{"id":911,"date":"2007-09-12T22:34:34","date_gmt":"2007-09-12T22:34:34","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=911"},"modified":"2007-09-13T01:44:11","modified_gmt":"2007-09-13T01:44:11","slug":"salada-russa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=911","title":{"rendered":"Salada Russa"},"content":{"rendered":"<p>Acabou agora o jogo em que o Escol\u00e1rio vai ser expulso da bola para sempre. Ah <em>granda<\/em> Escol\u00e1rio, um gajo perde, mas d\u00e1 porrada. \u00c9 assim mesmo. Estou contigo.<\/p>\n<p>Vi o jogo sem hist\u00f3ria, enquanto bebia uma bela garrafa de Quinta Vale D. Maria, 2004, tinto, Douro, a acompanhar uns petiscos (muitos) do M\u00e9dio Oriente<a href=\"#medio\"><sup>(1)<\/sup><\/a>. Um vinho simultaneamente doce e \u00e1spero como todos os bons vinhos do Douro. Mas \u00e9 fermentado em cubas de inox e, por isso, provavelmente n\u00e3o volto a beb\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m, daqueles leitores velhinhos, ainda se lembra como \u00e9 que, antes do 25 de Abril, se designava a Salada Russa? Eu lembro-me que n\u00e3o se podia dizer de um louro que era russo (cabelo russo, cabelo louro), ou tinha-se logo a PIDE \u00e0 perna. Mas a salada russa!? Seria uma excep\u00e7\u00e3o, ou tinha um nome do tipo Salada Loura? N\u00e3o \u00e9 que as louras n\u00e3o se comam, mas&#8230;<\/p>\n<p>Ontem, em conversa com a editora-chefe, a quem devo muito respeito (e voc\u00eas leitores, baixem l\u00e1 a carola em sinal de defer\u00eancia), fiz uma descoberta antropol\u00f3gica interessant\u00edsima. Queixava-me eu de por vezes (rar\u00edssimas) ter que fazer trabalho de mulher (guardar comida no frigor\u00edfico).<\/p>\n<p>&#8220;Trabalho de mulher?&#8221; retorquiu a nossa <em>editrice capo<\/em> indignada. E a\u00ed fez-se luz na minha cabe\u00e7a &#8211; talvez luz de fome, que j\u00e1 n\u00e3o comia h\u00e1 10 horas (os grandes iluminados fazem jejum para atingirem o <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Satori\">Satori<\/a>) &#8211; e disse-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Numa empresa nem todos s\u00e3o chefes, nem todos s\u00e3o administrativos, nem todos s\u00e3o porteiros. E o que \u00e9 um casamento sen\u00e3o uma empresa? Porque \u00e9 que se h\u00e3o de dividir as tarefas [na horizontal]? H\u00e1 que aproveitar as melhores capacidades de cada um naquilo que sabem fazer melhor.<\/p>\n<p>P\u00f4r um gajo com facilidade de comunica\u00e7\u00e3o &#8211; um potencial vendedor &#8211; a varrer o ch\u00e3o, \u00e9 dar um tiro no p\u00e9. As\/os feministas man\u00edacas\/os da igualdade s\u00e3o simplesmente gajas\/os est\u00fapidas\/os. S\u00e3o de certeza comunistas (daqueles ferrenhos, com um entreferro no c\u00e9rebro) e nunca v\u00e3o ter sucesso empresarial.<\/p>\n<p>E quem \u00e9 o <a href=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?auth_id=10\">ToxInOx<\/a>?<\/p>\n<p><small><sup><a title=\"medio\" name=\"medio\"><\/a>(1)<\/sup> O M\u00e9dio Oriente, para quem n\u00e3o sabe, \u00e9 uma designa\u00e7\u00e3o militar brit\u00e2nica da 1\u00aa Guerra Mundial, de quando a regi\u00e3o era uma col\u00f3nia brit\u00e2nica. Era uma forma pr\u00e1tica e conveniente de subdividir todo o Oriente em parcelas: aquilo era tudo <em>nosso<\/em> (deles). \u00c9 uma designa\u00e7\u00e3o <em>orientalista<\/em>, que \u00e9 como quem diz, de cariz colonialista. \u00c9 nossa, n\u00e3o \u00e9 deles, nem aceite por eles. Eles, os habitantes daquela regi\u00e3o. Os buchas e outros paspalhos continuam a chamar \u00e0quela regi\u00e3o &#8220;M\u00e9dio Oriente&#8221; e, de cada vez que o fazem, espetam-lhe uma faca nas costas, ou enfiam-lhe um avi\u00e3o por dentro de uma casa. E depois admiram-se.<\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acabou agora o jogo em que o Escol\u00e1rio vai ser expulso da bola para sempre. Ah granda Escol\u00e1rio, um gajo perde, mas d\u00e1 porrada. \u00c9 assim mesmo. Estou contigo. Vi o jogo sem hist\u00f3ria, enquanto bebia uma bela garrafa de Quinta Vale D. Maria, 2004, tinto, Douro, a acompanhar uns petiscos (muitos) do M\u00e9dio Oriente(1). 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