o tempo e a hora

Há muitos anos, uns anormais resolveram mexer no tempo. Com o argumento de que poupavam energia. É a Comissão da Hora. Desde então, todos os anos se “muda” a hora duas vezes. Há muito que se sabe que não poupam energia. Mas a Comissão da Hora continua. E a mudança da hora. Para dar sentido à Comissão da Hora. Um disparate anti-natura à escala planetária.

Para nós, só há uma hora, a hora a sério, a hora solar. O sol que roda sobre a terra. A grande roda das coisas. O tempo. Uma centralidade universal. Uma realidade absoluta que nos acompanha. Não queremos saber da mudança de hora e de horas inventadas. Não queremos saber de horas inventadas por burocratas. Para nós, a hora é a do sol, a da lua e a de um maravilhoso céu estrelado à noite.

P.S.: Hoje, a Rússia resolveu cagar para a mudança de hora. Viva a Rússia. Ficámos todos um bocadinho mais perto do regresso à hora solar, à hora verdadeira. Um passo no sentido de um mundo melhor.

doraemon

Doraemon, el gato cósmico, é um gato vindo do século XXII, para ajudar Nobita, e que traz consigo no bolso os mais fantásticos gadgets, capazes das mais improváveis proezas. Nobita é o miúdo que consegue tirar 10 zeros seguidos, esconde os testes aos pais e chega atrasado todos os dias à escola. Gigante é o simpático brutamontes que está sempre pronto a abusar de todos e a arrear nos cornos a todos, em especial ao Nobita. Suneo é o menino rico, um bocado malvado, amigo do Gigante. E Shizuka é a grande paixão de Nobita.

A história é sempre a mesma. Nobita tem um problema. Doraemon tem uma solução, aliás, Doraemon tem sempre solução. Mas há que ter cuidado com as soluções de Doraemon. Ele bem avisa Nobita e os outros mas de nada serve. Metem-se sempre em sarilhos com os gadgets do Doraemon.

Doraemon é mais do que um desenho animado, é uma pérola. É um desenho animado absolutamente fantástico com mais de quarenta anos e com uma criatividade de fazer inveja a qualquer um. Doraemon é genial, quanto mais se vê mais apetecer ver.

P.S.: Doraemon. Genial todos os dias. No Canal Panda depois das 23.

de volta, felizmente

Até há pouco tempo a humanidade alimentava-se de mais de 10 mil plantas. Hoje alimenta-se basicamente de cento e poucas. Um processo de empobrecimento por mais voltas que lhe dêem. Empobrecimento na saúde e, sobretudo, empobrecimento culinário.

É chegado o tempo de inverter essa tendência. Ao desaparecimento de espécies da nossa alimentação sucede-se agora a sua recuperação. Em Tikapapa, no Peru, com o patrocínio da ONU, recuperam-se espécies de batata quase desaparecidas. São mais de 100 espécies. Em breve estarão de volta. Algumas são batatas lindas. E merecem certamente um lugar nos nossos pratos.

P.S.: Pela minha parte, vou tratar de fazer umas perguntas sobre um tubérculo delicioso que se apanhava meio por acaso quando se lavrava a terra e de que já poucos saberão o nome ou o aspecto.

batatas

cut & mix & paste

The story is set in the late nineteenth century British Raj in India. Many Hindus have been forced by the British to practice their religion in secret. The Hindus go to perform their rites in a sacred Brahmin temple under the high priest, Nilakantha. Nilakantha’s daughter Lakmé (which derives from the Sanskrit Lakshmi) and her servant Mallika are left behind and go down to the river to gather flowers where they sing the famous “Flower Duet”. Lakme and the slave girl Mallika decide to boat downstream in search of blue lotus flowers. Here is a rough translation of the maiden’s song:

