{"id":15682,"date":"2011-01-28T12:09:44","date_gmt":"2011-01-28T12:09:44","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=15682"},"modified":"2011-01-28T13:07:21","modified_gmt":"2011-01-28T13:07:21","slug":"poligamia-4","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=15682","title":{"rendered":"poligamia 4"},"content":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 mais uma das conversas do chornal com o Dr. Ivanoff. O chornal regozija-se com a oportunidade de ter consigo este convidado, um cientista de craveira internacional, uma refer\u00eancia na sua \u00e1rea de conhecimento.O Dr. Ivanoff \u00e9 um perito em antropologia sexual, um dom\u00ednio relativamente desconhecido do p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>A poligamia est\u00e1 de volta. Uma certeza, para o Dr. Ivanoff. Terminou assim a nossa \u00faltima conversa. Falou, ainda que vagamente, dos porqu\u00eas e das fun\u00e7\u00f5es da poligamia. Quer dar seguimento ao seu racioc\u00ednio?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> A poligamia est\u00e1 de volta porque \u00e9 um sistema superior. Porque a monogamia n\u00e3o d\u00e1 resposta \u00e0s necessidades humanas. Porque n\u00e3o d\u00e1 resposta \u00e0s necessidades da fam\u00edlia face \u00e0 adversidade envolvente. Est\u00e1 de volta porque est\u00e1 a\u00ed uma crise que vai deixar \u00e0 vista todas as fragilidades da monogamia.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Prossiga, Dr.<\/p>\n<p><strong> Dr. Ivanoff:<\/strong> O casal monog\u00e2mico est\u00e1 metido num sarilho. Quer ter tempo para os filhos, mas n\u00e3o tem. Quer ter tempo para si, mas n\u00e3o tem. Quer ter rendimentos que lhe permitam viver confortavelmente, mas n\u00e3o tem. Quer ser capaz de lidar com o risco do desemprego de um deles, mas n\u00e3o consegue. <\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>\u00c9 verdade. <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Neste momento, voc\u00ea tem fam\u00edlias que vivem bem, mas que se um deles perder o emprego ficam \u00e0 toa.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>\u00c9 verdade. <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> E \u00e9 a\u00ed que entra a poligamia. A monogamia n\u00e3o d\u00e1 resposta a problemas para os quais a poligamia tem respostas \u00f3bvias, evidentes, diria at\u00e9, f\u00e1ceis. Aquilo que para a monogamia \u00e9 uma cat\u00e1strofe \u00e9, no contexto de uma fam\u00edlia polig\u00e2mica, um pequeno contratempo sem import\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Como? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Voc\u00ea tem um casal monog\u00e2mico. O marido ou a mulher perde o emprego. Ficam aflitos com as contas para pagar que continuam a ser as mesmas. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o complicada. A casa e o carro t\u00eam que continuar a ser pagos e as pessoas n\u00e3o t\u00eam como. Abandon\u00e1mos a agricultura e as pessoas n\u00e3o podem ir resolver o assunto plantando mais umas coisas na horta. <\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> \u00c9 verdade. A vida hoje \u00e9 diferente daquilo que era h\u00e1 uns anos. <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> E agora mais diferente. Agora, est\u00e1 a\u00ed uma crise para p\u00f4r a nu as fragilidades de todo um modelo que and\u00e1mos a construir em tempos de fartura e de conforto. E \u00e9 essa crise que, a curto prazo, vai levar as pessoas de volta \u00e0 poligamia.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>A curto prazo, Dr.? N\u00e3o acha que est\u00e1 a exagerar? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> De forma nenhuma. Os seres humanos s\u00e3o inteligentes e adaptam-se rapidamente se acharem que o precisam de fazer. Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, a poligamia faz parte da natureza humana, pelo que o processo poder\u00e1 ser muito mais r\u00e1pido do que o esperado e, sobretudo, menos complicado.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Acha portanto que estamos inseridos numa din\u00e2mica social que vai trazer de volta a poligamia substituindo a monogamia.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> N\u00e3o \u00e9 de uma substitui\u00e7\u00e3o que se trata. Provavelmente, v\u00e3o coexistir. Como sempre coexistiram, em maior ou menor grau. A pr\u00f3pria sociedade monog\u00e2mica sempre defendeu o seu equil\u00edbrio recorrendo a elementos t\u00edpicos da poligamia.