{"id":1390,"date":"2008-02-05T18:39:20","date_gmt":"2008-02-05T18:39:20","guid":{"rendered":"http:\/\/inacreditavel.ioio.info\/?p=1390"},"modified":"2008-02-05T18:39:20","modified_gmt":"2008-02-05T18:39:20","slug":"poesia-matematica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.inacreditavel.pt\/?p=1390","title":{"rendered":"poesia matem\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p>e porque gosto das duas, aqui fica este <a href=\"http:\/\/www.releituras.com\/millor_poesia.asp\">poema<\/a> do poeta brasileiro <a href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Mill%C3%B4r_Fernandes\">Mill\u00f4r Fernandes<\/a>, o mesmo que escreveu<br \/>\n&#8220;O homem veio do s\u00edmio \/ acho isso lindo \/ mas tem alguns \/quinda est\u00e3o vindo&#8221;<\/p>\n<p>&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p><font color=\"#0000ff\" face=\"Verdana\" size=\"2\">                 \u00c0s folhas tantas<br \/>\ndo livro matem\u00e1tico<br \/>\num Quociente apaixonou-se<br \/>\num dia<br \/>\ndoidamente<br \/>\npor uma Inc\u00f3gnita.<br \/>\nOlhou-a com seu olhar inumer\u00e1vel<br \/>\ne viu-a do \u00e1pice \u00e0 base<br \/>\numa figura \u00edmpar;<br \/>\nolhos romb\u00f3ides, boca trapez\u00f3ide,<br \/>\ncorpo retangular, seios esfer\u00f3ides.<br \/>\nFez de sua uma vida<br \/>\nparalela \u00e0 dela<br \/>\nat\u00e9 que se encontraram<br \/>\nno infinito.<br \/>\n&#8220;Quem \u00e9s tu?&#8221;, indagou ele<br \/>\nem \u00e2nsia radical.<br \/>\n&#8220;Sou a soma do quadrado dos catetos.<br \/>\nMas pode me chamar de Hipotenusa.&#8221;<br \/>\nE de falarem descobriram que eram<br \/>\n(o que em aritm\u00e9tica corresponde<br \/>\na <strong>almas irm\u00e3s<\/strong>)<br \/>\nprimos entre si.<br \/>\nE assim se amaram<br \/>\nao quadrado da velocidade da luz<br \/>\nnuma sexta potencia\u00e7\u00e3o<br \/>\ntra\u00e7ando<br \/>\nao sabor do momento<br \/>\ne da paix\u00e3o<br \/>\nretas, curvas, c\u00edrculos e linhas sinoidais<br \/>\nnos jardins da quarta dimens\u00e3o.<br \/>\nEscandalizaram os ortodoxos das f\u00f3rmulas euclidiana<br \/>\ne os exegetas do Universo Finito.<br \/>\nRomperam conven\u00e7\u00f5es newtonianas e pitag\u00f3ricas.<br \/>\nE enfim resolveram se casar<br \/>\nconstituir um lar,<br \/>\nmais que um lar,<br \/>\num perpendicular.<br \/>\nConvidaram para padrinhos<br \/>\no Poliedro e a Bissetriz.<br \/>\nE fizeram planos, equa\u00e7\u00f5es e diagramas para o futuro<br \/>\nsonhando com uma felicidade<br \/>\nintegral e diferencial.<br \/>\nE se casaram e tiveram uma secante e tr\u00eas cones<br \/>\nmuito engra\u00e7adinhos.<br \/>\nE foram felizes<br \/>\nat\u00e9 aquele dia<br \/>\nem que tudo vira afinal<br \/>\nmonotonia.<br \/>\nFoi ent\u00e3o que surgiu<br \/>\nO M\u00e1ximo Divisor Comum<br \/>\nfreq\u00fcentador de c\u00edrculos conc\u00eantricos,<br \/>\nviciosos.<br \/>\nOfereceu-lhe, a ela,<br \/>\numa grandeza absoluta<br \/>\ne reduziu-a a um denominador comum.<br \/>\nEle, Quociente, percebeu<br \/>\nque com ela n\u00e3o formava mais um todo,<br \/>\numa unidade.<br \/>\nEra o tri\u00e2ngulo,<br \/>\ntanto chamado amoroso.<br \/>\nDesse problema ela era uma fra\u00e7\u00e3o,<br \/>\na mais ordin\u00e1ria.<br \/>\nMas foi ent\u00e3o que Einstein descobriu a Relatividade<br \/>\ne tudo que era esp\u00fario passou a ser<br \/>\nmoralidade<br \/>\ncomo ali\u00e1s em qualquer<br \/>\nsociedade.<\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>e porque gosto das duas, aqui fica este poema do poeta brasileiro Mill\u00f4r Fernandes, o mesmo que escreveu &#8220;O homem veio do s\u00edmio \/ acho isso lindo \/ mas tem alguns \/quinda est\u00e3o vindo&#8221; &#8212;&#8212;&#8211; \u00c0s folhas tantas do livro matem\u00e1tico um Quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma Inc\u00f3gnita. 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