{"id":773,"date":"2007-07-23T14:28:23","date_gmt":"2007-07-23T14:28:23","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=773"},"modified":"2007-07-23T14:29:50","modified_gmt":"2007-07-23T14:29:50","slug":"crisis-what-crisis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=773","title":{"rendered":"Crisis? What Crisis?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade! Reconhe\u00e7o! At\u00e9 o t\u00edtulo deste <em>post<\/em> vem directamente de um disco dos Supertramp! Estou a passar por uma nova\u00a0crise dos 40!<\/p>\n<p>H\u00e1\u00a0longo tempo que pade\u00e7o desta doen\u00e7a degenerativa!\u00a0O primeira contacto com esta doen\u00e7a\u00a0foi, mais ou menos, aos\u00a016 anos quando come\u00e7ei a ouvir temas do tempo em que ainda andava de gatas (Beatles, Shadows, Creedence Clearwater Revival). Isto tinha sido precedido duma \u00e9poca de audi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica revolucion\u00e1ria da \u00e9poca. Fui logo dado como um caso perdido de deriva direitista no seio familiar, mas enfim, l\u00e1 se habituaram.<\/p>\n<p>Os anos passaram e durante algum tempo a crise n\u00e3o se manifestou\u00a0e comecei a ouvir a m\u00fasica do meu tempo. Tinha\u00a0a mania de ouvir a m\u00fasica mais <em>cool<\/em> (o que quer que isso seja), recente e estranha l\u00e1 da rua.<\/p>\n<p>No entanto\u00a0alguns anos mais tarde\u00a0(Meados dos anos 80)\u00a0tive uma grande reca\u00edda ao ouvir os Steely Dan pela primeira vez. Devia andar\u00a0em meados da minha segunda d\u00e9cada de vida.\u00a0A partir da\u00ed foi sempre\u00a0<em>downhill<\/em>! Esta minha doen\u00e7a agravou-se s\u00e9riamente\u00a0quando come\u00e7ei gostar de\u00a0ouvir coisas do tempo em que ainda n\u00e3o tinha nascido (Elvis Presley, Carl Perkins, Gene Vincent, Buddy Holy, bandas de <em><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Doo_wop\">doo wop<\/a>, Jazz<\/em>) e piorou ainda mais, quando descobri a Motown, fiquei\u00a0irremediavelmente contaminado.<\/p>\n<p>Entretanto reciclei toda a d\u00e9cada de oitenta. Pus de lado, temporariamente,\u00a0as gabardines da \u00e9poca\u00a0(Joy Division, Cure\u00a0e quejandos)\u00a0e abri portas ao Soul, ao Funk, ao Disco (Quincy Jones <em>my friends,<\/em>\u00a0 Chic, Sugar Hill Gang, Barry White e at\u00e9 os Bee Gees e os Abba ganharam um cantinho no meu cora\u00e7\u00e3o), passei a ouvir quase em exclusivo Jazz tocado por gajos que n\u00e3o eram brancos e que n\u00e3o gravavam coisas maradas para a ECM (Miles, Coltrane, Parker, Armstrong, <em>et caetera<\/em>).<\/p>\n<p>Hoje considero padecer de uma esp\u00e9cie de esquizofrenia. Uns dias pr&#8217;\u00f3 futuro (continuo a ouvir o mais recente embora n\u00e3o tenha paci\u00eancia muitas vezes para o estranho e, principalmente,\u00a0para a c\u00f3pia da c\u00f3pia)\u00a0outros pr&#8217;\u00e1s traseiras (Um amor enorme pela reciclagem e at\u00e9 por gajos estranhos que me passaram ao lado).<\/p>\n<p>Considerem-me, no entanto,\u00a0senil se disser que gosto do \u00faltimo disco do Pedro Abrunhosa ou desse tal Mika e internem-me se alguma vez me ouvirem elogiar a Maria Beth\u00e2nia\u00a0(Talvez daqui a uns anos em mais uma conversa de <a href=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=771\">sabado \u00e0 noite<\/a> volte a ter uma epifania.\u00a0 Nessa altura a Raquel j\u00e1 reconhecer\u00e1 que a crise \u00e9 intemporal). Mas podem-me dar Sergio Mendes e Ray Conniff &amp; His Orchestra And Singers todos os dias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 verdade! Reconhe\u00e7o! 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