{"id":22591,"date":"2015-11-29T10:56:55","date_gmt":"2015-11-29T10:56:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=22591"},"modified":"2015-11-29T10:58:15","modified_gmt":"2015-11-29T10:58:15","slug":"perder-os-tres-e-os-quatro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=22591","title":{"rendered":"Perder os tr\u00eas&#8230; e os quatro"},"content":{"rendered":"<p>PERDER OS TR\u00caS VINT\u00c9NS<br \/>\nOu, abreviadamente, PERDER OS TR\u00caS.<\/p>\n<p>\u00c9 a express\u00e3o popular que refere a jovem que acaba de perder a virgindade.<br \/>\nAntigamente a maioria dos casamentos, era resultado de arranjos familiares. Isto inclu\u00eda todas as classes sociais. Havia pontos importantes a discutir, tais como o dote e a boa conduta da noiva j\u00e1 que muitas vezes era uma total desconhecida. Era ent\u00e3o necess\u00e1rio incluir um \u201cAtestado de bom comportamento\u201d passado por uma autoridade local. Estes atestados existiram at\u00e9 ao 25 de Abril de 1974 e conhe\u00e7o pessoalmente casos a quem o Presidente da Junta de Freguesia o passou para poderem casar.<\/p>\n<p>Se a autoridade que passava o atestado tivesse d\u00favidas podia pedir uma certid\u00e3o de virgindade. \u00c9 aqui que entra a moedinha. A certid\u00e3o era passada pela parteira da terra e, para isso, tinha de fazer um teste de virgindade. O teste consistia em colocar sobre o h\u00edmen da jovem uma moeda de tr\u00eas vint\u00e9ns. Se a moeda passasse para dentro a jovem \u201cchumbava\u201d no teste. Os tr\u00eas vint\u00e9ns eram tamb\u00e9m o pagamento da parteira que ent\u00e3o passava o \u201cAtestado de Virgindade\u201d.<\/p>\n<p>Chegaram alguns aos nossos dias e por vezes s\u00e3o aned\u00f3ticos, como \u00e9 o caso do que est\u00e1 no Arquivo Distrital de Viseu sem data, mas que se cr\u00ea ser do in\u00edcio do s\u00e9c. XIX, e que reza:<\/p>\n<p><em>Eu, B\u00e1rbara Em\u00edlia, parteira que sou de Coira, atesto e certufico pula minha onra, que Maria de Jesus tem as partes fudengas tal e qual como nasceu, insceto umas pequenas noidas negras junto dos montes da crica, que a n\u00e3o serem de nascen\u00e7a, ser\u00e3o porvenientes de marradas de pissa.<\/em><\/p>\n<p>Era habitual, sobretudo no Norte de Portugal as m\u00e3es ofereceram \u00e0 filhas adolescentes uma moeda de tr\u00eas vint\u00e9ns suspensa de um fio, com a recomenda\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de que a deviam guardar e nunca mostrar at\u00e9 \u00e0 noite do casamento.<br \/>\nEsta tradi\u00e7\u00e3o aparece em quadras e autos antigos.<\/p>\n<p>(texto sacado da <a href=\"http:\/\/www.numismatas.com\/phpBB3\/viewtopic.php?t=15918\">net@<\/a>)<\/p>\n<p>E agora o meu contributo.<\/p>\n<p>Uma amiga minha de juventude, amiga de h\u00e1 uns trinta e tal anos, apareceu ontem na esplanada com uma conversa inovadora: j\u00e1 h\u00e1 muito que tinha perdido os tr\u00eas, mas agora perdeu os quatro. E continuou: &#8220;Eu antes tinha dois buracos, mas agora, aqui com o meu preto, tenho tr\u00eas buracos. Sim, eu tenho tr\u00eas buracos.&#8221; E n\u00e3o se calava. At\u00e9 que o &#8220;preto dela&#8221;, aparentemente ligeiramente incomodado, pediu-lhe para fechar a matraca&#8230; \ud83d\ude42<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>PERDER OS TR\u00caS VINT\u00c9NS Ou, abreviadamente, PERDER OS TR\u00caS. \u00c9 a express\u00e3o popular que refere a jovem que acaba de perder a virgindade. Antigamente a maioria dos casamentos, era resultado de arranjos familiares. Isto inclu\u00eda todas as classes sociais. 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