{"id":4633,"date":"2008-12-06T02:44:20","date_gmt":"2008-12-06T02:44:20","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=4633"},"modified":"2008-12-06T02:47:30","modified_gmt":"2008-12-06T02:47:30","slug":"dr-ivanoff-sexo-em-tempo-de-crise-financeira-parte-ii","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=4633","title":{"rendered":"Dr. Ivanoff: sexo em tempo de crise financeira (parte II)"},"content":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a segunda das conversas do chornal com o Dr. Ivanoff. O chornal regozija-se com a oportunidade de ter consigo este convidado, um cientista de craveira internacional, uma refer\u00eancia na sua \u00e1rea de conhecimento.O Dr. Ivanoff \u00e9 \u00e9 um perito em antropologia sexual, um dom\u00ednio relativamente desconhecido do p\u00fablico. <\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Dr. Ivanoff, sendo esta a nossa segunda conversa, talvez pud\u00e9ssemos come\u00e7ar por resumir aos leitores um pouco da primeira conversa, Que lhe parece?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Ol\u00e1. Boa noite para si e para os leitores. Acha que se deve fazer um resumo da primeira li\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9? N\u00e3o acha isso um bocado escolar demais? Est\u00e1 bem. Desde que seja voc\u00ea a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Est\u00e1 bem. Ent\u00e3o eu diria que na primeira conversa prometemos ao leitor que \u00edamos falar de sexo e crise financeira mas acab\u00e1mos a falar de outras coisas, como sempre. Lembro-me da nossa tentativa de definir o dom\u00ednio da antropologia sexual. Lembro-me tamb\u00e9m das suas reservas relativamente \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de problemas e, lembro-me, por fim, que terminou falando da import\u00e2ncia de seguir o instrumento.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Acho que esteve atento na li\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 aprovado.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Ent\u00e3o por onde come\u00e7amos hoje, Dr. Ivanoff? Que tal come\u00e7armos pelo fim da \u00faltima sess\u00e3o? N\u00e3o lhe parece um pouco radical essa afirma\u00e7\u00e3o de seguir o instrumento? Est\u00e1-se a falar do instrumento sexual. Recomenda mesmo que se siga o instrumento a todo o custo?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Eu disse isso?<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Acho que sim. Pelo menos foi a ideia com que fiquei.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>A ideia com que queria ficar. \u00c9 mais o que me parece.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Pe\u00e7o desculpa (risos). Ent\u00e3o esclare\u00e7a-me l\u00e1. Volto ent\u00e3o a fazer a pergunta. Acha mesmo que se deve seguir o instrumento a todo o custo?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Acho que h\u00e1 que ter respeito pelas indica\u00e7\u00f5es que d\u00e1. Muito respeito. Como diz o povo, o respeito \u00e9 muito bonito. N\u00e3o lhe estou a dizer para o fazer a todo o custo. Isso seria uma patetice. Existem demasiadas situa\u00e7\u00f5es em que fazer o que o instrumento manda traz mais problemas do que o razo\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>N\u00e3o o reconhe\u00e7o. Agora o Dr. Ivanoff parece-me estranhamente moderado. Diga-me l\u00e1: teve alguma m\u00e1 experi\u00eancia recentemente? (risos)<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Ah!Ah! Ent\u00e3o agora \u00e9 voc\u00ea o terap\u00eauta? Ainda tem muito que aprender. Isso n\u00e3o se faz assim. V\u00e1 l\u00e1 para a escola que s\u00f3 lhe faz \u00e9 bem. Ainda tem muitas papas que comer.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Pronto. J\u00e1 percebi Volto humildemente para o meu lugar de aprendiz. Continue l\u00e1, doutor.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Est\u00e1 melhor. Baixe l\u00e1 a bola que s\u00f3 lhe faz bem&#8230;<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>N\u00e3o bata mais. J\u00e1 chega, doutor. Pronto, estiquei-me. J\u00e1 lhe aconteceu certamente.