Vinhos algarvios

Já no fim da estadia limpámos mais três garrafas de tinto. A saber…

Contemporal, Douro tinto 2009, 13,5% de álcool, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca. Primeiro gostei do nome e do rótulo. Depois vi que era um daqueles nomes com vinhos em todo o país: Contemporal Alentejo, Contemporal Tejo, etc. Voltei a colocar a garrafa no escaparate. Pensei duas vezes e decidi seguir a primeira intuição. Fiz mal. É um vinho com um sabor metálico, uma mistura com muito ácido e muito doce, uma mistela martelada. Uma cor rosada muito transparente, um vinho filtrado, com sabor a filtro ainda. Não gostei.

Serradayres, Tejo tinto 2010, 13% de álcool, Touriga Nacional, Castelão, Trincadeira. Um belo vinho, meio encorpado, acre, cor arroxeada espessa e turva. Uma pomada.

Monte Velho, Alentejo tinto 2006, 13,5% de álcool. O Monte Velho envelhece bem em garrafa. Os melhores que tenho bebido são os que já têm 5 ou 6 anos em garrafa, às vezes mal tratados, com luz e calor, ao invés do frio e escuridão das caves e adegas. Um bom vinho, com um travo acre bem combinado com o sabor ligeiro a velho, e um ligeiro toque de doce e ácido. Um vinho a meu gosto.

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