<\/p>\n<p><strong>Chornal<\/strong>: Podia explicar-se, melhor?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> At\u00e9 que a morte vos separe. Sim, mas isso \u00e9 insustent\u00e1vel. Quando as pessoas n\u00e3o querem, n\u00e3o querem mesmo. A\u00ed surge o div\u00f3rcio. Uma nova mulher, uma nova fam\u00edlia. Na verdade, muitas vezes, duas fam\u00edlias. A sociedade exige que o homem mantenha a protec\u00e7\u00e3o dos filhos da fam\u00edlia anterior. O homem tem que sustentar, ou contribuir para o sustento, de duas fam\u00edlias, de duas mulheres. As pessoas permanecem ligadas por uma rede de obriga\u00e7\u00f5es e afectos.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Mais de obriga\u00e7\u00f5es do que de afectos.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Errado. Para que as coisas corram bem, na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, os afectos t\u00eam que estar l\u00e1. Sen\u00e3o os mesmos afectos, pelo menos alguma forma de afecto, de estima, de considera\u00e7\u00e3o, ou do que lhe queira chamar, tem que estar presente.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Mas est\u00e1 a falar de div\u00f3rcio, ou seja, de duas fam\u00edlias que coexistem, mas que vivem separadas.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Infelizmente, em boa parte dos casos. N\u00e3o ganham nada com isso. T\u00eam muito mais a ganhar em viver juntas, se o conseguirem. Ou, pelo menos, pr\u00f3ximas.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Pr\u00f3ximas? O que quer dizer com isso?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Pr\u00f3ximas, fisicamente. Devia ser proibido, ou quase proibido, que algu\u00e9m se separasse e fosse viver a centenas de quil\u00f3metros dos filhos. Separou-se, sim, mas tem que estar ali perto, para o que der e vier. Para levar os filhos \u00e0 escola. Para cuidar deles, se estiverem doentes. Para educ\u00e1-los. Para tudo aquilo que antes fazia, tal e qual.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Ent\u00e3o tinham que ser vizinhos. Ou, pelo menos, viver no mesmo bairro.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Sim, sempre que poss\u00edvel. Sempre que poss\u00edvel \u00e9 a melhor solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> E se os pais n\u00e3o se d\u00e3o? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Se n\u00e3o se d\u00e3o, devem ser multados. Se n\u00e3o se d\u00e3o, devem fingir que se d\u00e3o. Esta merda n\u00e3o deve ser fazer os filhos e abandon\u00e1-los. Consolou-se de foder, n\u00e3o \u00e9? Ent\u00e3o agora tem que cuidar deles, \u00e9 a ordem natural das coisas.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Mas, e se os pais n\u00e3o se d\u00e3o mesmo? N\u00e3o me parece f\u00e1cil obrig\u00e1-los.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 enganado. As sociedades sempre obrigaram os indiv\u00edduos \u00e0s mais diversas coisas. Existem muitas maneiras de o fazer. Se o comportamento de um indiv\u00edduo \u00e9 incorrecto, ou visto como incorrecto, a sociedade penaliza. Eu n\u00e3o estou a ver, por exemplo, que as mulheres conscientes e inteligentes aceitem um homem que abandonou a fam\u00edlia anterior \u00e0 sua sorte. N\u00e3o se faz, \u00e9 errado, e \u00e9 um p\u00e9ssimo indicador do car\u00e1cter do indiv\u00edduo. Por outro lado, se querem aquele indiv\u00edduo e ele tem as responsabilidades que tem, v\u00e3o ter que aceitar a situa\u00e7\u00e3o e lidar inteligentemente com ela. \u00c9 o que milhares de pessoas fazem, todos os dias.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>A\u00ed o Dr. chocou-me um pouco. Referiu-se ao abandono, ou afastamento, da fam\u00edlia como um indicador do car\u00e1cter do indiv\u00edduo. Existem situa\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Foi voc\u00ea que disse afastamento, n\u00e3o fui eu. Mas \u00e9 a mesma coisa. Claro que existem situa\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es. Um indicador \u00e9 isso mesmo, n\u00e3o \u00e9 nada que possamos tomar por certo.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Ok. Voltemos \u00e0 poligamia. O que \u00e9 que a poligamia tem que a monogamia n\u00e3o tem?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Mais gajas. Essencialmente isso.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Sim. Mas para al\u00e9m disso? Tem mais coisas?