Vinhos de trazer por casa

Com a crise instalada ao estilo pós-1929, os festins fazem-se em casa.

Favas com entrecosto at Nuno’s place, 05 Maio 2012

Altano Quinta do Ataíde, Douro tinto 2008 Reserva, 14% de álcool, Touriga Nacional. Nem olhei para o teor de álcool quando o comprei. Era um Douro promissor e meti-o ao bolso. Equilibrado entre o ácido, adstringente e o doce. Meio encorpado. Bela pomada, mas há equivalentes por metade do preço.

Papa Figos, Douro tinto 2010, 13% de álcool. Uma novidade da Casa Ferreirinha, com 12 meses em carvalho francês. E aí está o início de um novo clássico: um belo vinho de trazer por casa.

Especialidades: moreia frita com açorda de ovas, iscas de porco fritas com batatas cozidas, queijos vários, at my place, , 12 Maio 2012

Cabriz, Dão tinto 2009 Colheita Selecionada, 13% de álcool, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional, 6 meses em carvalho francês e depois guardado engarrafado em cave até sair para o mercado. Um equilíbrio bastante bom entre o doce, ácido, o adstringente e a madeira. Melhor ainda no dia seguinte.

Casa de Santar, Dão tinto 2009, 13,5% de álcool, Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, não filtrado. Mais um vinho honesto do Dão bom para acompanhar festins.

Vallado, Douro tinto 2009, 14,5% de álcool, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional e Sousão. Mais um vinho agraciado com 90 pontos pelo Robert Parker… mas este tipo pensava que estava a beber vinho do porto. Fresco apesar do álcool, mas com a propriedade de não nos deixar levantar da cadeira depois de uns copos.

Monte do João Martins, Alentejo tinto 2010, 13,5% de álcool, Aragonez, Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional. Um vinho meio encorpado da região de Portalegre, mais doce que ácido, bom para acompanhar as amarguras da crise.

Chaminé, Alentejo tinto 2011, 13,5% de álcool, Aragonez e Syrah. Um vinho meio encorpado da região da Vidigueira, ambém mais doce que ácido como o anterior, bom para molhar a moreia frita à hora do lanche!

Rosa do Virei, Alentejo tinto e mais não diz. Provavelmente de 2011 e com 13,5% de álcool. Um vinho experimental para exportação para Angola (sacámos umas garrafas do contentor do Poço do Bispo). O mais encorpado de todos, e também, como os dois anteriores, mais doce que ácido. Um vinho bom para acender a fornalha.

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