{"id":6084,"date":"2009-03-06T11:17:03","date_gmt":"2009-03-06T11:17:03","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=6084"},"modified":"2009-03-06T14:15:17","modified_gmt":"2009-03-06T14:15:17","slug":"o-principio-do-utilizador-pagador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=6084","title":{"rendered":"utilizador-pagador"},"content":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio do utilizador-pagador \u00e9 um elemento ret\u00f3rico origin\u00e1rio do discurso ambientalista. Hoje, de uma forma fant\u00e1stica, foi apropriado pelas for\u00e7as contr\u00e1rias aos trabalhadores e cidad\u00e3os. Argumentam os inimigos do povo que o cidad\u00e3o que usa um bem p\u00fablico deve pagar mais do que o que n\u00e3o usa. E por uma quest\u00e3o de justi\u00e7a. A justi\u00e7a \u00e9 um argumento caro aos reaccion\u00e1rios. Sempre com uma preocupa\u00e7\u00e3o por uma justi\u00e7a milim\u00e9trica. N\u00e3o fosse o gajo que contribu\u00edu sem usar ficar prejudicado em 500 paus. Assim se prop\u00f5e que o cidad\u00e3o que paga impostos para um servi\u00e7o o pague novamente quando o utiliza. Ou seja, assim se prop\u00f5e uma dupla tributa\u00e7\u00e3o, disfar\u00e7ada de rigor moral e contabil\u00edstico.<\/p>\n<p>O mesmo princ\u00edpio, curiosamente, n\u00e3o parece estar em vigor quando o cidad\u00e3o n\u00e3o utiliza o servi\u00e7o a que supostamente devia ter acesso. Assim, o contribuinte que pagou impostos para ter uma creche para os filhos n\u00e3o v\u00ea restitu\u00eddo o dinheiro por o estado n\u00e3o lhe disponibilizar qualquer creche. O utente da sa\u00fade n\u00e3o v\u00ea restitu\u00eddo o dinheiro pelos servi\u00e7os que o estado afinal n\u00e3o lhe presta. Ao utente das escolas n\u00e3o \u00e9 restitu\u00eddo o dinheiro por estas n\u00e3o terem o m\u00ednimo de qualidade. Ao utente dos tribunais n\u00e3o \u00e9 restitu\u00eddo o dinheiro por a decis\u00e3o demorar um tempo que a torna inconsequente. N\u00e3o. Nada disso. O princ\u00edpio do utilizador pagador s\u00f3 tem um sentido. Tem o sentido de fazer o cidad\u00e3o pagar duas vezes. Nao tem nunca o sentido de libertar o cidad\u00e3o das presta\u00e7\u00f5es correspondentes aos servi\u00e7os que deviam efectivamente ter sido prestados mas que n\u00e3o o foram.<\/p>\n<p>O principio do n\u00e3o-utilizador n\u00e3o-pagador permanece por inventar. Mesmo quando o n\u00e3o-utilizador o \u00e9 contra a sua vontade pr\u00f3pria. No fundo, \u00e9 o tal principio que nos devia libertar do pagamento das reformas que n\u00e3o vamos ter.<\/p>\n<p><em>P.S.: Como sabem os que me conhecem, n\u00e3o frequento cinemas. Nos \u00faltimos 10 anos s\u00f3 fui uma vez ao cinema. O filme que vi chamava-se Le peuple migrateur. Um belo filme. Aqui v\u00e3o umas imagens.<\/em><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0ExC21YKH58&#038;hl=pt-br&#038;fs=1\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0ExC21YKH58&#038;hl=pt-br&#038;fs=1\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O princ\u00edpio do utilizador-pagador \u00e9 um elemento ret\u00f3rico origin\u00e1rio do discurso ambientalista. Hoje, de uma forma fant\u00e1stica, foi apropriado pelas for\u00e7as contr\u00e1rias aos trabalhadores e cidad\u00e3os. Argumentam os inimigos do povo que o cidad\u00e3o que usa um bem p\u00fablico deve pagar mais do que o que n\u00e3o usa. E por uma quest\u00e3o de justi\u00e7a. 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