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Tem. Claro que tem. \u00c9 isso que me traz aqui. J\u00e1 deu para perceber que as implica\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o e da geometria familiar s\u00e3o muitas. As superioridades da poligamia s\u00e3o muitas, e um dia havemos de falar nelas, por agora queria apenas real\u00e7ar aquilo que chamo de \u201cresist\u00eancia \u00e0 intemp\u00e9rie\u201d.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Resist\u00eancia \u00e0 intemp\u00e9rie?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Sim. \u00c9 isso que, neste momento, com a crise, torna a monogamia dif\u00edcil. \u00c9 isso que a poligamia oferece naturalmente e que neste momento faz a diferen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Podia explicar-se?<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Sim. Claro. A crise de que tanto se fala \u00e9 uma crise econ\u00f3mica. Uma crise que afecta os rendimentos e uma crise que traz incerteza quanto \u00e0s expectativas de futuro.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> \u00c9 verdade.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> E a poligamia responde a isso tudo. A poligamia reduz os gastos com a habita\u00e7\u00e3o. Na verdade, reduz os gastos com comida, com vestu\u00e1rio, com brinquedos, etc., porque existe mais partilha. A poligamia optimiza recursos e disponibiliza recursos que de outra forma n\u00e3o estariam l\u00e1. A poligamia responde \u00e0s necessidades face a um novo contexto que p\u00f5e em causa o status quo de conforto e de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Dito assim, parece fazer algum sentido. <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> E a incerteza. A incerteza quanto ao futuro. As pessoas toleram uma descida no rendimento dispon\u00edvel, se souberem de quanto \u00e9 e se souberem que \u00e9 sustent\u00e1vel e que fica por ali. Mas o que n\u00e3o toleram \u00e9 a incerteza. O que n\u00e3o toleram \u00e9 a incerteza de que a descida nos rendimentos n\u00e3o fique por ali. A incerteza de n\u00e3o saberem se est\u00e3o \u00e0 altura das suas obriga\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> O desemprego\u2026 <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> O desemprego, pois. Um drama para uma fam\u00edlia monog\u00e2mica cujas fontes de rendimento est\u00e3o limitadas a dois adultos. Em que se um perder o emprego l\u00e1 se v\u00e3o 50% dos rendimentos. Eventualmente uma sorte para uma fam\u00edlia com um homem e tr\u00eas ou quatro mulheres, em que se uma perder o emprego ficam com menos 20% dos rendimentos, mas todos ficam com mais tempo para os filhos, para cuidar da casa, para fazer as refei\u00e7\u00f5es, para cuidar da roupa e para si pr\u00f3prios.<\/p>\n<p><strong>Chornal:<\/strong> Ent\u00e3o o Dr. acha que a poligamia vem a\u00ed, impar\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Mais ou menos. Todos n\u00f3s gostamos de nos sentir como os outros, de n\u00e3o ser marginalizados. <\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Ah! Temos a\u00ed um problema. E ent\u00e3o? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Ent\u00e3o n\u00e3o sei. N\u00e3o acredito que as pessoas venham dizer \u201cagora l\u00e1 em casa, com as minhas duas mulheres, vivo muito melhor\u201d. As pessoas inteligentes n\u00e3o fazem isso. Fazem, mas n\u00e3o dizem.<\/p>\n<p><strong>Chornal: <\/strong>Sim. E ent\u00e3o, face a isso, qual \u00e9 o futuro que antecipa? <\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> O futuro n\u00e3o est\u00e1 escrito. Alguma coisa vai mudar, certamente. Cada um l\u00e1 encontrar\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o que para si for mais aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong> Chornal:<\/strong> Muito bem. Estamos a chegar ao fim. Mais uma vez, queria agradecer-lhe a sua presen\u00e7a, Dr. Ivanoff.<\/p>\n<p><strong>Dr. Ivanoff:<\/strong> Obrigado, eu. At\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2011\/01\/six_girls_on_a_pier_010.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2011\/01\/six_girls_on_a_pier_010.jpg\" alt=\"\" title=\"six_girls_on_a_pier_010\" width=\"450\" height=\"338\" class=\"aligncenter size-full wp-image-15687\" srcset=\"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2011\/01\/six_girls_on_a_pier_010.jpg 1000w, http:\/\/www.inacreditavel.pt\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2011\/01\/six_girls_on_a_pier_010-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta \u00e9 mais uma das conversas do chornal com o Dr. Ivanoff. 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