Ainda ontem, em conversa de café, eu aventava a hipótese da Moody’s baixar a dívida norte-americana para LIXO, e isso é cada vez mais uma possibilidade real…
“Gigantesca calamidade financeira possível nos EUA” – Economia – DN
Ainda ontem, em conversa de café, eu aventava a hipótese da Moody’s baixar a dívida norte-americana para LIXO, e isso é cada vez mais uma possibilidade real…
“Gigantesca calamidade financeira possível nos EUA” – Economia – DN
Diz a CHINA: agências de Rating encobrem insolvência dos EUA
A agência de rating chinesa Dagong acusa as rivais norte-americanas (Standard&Poor s, Moody s e Fitch) de estarem a cometer o mesmo erro que levou à crise financeira mundial, em 2008, ao se recusarem a fazer um downgrade no rating dos EUA apesar do «estado de insolvência e das crescentes dificuldades do país em pagar a dívida» da maior economia mundial.
Em declarações ao SOL, Chen Jialin, director-adjunto do departamento internacional da Dagong, refere que as três maiores agências mundiais de notação de crédito apenas lançaram os avisos recentes sobre a elevada dívida dos EUA devido «à pressão da opinião pública» e não por sua vontade.
A Standard&Poor s colocou o rating dos EUA em vigilância negativa o primeiro passo para uma eventual descida da notação no mês passado, surpreendendo os investidores internacionais. Os EUA ainda mantêm a classificação máxima AAA junto da S&P, Moody s e Fitch, o que indica que o país tem uma hipótese quase nula de entrar em incumprimento junto dos credores.
Porém, a folha financeira dos EUA está longe de ser exemplar. O Estado tem um défice orçamental superior a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma dívida pública que ronda 100% do PIB, que cresce abaixo de 2%.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o secretário do Tesouro, Timothy Geithner reiteraram esta semana que, se o tecto da dívida nos EUA não for aumentado pelo Congresso de maioria republicana , o país corre o risco de entrar em incumprimento em Agosto.
Numa primeira fase, a Dagong fez um downgrade do rating dos EUA, do nível máximo, AAA, para AA, devido à inexistência de uma «solução credível» para a resolução do défice orçamental no longo prazo, que estava a levar o país para um «crise da dívida», adianta o responsável.
A decisão da Fed, o banco central norte-americano, de injectar mais de 600 mil milhões de dólares na economia através da emissão de moeda, em Novembro de 2010, reflectiu o «colapso do estado de solvência dos EUA e a deterioração da capacidade de pagar as suas dívidas», salienta a agência chinesa. Este evento levou a Dagong a fazer um novo corte na notação dos EUA, para A+. Jialin lembra que nem a deterioração económica dos EUA levou as três agências norte-americanas a alterarem a classificação, acrescentando que «o silêncio tornou-se a opção unânime entre elas».
«O rating da dívida pública norte-americana é o segundo teste para as três maiores agências. No primeiro, os seus erros morais e de actuação provocaram a crise de crédito global», diz Chen Jialin.
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