor um contrato de cartão da mesma marca mais vantajoso… Achei estranho, mas lá fui. Aparentemente era aquela gaja que andava por lá encostada às paredes.

Filha de uma granda puta. Queria roubar o negócio à minha prima. Mandei-a levar na peida!

Só que isso não salvou o negócio da minha prima… nem dos outros que lá estavam a trabalhar. Foram todos despedidos e a encostada tem o melhor desempenho da equipa que chefia.

E, para além de filha da puta, é uma filha da puta sarcástica. Quando despediu a minha prima contou-lhe a fábula da serpente e do pirilampo. É a seguinte:

A serpente vira-se para o pirilampo e diz-lhe: “Vou-te comer”.
“Mas porquê?”, pergunta o pirilampo, “eu nem sequer pertenço à tua cadeia alimentar…”
“Porque tu brilhas mais do que eu, e eu não gosto”, respondeu-lhe a serpente.

Filha da puta. Ninguém acaba com estes 10-putas?

3 comentários em “Cartões de Crédito”

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