{"id":3856,"date":"2008-10-31T13:20:57","date_gmt":"2008-10-31T13:20:57","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=3856"},"modified":"2008-10-31T13:20:57","modified_gmt":"2008-10-31T13:20:57","slug":"mario-crespo-agosto-2008-mas-continuamos-a-imaginar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=3856","title":{"rendered":"m\u00e1rio crespo, agosto 2008&#8230; mas continuamos a imaginar"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"x-large;\"><span style=\"black;\">Imaginem<\/span><\/span><\/strong><span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\"> <\/span><\/span><\/span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\"><br \/>\n<\/span><\/span><strong><span style=\"medium;\"><\/span><\/strong><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que todos os gestores p\u00fablicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e pr\u00e9mios em dez por cento. Imaginem que decidiam fazer isso independentemente dos resultados. Se os resultados fossem bons as redu\u00e7\u00f5es contribu\u00edam para a produtividade. Se fossem maus ajudavam em muito na recupera\u00e7\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que os gestores p\u00fablicos optavam por carros dez por cento mais baratos e que reduziam as suas dota\u00e7\u00f5es de combust\u00edvel<\/span><\/span><span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\"> <\/span><\/span><\/span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\">em dez por cento.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que as suas despesas de representa\u00e7\u00e3o diminu\u00edam dez por cento tamb\u00e9m. Que retiravam dez por cento ao que debitam regularmente nos cart\u00f5es de cr\u00e9dito das empresas. Imaginem ainda que os carros pagos pelo Estado para fun\u00e7\u00f5es do Estado tinham ESTADO escrito na porta. Imaginem que s\u00f3 eram usados <\/span><\/span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\">em fun\u00e7\u00f5es do Estado.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que dispensavam dez por cento dos assessores e consultores e passavam a utilizar a prata da casa para o servi\u00e7o p\u00fablico. Imaginem que gastavam <span>dez por cento<\/span> <span>menos<\/span> em pacotes de rescis\u00e3o para quem trabalha e n\u00e3o se quer reformar. Imaginem que os gestores p\u00fablicos do passado, que s\u00e3o os pensionistas milion\u00e1rios do presente, se inspiravam nisto e aceitavam uma redu\u00e7\u00e3o de dez por cento nas suas pens\u00f5es. Em todas as suas pens\u00f5es. Eles acumulam v\u00e1rias. N\u00e3o era nada de muito dram\u00e1tico. Ainda ficavam, todos, muito acima dos mil contos por m\u00eas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que o faziam, por \u00e9tica ou por vergonha. Imaginem que o faziam por consci\u00eancia. Imaginem o efeito que isto teria no d\u00e9fice das contas p\u00fablicas. Imaginem os postos de trabalho que se mantinham e os que se criavam. Imaginem os lugares a aumentar nas faculdades, nas escolas, nas creches e nos lares. Imaginem este dinheiro a ser usado em tribunais para reduzir dez por cento o tempo de espera por uma senten\u00e7a. Ou no posto de sa\u00fade para esperarmos menos dez por cento do tempo por uma consulta ou por uma opera\u00e7\u00e3o \u00e0s cataratas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem rem\u00e9dios dez por cento mais baratos. Imaginem dentistas inclu\u00eddos no servi\u00e7o nacional de sa\u00fade. Imaginem a seguran\u00e7a que os munic\u00edpios podiam comprar com esses dinheiros. Imaginem uma Pol\u00edcia dez por cento mais bem paga, dez por cento mais bem equipada e mais motivada. Imaginem as pens\u00f5es que se podiam actualizar. Imaginem todo esse dinheiro bem gerido. Imaginem IRC, IRS e IVA a descerem dez por cento tamb\u00e9m e a economia a soltar-se \u00e0 velocidade de mais dez por cento em f\u00e1bricas, lojas, ateliers, teatros, cinemas, est\u00fadios, caf\u00e9s, restaurantes e jardins.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"blue;\">Imaginem que o in\u00e9dito acto de gest\u00e3o de Fernando Pinto, da TAP, de baixar dez por cento as remunera\u00e7\u00f5es do seu Conselho de Administra\u00e7\u00e3o nesta altura de crise na TAP, no pa\u00eds e no Mundo \u00e9 seguido pelas outras setenta e sete empresas p\u00fablicas em Portugal. Imaginem que a hist\u00f3rica decis\u00e3o de Fernando Pinto de reduzir em dez por cento os pr\u00e9mios de gest\u00e3o, independentemente dos resultados serem bons ou maus, \u00e9 seguida pelas outras empresas p\u00fablicas.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">Imaginem que \u00e9 seguida por aquelas que distribuem pr\u00e9mios quando d\u00e3o preju\u00edzo.<br \/>\nImaginem que pa\u00eds<\/span><\/span><span><span style=\"#000080;\"><span style=\"navy;\"> <\/span><\/span><\/span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\">pod\u00edamos ser se o fiz\u00e9ssemos<\/span><\/span><span style=\"small;\"><span style=\"black;\">.<br \/>\nImaginem que pa\u00eds<\/span><\/span><span><span style=\"#000080;\"><span style=\"navy;\"> <\/span><\/span><\/span><span style=\"#000000;\"><span style=\"black;\">seremos se n\u00e3o o fizermos<\/span><\/span><span style=\"x-small;\"><span style=\"black;\">.<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imaginem Imaginem que todos os gestores p\u00fablicos das setenta e sete empresas do Estado decidiam voluntariamente baixar os seus vencimentos e pr\u00e9mios em dez por cento. 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