Under the dense canopy / Where the white jasmine / Blends with the rose / On the flowering bank / Laughing at the morning / Come, let us drift down together / Let us gently glide along / With the enchanting flow / Of the fleeing current / On the rippling surface / With a lazy hand / Let us reach the shore / Where the source sleeps / And the bird sings / Under the dense canopy / Under the white jasmine / Let us drift down together


Lakme – Flower Duet

winx

Chegaram. As mulheres do futuro.
Bloom , Flora, Layla , Musa , Stella , and Tecna
Absolutamente mágicas. Absolutamente femininas.
Olhos fantásticos. Lábios sensuais. Rostos perfeitos.
Sempre gajas. Sempre gentis. Sempre elegantes. Irresistíveis.
São o modelo de uma nova geração que vai entrar em circulação daqui por 10 ou 15 anos. Cuidem-se. O mundo nunca mais será o mesmo. This is truly next gen. Are you ready?

Season 2:
In the second season of the Winx Club , Flora’s role is increased. She receives a love interest, Helia, who she has trouble approaching. She also makes a new friend, a fairy called Layla , and her pixie, Chatta. Although Flora’s relationship with Layla is somewhat distant at first, they later become closer when she offers to help her get together with Helia. Chatta also tries to get Flora to reveal her feelings to Helia. Consequently, the two do, and she discovers that they feel the same about each other. At the end of the series, she also assists the other Winx girls in defeating their foe, Lord Darkar. Flora is seventeen in this season.

wikipedia
winxclub
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next step

Aqui há dias publicaram neste jornal a notícia da existência de correlações entre o uso de telemóveis por grávidas e problemas de desenvolvimento mental nas crianças. Para chegar a essa conclusão, os investigadores utilizaram os dados de 13 000 pessoas, o que é um esforço considerável. O Google acabou de criar um serviço que pode mudar essa realidade, permitindo acumular informação e criar conhecimento com custos baixos e em quantidades nunca vistas: Google Health. Se conseguir os seus intentos de guardar dados sobre saúde e hábitos de milhões de pessoas, o Google Health pode tornar-se a maior fonte de conhecimento sobre saúde humana nos próximos anos. Mais, pode reforçar os meios da medicina preventiva e disponibilizar informação nova sobre o que são hábitos de vida saudável.

beautiful plants


uma boa medida

Vai ser publicado um estatuto do estudante universitário a tempo parcial. Permite a qualquer estudante universitário frequentar cadeiras que lhe interessem noutra universidade. Permite a quem quiser, mesmo sem ser estudante universitário, frequentar cadeiras na universidade. Uma boa medida. A bem do conhecimento e do desenvolvimento pessoal.

o fim da sociedade do conhecimento

O termo sociedade do conhecimento existe como afirmação de uma inevitabilidade e de um paradigma do desenvolvimento. Destaca a importância do capital intelectual na afirmação das nações, ao mesmo tempo que direcciona e justifica políticas. Acarreta consigo uma lógica de desmaterialização, de globalização e de terciarização.

Mas afinal qual o crédito que merece a sociedade do conhecimento como modelo de competitividade das nações? O último ano assistiu à subida do poder do petróleo e do gás natural, a uma muito mais brutal subida do preço dos cereais, a uma subida de tudo o que envolve matérias-primas, estando os recursos mineiros no centro de uma das maiores aquisições/fusões de sempre. A juntar a isso atente-se também à relativamente recente concentração, de poder também, no sector metalúrgico. Os activos que contam são, cada vez mais, nos últimos tempos, os activos materiais, tangíveis. Isto é o que nos dizem os mercados. A sociedade do conhecimento chegou ao fim.

P.S.: De entre outros, destacam-se como sintomas do fim da sociedade do conhecimento o outsourcing de software para fora dos USA e da UE, a banalização de diplomas e da investigação científica, o ascendente da economia indiana e chinesa, de cariz fabril, “the world’s shopfloor”, sobre a europeia e a americana e, finalmente, a descredibilização de imateriais como o sistema financeiro e bancário.