{"id":2239,"date":"2008-07-03T13:31:42","date_gmt":"2008-07-03T13:31:42","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=2239"},"modified":"2008-07-03T13:31:42","modified_gmt":"2008-07-03T13:31:42","slug":"saiu-me-bem","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=2239","title":{"rendered":"Saiu-me bem"},"content":{"rendered":"<p>Elogio em escrita pr\u00f3pria vale o que vale. Vamos ver o que acham:<br \/>\n<strong>S\u00edmbolos<\/strong><br \/>\nAo cartesiano \u201cPenso, logo existo\u201d contraponho o \u201cPercepciono, logo existo\u201d. Para existir um s\u00edmbolo \u00e9 necess\u00e1rio existir pelo menos um sistema cognitivo que o reconhe\u00e7a. A pergunta \u201cO que \u00e9 um s\u00edmbolo?\u201d tem como reposta \u201cO Natal \u00e9 quando um homem quiser\u201d. Significa isto que sem sistema cognitivo que os apreenda, n\u00e3o existem s\u00edmbolos. Os s\u00edmbolos s\u00e3o criados pela cogni\u00e7\u00e3o. O real concreto e particular, f\u00edsico, externo \u00e0 cogni\u00e7\u00e3o, indiferente \u00e0 cogni\u00e7\u00e3o, pode ser ou n\u00e3o s\u00edmbolo. Tudo depende de como \u00e9 percepcionado.<br \/>\n<strong>Limites da cogni\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA realidade \u00e9 ilus\u00e3o. No fundo, no fundo, ningu\u00e9m sabe como \u00e9 a realidade A realidade \u00e9 como \u00e9, e n\u00e3o como n\u00f3s julgamos que ela \u00e9. A nossa cogni\u00e7\u00e3o constr\u00f3i modelos da realidade, aproxima\u00e7\u00f5es da realidade. Uma analogia poss\u00edvel ser\u00e1 aquela que envolve os mapas. Nenhum mapa das estradas pode representar com toda a fidelidade a rede vi\u00e1ria. Existem sempre aproxima\u00e7\u00f5es, resumos, detalhes ignorados. Sen\u00e3o, se tudo, tudo, mas mesmo tudo l\u00e1 estivesse, o mapa teria de ser a pr\u00f3pria estrada. A representa\u00e7\u00e3o mais completa de qualquer objecto \u00e9 o pr\u00f3prio objecto. A fun\u00e7\u00e3o do mapa \u00e9 permitir lidar com as informa\u00e7\u00f5es convenientes, evitando as outras. Um modelo \u00e9 \u00fatil enquanto redutor de uma complexidade. A nossa cogni\u00e7\u00e3o do que \u00e9 a realidade n\u00e3o passa de um modelo da dita cuja.<br \/>\n<strong>Do contradit\u00f3rio deduz-se o que se quiser<\/strong><br \/>\nIrreconcili\u00e1veis, antag\u00f3nicos, indecid\u00edveis s\u00e3o os conceitos estruturantes. S\u00e3o os fot\u00f5es part\u00edculas ou ondas? O espa\u00e7o \u00e9 cont\u00ednuo ou discreto? Ess\u00eancia ou apar\u00eancia? Eterno ou ef\u00e9mero? Os conceitos mais amplos, mais estruturantes, t\u00eam de emergir como antagonismos t\u00e3o irreconcili\u00e1veis quanto indecid\u00edveis. Pois s\u00e3o eles as fronteiras \u00faltimas do alcan\u00e7\u00e1vel pela raz\u00e3o. Para l\u00e1 deles reside o mist\u00e9rio do icognisc\u00edvel. E assim se alcan\u00e7am as fronteiras, g\u00e9lidos ermos solit\u00e1rios onde termina a alma humana e se pressentem os abismos agrestes do v\u00e1cuo misterioso, f\u00e9rtil e pranho de enigmas, futuros e transcendentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elogio em escrita pr\u00f3pria vale o que vale. Vamos ver o que acham: S\u00edmbolos Ao cartesiano \u201cPenso, logo existo\u201d contraponho o \u201cPercepciono, logo existo\u201d. Para existir um s\u00edmbolo \u00e9 necess\u00e1rio existir pelo menos um sistema cognitivo que o reconhe\u00e7a. A pergunta \u201cO que \u00e9 um s\u00edmbolo?\u201d tem como reposta \u201cO Natal \u00e9 quando um homem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2239"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2239\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}