{"id":21738,"date":"2014-10-11T14:31:24","date_gmt":"2014-10-11T14:31:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=21738"},"modified":"2014-11-19T17:06:10","modified_gmt":"2014-11-19T17:06:10","slug":"vinhos-do-outono","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=21738","title":{"rendered":"Vinhos do outono"},"content":{"rendered":"<p>Entrou o 5 de outubro e ningu\u00e9m disse nada. Depois, no dia 6, jantei leit\u00e3o assado e acompanhei com uns copos. A saber:<\/p>\n<p>Lacrau, Douro tinto 2012, 13,5% de \u00e1lcool, vinhas velhas, 4013 garrafas, 127 magnuns. Uma das melhores pomadas da temporada. Acre, doce q.b, e adstringente o suficiente para desfazer pratos pesados.<\/p>\n<p>Migas, Alentejo tinto 2011, 13% de \u00e1lcool, Trincadeira, Aragonez, Touriga Nacional e Syrah. Doce, um pouco adstringente, fraco em acidez. Um alentejano honesto. Bebe-se bem a acompanhar pratos simples.<\/p>\n<p>Encostas do Tua, Douro tinto 2010, 13% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, 10 meses em carvalho franc\u00eas. Acre e doce qb, com um toque de acidez. Um standard do Douto.<\/p>\n<p>Quinta da Garrida, D\u00e3o tinto 2011, 13,5% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen, com est\u00e1gio de 12 meses em carvalho franc\u00eas e russo. Mais um um excelente vinho DO d\u00c3O, a fugir aos travos mais doces da regi\u00e3o, bem envelhecido: um sabor acre, com o doce bem cortado pela acidez, meio encorpado. Gostei imenso.<\/p>\n<p>Pedra Cavada, Douro tinto 2012 Reserva, 13,5% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, carvalho franc\u00eas. Um vinho macio, encorpado, com alguma complexidade de sabores: do doce ao adstringente, com uma passagem pelo \u00e1cido.<\/p>\n<p>Pedra Cavada, Douro tinto 2012, 13% de \u00e1lcool, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. N\u00e3o t\u00e3o complexo como o Reserva, mas ainda assim, um dos melhores vinhos que bebi nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n<p>Audaz, Alentejo tinto 2013, 14% de \u00e1lcool, Aragonez, Trincadeira e Alfrocheiro. <a href=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=21131\">Continua um vinho surpreendente<\/a>. Mais acre e adstringente do que doce, contrariamente ao que \u00e9 usual nos alentejanos novos com tanto \u00e1lcool. Como estes tipos o fazem n\u00e3o sei, mas por isso mesmo \u00e9 um vinho para ter sempre na mesa da refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Menan\u00e7os, Mon\u00e7\u00e3o e Melga\u00e7o branco 2012, 12% de \u00e1lcco, Alvarinho e Trajadura. Um branco doce quase a lembrar aqueles vinhos h\u00fangaros feitos com passas e bolor. Bela pinga.<\/p>\n<p>Cardeal, D\u00e3o tinto 2012, 13% de \u00e1lcool, Tinta Roriz (60%), Alfrocheiro (30%) e Touriga Nacional (10%). Um sabor doce e redondo, sem o toque enjoativo t\u00edpico dos vinhos do D\u00e3o. Continua fant\u00e1stico com o passar dos anos.<\/p>\n<p>Castelo da Lapa, Set\u00fabal tinto [2012], 13,5% de \u00e1lcool. Acre como \u00e9 usual nos vinhos da regi\u00e3o, mas tamb\u00e9m um pouco doce e \u00e1cido, o que ajuda a compor o ramalhete para um vinho que permite acompanhar pratos fortes de outono.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrou o 5 de outubro e ningu\u00e9m disse nada. Depois, no dia 6, jantei leit\u00e3o assado e acompanhei com uns copos. A saber: Lacrau, Douro tinto 2012, 13,5% de \u00e1lcool, vinhas velhas, 4013 garrafas, 127 magnuns. Uma das melhores pomadas da temporada. Acre, doce q.b, e adstringente o suficiente para desfazer pratos pesados. 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