É ponto assente que a ciência está uns degraus acima do senso comum. Um ponto assente porque somos ensinados por cientistas, ou aprendizes de cientistas. Não seria assim se os ensinantes fossem pessoas dotadas de sendo comum, mas há muito que se deixou de reconhecer o senso comum como habilitação.
Vejamos um estudo científico recente [1, 2]. Diz esse estudo, sobre os carecas, que o gene da carequice se propaga por via materna. O cidadão letrado desejoso de participar dos benefícios da ciência e de ser parte de uma comunidade de pessoas inteligentes apressa-se a aceitar e incorporar o conhecimento científico e, se possível, a divulgá-lo missionariamente. Armadilha, será ridicularizado. Diz o senso comum que filho de pai careca é careca. Todos os carecas sabem a verdade. Toda a gente sabe disso, menos os cientistas.
O pretenso estudo cientifico só poderá ter sido realizado num sítio com falta de carecas, por cientistas de cabelo farto. E reparem como protegemos a ciência chamando-o de pretenso estudo científico. Sempre que um estudo cientifico é porcaria chama-se esse estudo de pretensamente científico, para não o confundir com os outros, salvaguardando assim a imagem desses outros. Se fizéssemos isso com o bom senso também ele estaria em boa conta.
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