{"id":6529,"date":"2009-03-30T02:26:03","date_gmt":"2009-03-30T02:26:03","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=6529"},"modified":"2009-03-30T09:54:23","modified_gmt":"2009-03-30T09:54:23","slug":"liberdade-e-bandalheira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=6529","title":{"rendered":"liberdade e bandalheira"},"content":{"rendered":"<p>Entre a liberdade e a bandalheira a fronteira sempre foi dif\u00edcil de definir. De tal forma que em cada f\u00e3 declarado da liberdade sempre se suspeitou um apoiante discreto da bandalheira. Veja-se por exemplo a apologia da liberdade por um ilustre economista, o sr. neves, <a href=\"http:\/\/www.editorialverbo.pt\/default.asp?s=101&#038;ctd=6744\">descrita<\/a> por um dos seus f\u00e3s: <em> \u201cO que mais ressalta nestes artigos (cr\u00f3nicas de Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves publicadas semanalmente no Di\u00e1rio de Not\u00edcias entre Fevereiro de 2005 e Fevereiro de 2007) \u00e9 a recorr\u00eancia de avisos acerca da perda da liberdade. O combate ao aquecimento global, ao crime econ\u00f3mico, ao fumo, \u00e0 sinistralidade rodovi\u00e1ria, \u00e0 evas\u00e3o fiscal e a tantos outros males, sempre promovida pelo longo bra\u00e7o da lei, criaram uma sociedade mais policiada e regulamentada.\u201d<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o foi preciso esperar muito para ver o quanto a liberdade financeira pecava mais por excesso do que por falta. E tamb\u00e9m n\u00e3o foi preciso esperar muito tempo para assistir \u00e0 radicalidade com que os avessos ao escrut\u00ednio estatal se disponibilizaram para obrigar o estado a prestar-lhes <a href=\"http:\/\/dn.sapo.pt\/inicio\/interior.aspx?content_id=1149521\">apoio<\/a>: <em>&#8220;Em momento de crise financeira seria tolice preocupar-se com o equil\u00edbrio das contas. Esta \u00e9 a altura de o Estado se endividar&#8221;<\/em>. Como se n\u00e3o fosse pouco, assiste-se a que a economia, a ci\u00eancia das contas, afinal <a href=\"http:\/\/dn.sapo.pt\/inicio\/interior.aspx?content_id=1137538\">abdica<\/a> das contas, um problema grave de identidade: <em>\u201cQuando a 6 de Outubro passado, no mais fundo do p\u00e2nico, o ministro das Finan\u00e7as garantiu a totalidade dos dep\u00f3sitos portugueses, n\u00e3o interessava indagar dos fundos que o suportavam.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Interessante tamb\u00e9m que, abdicando de fazer contas, ainda assim reclama manter a sua legitimidade cient\u00edfica quando diz: <em>\u201cO deputado Manuel Alegre n\u00e3o ficar\u00e1 zangado se eu disser que, tal como Fernando Pessoa, ele n\u00e3o percebe nada de finan\u00e7as.\u201d<\/em> Presume-se, pois, que o sr. neves percebe de finan\u00e7as, por oposi\u00e7\u00e3o ao sr. manuel. E, no entanto, o sr. neves foi t\u00e3o bom como os melhores economistas a prever publicamente a crise, ou seja, foi muito mau, t\u00e3o mau como qualquer an\u00f3nimo. E esse \u00e9 o motivo pelo qual n\u00e3o se percebe porque delegar a solu\u00e7\u00e3o da crise ou a sua interpreta\u00e7\u00e3o ao sr. neves e companheiros de profiss\u00e3o.<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Q8Tiz6INF7I&#038;hl=pt-br&#038;fs=1\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/Q8Tiz6INF7I&#038;hl=pt-br&#038;fs=1\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre a liberdade e a bandalheira a fronteira sempre foi dif\u00edcil de definir. 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