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Voltemos ent\u00e3o ao fundamental \u00c9 certo que seguir o instrumento traz problemas. N\u00e3o o seguir tamb\u00e9m os traz. Para lhe chamar a aten\u00e7\u00e3o para os problemas de n\u00e3o seguir o instrumento estou c\u00e1 eu. Para lhe chamar a aten\u00e7\u00e3o para os problemas de seguir o instrumento est\u00e1 c\u00e1 todo o resto da sociedade, a escola, a sua educa\u00e7\u00e3o, tudo o resto.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>\u00c9 por isso que n\u00e3o se preocupa com os problemas que decorrem de seguir o instrumento.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Exactamente. N\u00e3o me preocupo em falar desses problemas. Para isso est\u00e3o c\u00e1 outros. Tenho uma no\u00e7\u00e3o muito exacta do meu papel. \u00c9 um papel que tenho por bem definido.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Referiu o resto da sociedade, a escola, a sua educa\u00e7\u00e3o, tudo o resto. S\u00e3o os seus inimigos? (risos)<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Alguns deles. Existem outros. O vizinho do lado que tem um c\u00e3o que n\u00e3o se farta de ladrar, o s\u00f3crates, o pol\u00edcia que quer que eu ande com os documentos, a direc\u00e7\u00e3o geral dos impostos, o despertador. Essa merda toda. Desculpe. Agora fui eu que me excedi.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>J\u00e1 vi que sim. Voltemos ent\u00e3o ao fundamental, como disse. Voltemos \u00e0s tais for\u00e7as que desconsidera: a sociedade, a escola, a educa\u00e7\u00e3o, etc. Esqueci-me de alguma?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Muitas. N\u00e3o mencionou a religi\u00e3o por exemplo. E a religi\u00e3o \u00e9 uma das maiores.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>O que \u00e9 que tem contra a religi\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>A religi\u00e3o \u00e9 um fen\u00f3mento complexo. Prefiro n\u00e3o falar da religi\u00e3o. Ali\u00e1s, n\u00e3o existe uma religi\u00e3o, mas religi\u00f5es, tantas como as pessoas que as t\u00eam, porque uma religi\u00e3o nunca \u00e9 igual quando passa de umas pessoas a outras. N\u00e3o gosto muito de falar da religi\u00e3o que as pessoas t\u00eam. Tenho um certo respeito por essa. Gosto mais de falar da religi\u00e3o que as pessoas pensam que t\u00eam.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Pensam que t\u00eam? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Sim. Dou-lhe um exemplo. Alg\u00faem pensa que a monogamia \u00e9 que est\u00e1 bem porque lhe ensinaram isso na sua religi\u00e3o. E \u00e9 mentira. A religi\u00e3o desse algu\u00e9m \u00e9 polig\u00e2mica e ele n\u00e3o sabe. Como \u00e9 que isso se passa? Sei l\u00e1. Sei \u00e9 que na B\u00edblia os indiv\u00edduos polig\u00e2micos eram vistos como pessoas de bem. N\u00e3o eram discriminados, como se diz hoje, por causa disso. E o mundo d\u00e1 muitas voltas e, n\u00e3o sei como &#8211; ou antes, sei \u2013 as pessoas d\u00e3o hoje consigo perante um discurso religioso que ostraciza a poligamia.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Sei que faz da poligamia um cavalo de batalha.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>N\u00e3o diria tanto. Estas coisas n\u00e3o se resolvem com batalhas. Mas \u00e9 verdade que me escandaliza um bocado a maneira como se hostiliza a poligamia. \u00c9 uma manifesta\u00e7\u00e3o de ignor\u00e2ncia fundamental: uma ignor\u00e2ncia hist\u00f3rica, sociol\u00f3gica e sobretudo antropol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Humm. Acho que a poligamia dava um bom tema para a pr\u00f3xima sess\u00e3o. Estou a dizer isto porque est\u00e1 na hora de terminarmos por hoje e me parece que o tema tem muito mais para dar. Podemos ter a poligamia como tema para a pr\u00f3xima sess\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Claro que sim. Vamos a isso. Eh!Eh! N\u00e3o vamos deixar pedra sobre pedra&#8230;.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Ent\u00e3o boa-noite Dr. Ivanoff. At\u00e9 breve.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff: <\/strong>Ent\u00e3o boa-noite e at\u00e9 breve tamb\u00e9m. Sigam o instrumento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 a segunda das conversas do chornal com o Dr. Ivanoff. 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