Vinhos da ditadura

Num tempo em que os nossos governantes têm mais segurança que o António Salazar, o Augusto Pinochet, o José Estaline ou o Saddam Hussein, decidimos abrir umas garrafas novas para ganhar ânimo e inventar novas formas de combater a ditadura.

Intensus, Alentejo tinto 2010, 13,5% de álcool, Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira, de vinhas de Portalegre. Um vinho mediamente encorpado, intenso, com uma complexidade de sabores que o torna um vinho de eleição na lista dos néctares babidos aqui no Chornal.

CARM, Douro tinto 2010 Reserva, 13,5% de álcool, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca, 18 meses em carvalho francês e americano. Uma bela pomada, uma pomada das antigas, encorpado, denso, uma bela mistura de sabores: desde o adstringente ao doce, com um toque de ácido e sabor a frutos do bosque, uma mistura bem intrincada.

Quinta da Ponte Pedrinha, Dão tinto 2008, 13,5% de álcool, Tinta Roriz e Jaen. Um vinho redondo com o travo típico dos vinhos do Dão. Os vinhos do Dão são mesmo assim: não importam as castas, o sabor é sempre o mesmo, um vinho redondo e leitoso.

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