{"id":8278,"date":"2009-05-31T14:00:13","date_gmt":"2009-05-31T14:00:13","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=8278"},"modified":"2009-05-31T15:12:11","modified_gmt":"2009-05-31T15:12:11","slug":"paineis-de-s-vicente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=8278","title":{"rendered":"Pain\u00e9is de S. Vicente"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/c\/c7\/Lagos40_kopie.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/commons\/c\/c7\/Lagos40_kopie.jpg\" class=\"aligncenter\" width=\"393\" height=\"164\" \/><\/a><\/p>\n<p>Fui ontem ao Museu de Arte Antiga, nas Janelas Verdes, observar os <a href=\"http:\/\/paineis.org\/INDICE.htm\">pain\u00e9is de S. Vicente<\/a>. Os inacredit\u00e1veis originais!  <\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pain%C3%A9is_de_S%C3%A3o_Vicente_de_Fora\">UAU! UAU! UAU! &#8230;<\/a><br \/>\nUAU n\u00ba 1) N\u00e3o tem nada a ver com os quadros da \u00e9poca ou posteriores. A t\u00e9cnica, o virtuosismo, s\u00e3o ins\u00f3litos, deslocados, modernos. Os vizinhos retratos de D. Sebasti\u00e3o, e de outras figuras da \u00e9poca, pecam comparativamente por singeleza est\u00e9tica, por insuficiente categoria pict\u00f3rica, por falta de luz e detalhe apurado. De D. Jo\u00e3o I a D. Sebasti\u00e3o, perdeu-se uma t\u00e9cnica \u00fanica, aderiu-se a um c\u00e2none europeu. O resultado foi para esquecer.<\/p>\n<p>UAU n\u00ba 2) As caras. Que caras! S\u00e3o mesmo caras, faces vivas e com personalidades aut\u00eanticas. Que diferen\u00e7a para a constela\u00e7\u00e3o de obras menores que os rodeiam naquela e noutras salas, onde as caras s\u00e3o t\u00e3o apagadas, t\u00e3o sempre iguais umas \u00e0s outras na sua passividade intemporal, dispostas rigidamente pelas tr\u00eas ou quatro express\u00f5es que os artistas cultivavam como suprasumo est\u00e9tico absoluto. <a href=\"http:\/\/dassmld.blogspot.com\/2007\/01\/sabedoria-happy-revista.html\">Um pouco como a actual revista HAPPY que s\u00f3 sabe publicar capas com gajas esquel\u00e9ticas e anor\u00e9ticas.<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/cache03.stormap.sapo.pt\/fotostore01\/fotos\/\/51\/94\/0b\/2542289_AeKb9.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache03.stormap.sapo.pt\/fotostore01\/fotos\/\/51\/94\/0b\/2542289_AeKb9.jpeg\" class=\"alignnone\" width=\"185\" height=\"255\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/paineis.org\/INDICE.htm\">Agoras as caras que est\u00e3o nos pain\u00e9is<\/a>. Aquilo sim, aquilo \u00e9 de gente viva, pr\u00e1tica, sem preocupa\u00e7\u00f5es de redicularias est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>UAU n\u00ba 3) A luz, o brilho, o realismo fotogr\u00e1fico. Quando, ainda nos anos do liceu, encontrei pela primeira vez os pain\u00e9is, apenas as imagens, o que me mais me espantou foi o brilho dos metais, representado de forma t\u00e3o actual e t\u00e3o distante do comum medieval. Na altura, fui particularmente sens\u00edvel a esse detalhe, pois comparava as diferentes solu\u00e7\u00f5es apresentadas pelos diversos autores de banda desenhada. O neorealismo americano de matriz fotogr\u00e1fica era incontorn\u00e1vel. E de repente, ei-lo nuns pain\u00e9is do sec. XV??! S\u00f3 pode ter sido feito com uma camara escura. Tem que ter sido feito com uma camara escura!<\/p>\n<p>O brilho das vestes. <a href=\"http:\/\/paineis.org\/C03a_01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/paineis.org\/C03a_01.jpg\" class=\"alignnone\" width=\"299\" height=\"525\" \/><\/a> A rede, que nunca estaria numa cerim\u00f3nia, foi l\u00e1 colocada depois, e destoa porque \u00e9 posti\u00e7a, \u00e9 um trambolho mal desenhado e pior executado. Agora as vestes, as faces!<\/p>\n<p>O fato da princesa, com cortes laterais como aqueles que hoje s\u00e3o usados pelas strippers er\u00f3ticas. Desculpem, mas que se passava naquela altura??! A Inquisi\u00e7\u00e3o veio estragar muita coisa&#8230;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/paineis.org\/C03b_01.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/paineis.org\/C03b_01.jpg\" class=\"alignnone\" width=\"500\" height=\"715\" \/><\/a><\/p>\n<p>UAU n\u00ba muitos: As espadas, t\u00e3o bem feitas, t\u00e3o realistas, com cabelos no punho!! Verdadeiras <a href=\"http:\/\/bookworms.sapo.pt\/books\/10779\/homens-espadas-e-tomates\">colhoeiras portuguesas<\/a>.<br \/>\n&#8220;As espadas portuguesas tinham na guarda uma protec\u00e7\u00e3o para o dedo indicador, o que lhes permitia colocar o referido dedo \u00e0 frente da guarda, e poder assim puxar e retirar a espada depois da estocada, servindo-se dela tal como se de um espeto se tratasse, e adicionalmente, tal como os outros, como se fosse uma moca, num movimento horizontal ou vertical de grande amplitude. <a href=\"http:\/\/daimondaimon.blogspot.com\/2006\/01\/homens-espadas-e-tomates-de-rainer.html\">Os portugueses tinham que ser ex\u00edmios esgrimistas porque esta utiliza\u00e7\u00e3o da espada obrigava a saber esgrima<\/a>, para posicionar os p\u00e9s na estocada.&#8221;<br \/>\nNada t\u00eam a ver com a espada decorativa que est\u00e1 no retrato de D. Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p>UAU (Uau(uau(&#8230;))): As cores, as faces, os brilhos, os detalhes, a t\u00e9cnica, a mestria.<br \/>\nO que n\u00f3s eramos e no que nos torn\u00e1mos, por n\u00e3o acreditarmos em n\u00f3s pr\u00f3prios, por cedermos ao facilitismo importador.<br \/>\n&#8211; &#8211; &#8211;<br \/>\nEnfim, s\u00f3 vendo.<br \/>\nOutros observadores, outras observa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nOutro leitores, outras leituras. <\/p>\n<p>Mas a obra \u00e9!<\/p>\n<p>&#8211; &#8211; &#8211;<br \/>\nPS:<br \/>\nDigam l\u00e1 se n\u00e3o \u00e9 uma janela com pilastra central que est\u00e1 t\u00e3o fotogr\u00e1ficamente refectida neste capacete:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/paineis.org\/C03d_07.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/paineis.org\/C03d_07.jpg\" class=\"alignleft\" width=\"300\" height=\"450\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fui ontem ao Museu de Arte Antiga, nas Janelas Verdes, observar os pain\u00e9is de S. 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