Vinhos da consoada

4 castas, Alentejo tinto 2009, 14,5% de álcool, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonez, Touriga Franca. Entrei no hiper de propósito para comprar isto. Já há anos que não o bebia. Quando vi o teor de álcool, hesitei. Mas acabei por comprá-lo. Precisa de arejar durante umas horas largas para largar o enxofre todo. Depois, bebe-se bem. É encorpado, coeso, bem equilibrado entre o doce, o adstringente, o frutado, o fresco e o ácido. Um belo vinho. Pena o álcool.

Serra Mãe, Palmela tinto 2005 Reserva, 13,5% de álcool, Castelão. Produzido a partir das mais velhas vinhas da região e estagiado em carvalho francês, não difere muito dos anteriores 2002 e 1997, muito apreciados neste Chornal. Um belo sabor a pipa velha, a fazer lembrar uma taberna das antigas. Mas ainda assim ganhou uma medalha de ouro em Paris.

Dona Matilde, Douro tinto 2007, 13,5% de álcool. Um vinho típico do Douro: fresco, meio ácido, meio doce, meio aguado, meio encorpado. Uma bela composição a um preço convidativo para estar todos os dias sobre a mesa. Bela pomada, este Dona Matilde.

Marka, Douro tinto 2008, 13,5% de álcool, Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Estagiou em carvalho francês e inox. Demasiado frutado para o meu gosto. Aliás só sabe a fruta. Sabe tanto a fruta que por várias vezes me pareceu estar a beber sumo de uva. Esqueçam-se dele na adega durante 3 anos e depois voltem a prová-lo. Pode ser que sim.

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