{"id":23390,"date":"2018-01-24T15:46:55","date_gmt":"2018-01-24T15:46:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=23390"},"modified":"2018-01-24T18:56:44","modified_gmt":"2018-01-24T18:56:44","slug":"nao-te-encontres-com-amigos-da-net","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=23390","title":{"rendered":"N\u00e3o te encontres com amigos da net&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;O meu pai sempre me disse: n\u00e3o te encontres com amigos da net@&#8221;, foi o que me respondeu,um dia, um blogger, dos mais antigos do mundo, que vivia num pr\u00e9dio em frente, quando o convidei para beber um copo em Cacilhas.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, 3 dos 4 bloggers mais antigos de Portugal viviam em Cacilhas (margem sul, a verdadeira Margem Sul), num raio de 50 metros. A outra &#8211; uma mi\u00fada do outro mundo &#8211; era (e \u00e9!) portuense (volta a escrever, por favor).<\/p>\n<p>Passados muitos anos, a rede tornou-se mais democr\u00e1tica e as redes de amigos vieram matar os blogs. Mas a quest\u00e3o mant\u00e9m-se: ser\u00e1 seguro conhecer pessoalmente os amigos virtuais?<\/p>\n<p>Bem&#8230; o puto que me respondeu com a frase acima que me desculpe, mas \u00e9 um parvo. Cruz\u00e1mo-nos v\u00e1rias vezes na rua, eu, ele e a mulher dele (tamb\u00e9m uma blogger do top 10), que moravam a menos 50 metros de mim, e nunca lhes dirigi a palavra, por respeito \u00e0 resposta que me deu quando o convidei&#8230;<\/p>\n<p>Recentemnte, nas redes que mataram os blogs, conheci gente nova, gente virtual, ou talvez n\u00e3o, e depois? Qual \u00e9 o mal?<\/p>\n<p>A Andreia encontrei-a, por acaso na Rua das Portas de Santo Ant\u00e3o, depois do concerto surpresa do Prince no Coliseu, onde fui com a minha filha mais velha. Estava sentado numa pizzaria com o Nuno, mais a Maria Jo\u00e3o, e a J\u00falia, e vi-a passar para baixo&#8230; Quis cham\u00e1-la, mas n\u00e3o me lembrei do nome&#8230; Que desespero. Ela era igual \u00e0s fotos que publicava na net@, fotos fant\u00e1sticas, feitas por uma amiga dela que se foi h\u00e1 pouco, e que captavam a realidade dela t\u00e3o fidedignamente, que n\u00e3o deixavam d\u00favidas. Era mesmo a&#8230; &#8220;Andreia&#8221;, gritei, eu. Ela olhou espantada, porque n\u00e3o me conhecia pessoalmente, nem identificava a minha voz, mas eu percebi e completei: &#8220;ainda h\u00e1 uns dias fal\u00e1mos na net@ sobre a Seguran\u00e7a Social&#8221;. A Andreia sentou-se na nossa mesa e fic\u00e1mos ali a falar do excelente e surpreendente concerto do Prince. Encontr\u00e1mo-nos, novamente, mais tarde, por acaso, em Cacilhas, e, uns meses depois, na Ria Formosa. Curioso.<\/p>\n<p>A Fernanda, m\u00e3e do pai da irm\u00e3 de um colega da minha filha mais nova, tamb\u00e9m \u00e9 apenas um conhecimento et\u00e9reo. Quando fiz 50 anos, quis convid\u00e1-la para a festa, mas tive vergonha e n\u00e3o o fiz. Eu iria busc\u00e1-la a casa dela, se fosse necess\u00e1rio. \u00c9 uma escritora excelente, j\u00e1 podia ter publicado os escritos que produz, maioritariamente ap\u00f3s a meia-noite&#8230; J\u00e1 a desafiei a ver quem publicava o pr\u00f3ximo livro mais cedo: eu ou ela&#8230; Mas n\u00e3o sei qual de n\u00f3s os dois vai perder. Tor\u00e7o para que ganhemos ambos.<\/p>\n<p>A Alexandra \u00e9 uma m\u00e3e carinhosa, e uma ativista furiosa, da minha idade, que nunca encontrei, mas com quem j\u00e1 combinei beber um caf\u00e9 quando retomar a minha caminhada de norte a sul de Portugal, que quero terminar na pr\u00f3xima P\u00e1scoa. Vou fazer um desvio propositado para cumprir o combinado. Respondi-lhe, uma vez a uma not\u00edcia sobre piropos, a pensar que estava a falar com a minha prima Ana, e estive 4 dias a levar tareia de algu\u00e9m que precisa de bater em algu\u00e9m&#8230; Bem, pelo menos foi isso que eu senti.<\/p>\n<p>A Clara foi e \u00e9 uma surpresa constante. Mora a 300 km de mim, e j\u00e1 passei l\u00e1 perto, nas minhas andan\u00e7as a p\u00e9 pelo pa\u00eds. Talvez nos cruzemos um dia destes. Mas tenho gostado imenso das hist\u00f3rias que leio, das preocupa\u00e7\u00f5es, dos desafabos, dos sonhos&#8230; e tudo isto de uma genuinidade \u00edmpar, assim o sinto.<\/p>\n<p>Quando voltar a ver o autor da frase l\u00e1 de cima, vou esbofete\u00e1-lo para me sentir ressarcido do que perdi. E a\u00ed ele vai poder dizer: &#8220;o meu pai bem me tinha dito que n\u00e3o me devia encontrar com tipos conhecidos na net@&#8221;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br \/>\nRefer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GaBYniSE60s\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XGJbHR9Yi5Y\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/W8r-tXRLazs\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O meu pai sempre me disse: n\u00e3o te encontres com amigos da net@&#8221;, foi o que me respondeu,um dia, um blogger, dos mais antigos do mundo, que vivia num pr\u00e9dio em frente, quando o convidei para beber um copo em Cacilhas. 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